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Jogada # 2 Takeover Agressivo, formação de consórcio de financiadores para compra de empresas

 

O embate em arena de M&A é sempre crítico, envolve muito capital e empregos de muitos funcionários. Por aqui ainda não é tão habitual a utilização de mecanismos agressivos de takeover, mas em mercados mais avançados é uma prática muito comum a batalha pelo controle das corporações. Os ofertantes conseguem geralmente financiamentos de grande porte, seja através de aumento de capital da empresa ofertante, ou através de consórcio de bancos e fundos de investimentos. A disputa é sempre grave, e é hora do banker se destacar e mostrar sua verdadeira força.

A grande jogada muitas vezes é comprar a empresa com dinheiro emprestado e depois pagar a aquisição com lucros da própria emrpesa objeto de compra. Em alguns casos até com favorecimento de linhas de crédito de amigos do goverrno, é possível fechar operações assim. Já que muitas vezes conseguir financiamento para se comprar empresa que vale bilhões, pode não ser tarefa fácil e factível para os bancos privados. Uma ajuda extra pode ser necessária, é quando a política entra em jogo e ocorrem transações em que se transfere o controle de impérios, para amigos da corte. A grande jogada não é só o empréstimo em si. A questão é que se for um império lucrativo, ele vai se pagar sozinho, e é só começar a rodar para ir quitando os empréstimos.

Então tecnicamente, pode ser feito um mega empréstimo configurado através de uma emissão de debêntures. Essa emissão pode ter como garantidora a própria empresa compradora, logicamente. O detalhe é que essa emissão de debêntures, pode ser realizada pela empresa ofertante, e os papéis subscritos por seus financiadores. Só que a mágica ocorre depois que a ofertante compra a empresa alvo de negociação, quando então a dívida é paga através do caixa da própria empresa que foi comprada.

No fundo, numa operação alavancada do gênero, o comprador ajudado por um banqueiro de investimento praticamente não desembolsa quase nada. Compra uma empresa que pode ser um império com dinheiro emprestado, e ainda paga o referido empréstimo com próprios recursos gerados pela empresa. Numa suposta mágica que além de méritos está a história de muitos favorecimentos. Vale destacar que além da ficção, operações assim já ocorreram em terras locais, e quiçá com alcunha de talento por parte de supostos empresários. Mas como sempre no tabuleiro está a política, no caso aqui, de Brasília e seus amigos da corte. Afinal, como diria Henry Kissinger, política é arte do impossível e milagres por tais bandas, acontecem.