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Jogada # 1............... Emissão via Equity-kickers e empréstimo-ponte
Uma da jogadas mais antigas de bancos
de investimento refere-se a empréstimos no atacado para corporações
em dificuldades poderem acessar o mercado de capitais. Sob a forma de equity
kickers ou empréstimo-ponte, as empresas que desejam acessar a bolsa
de valores urgentemente aproveitando uma janela de mercado, podem fazê-lo
através dessa operação conjugada com bancos de investimento.
Isto é, os bancos que coordenarão a emissão compram o
risco da operação, e concedem empréstimos para a empresa
candidata ao processo de emissão de valores mobiliários. Em
contrapartida, o banco de investimento e seu banqueiro, recebem ações
como retorno ao empréstimo concedido.
Na época da emissão de valores
mobiliários no mercado, o banco de investimento, provável coordenador
da operação, vende em conjunto as ações que recebeu
em pagamento. Possivelmente com valor disparado, que lhe conferirá
lucros substanciais. Isto se obviamente o mercado estiver aquecido e houver
demanda ampla por papéis. Nessa esteira o investment banker organiza
toda a emissão, dentro dos prazos de mercado, e recebe boa remuneração
por esse trabalho de captação de recursos.
Mas há toda uma controvérsia
instalda aqui. Pois se por uma lado é feita essa captação
às pressas, e se a empresa não tiver condições
de se sustentar dsepois ? Sem sustentabilidade o castelo de desmorona e sobram
acusações para todos os lados. Afinal, mercado de capitais não
é brincadeira, roleta pra ver se é possível arrecadar
fundos e depois sumir. Como a história mostra, todos os envolvidos
são responsáveis por seus atos e respondem perante a lei e investidores.
Não que o investidor seja leiga vítima, mas que se houverem
irregularidades e a empresa não puder se sustentar depois isso não
passará despercebido aos órgãos reguladores, com certeza.
Tampouco a atentos advogados e investidores a reclamarem direitos e informações.
Vale lembrar que é sempre a mesma história, quando o mercado anda de lado, ninguém consegue captar no atacado, através de ações, debêntures, etc. Quando se abre a janela da oportunidade, no batalhão de frente vão as empresas de primeira, depois vem algumas mais fracas até chegar a uma série de empresas que querem aproveitar a circunstância de qualquer forma, já até forçando condições. E a questão nem é tanto se as empresas possuem porte ou não, além desse detalhe está a qualidade e viabilidade técnica para tanto.
Casos recentes mostram que é necessário
bastante cautela de investidores ao se investir em empresas desconhecidas
e embaladas. Muito além do prospecto, é necessário averiguar
a real situação da maquiagem que paira sobre a empresa, para
conferir sua viabildiade técnica. Um banco de primeira, um escritório
de primeira, uma contadoria de primeira, necessariamente não implica
numa operação de primeira. Ao contrário, tudo pode ser
consequência de um embalo excessivo, e desmedido, que pode ter graves
consequências como a experiência mostra sempre.