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Escolha de Assessores e Coordenadores
Advogados
As bancadas jurídicas que costumam
conduzir as operações de IPO e ofertas públicas, são
sempre as mesmas. Escritórios de renome, estruturados para equacionar
todo o roteiro para operações de atacado. Escritórios
dantes não conhecidos também estão conquistando espaço
neste mercado, com complexa organização de documentação,
um trabalho especializado, praticamente ao custo de um bom imóvel,
a cada operação. Mas é enganoso analisar somente do ponto
de vista de retorno relativo, pois nesses processos, muitas vezes aparecem
nós complicados até para experientes advogados.
Muitas vezes a empresa candidata ao pretendido IPO, geralmente já possui um braço jurídico de confiança. Opta por seguir todo o trajeto através e baseada em escritório já conhecido. De fato, os escritórios menores estão se armando tecnicamente pra entrar nessa área de processos junto a CVM. Mas verdade é que se mesmo entre os principais do setor, a disputa por clientes já é considerável, a distância entre uns e outros pode ser razoável. Talvez não do ponto de vista da qualidade técnica, mas muito mais decorrentes de entraves e dificuldades que podem aparecer em cada processo. Como em qualquer área profissional, histórico no setor e experiência costumam fazer diferença nessas horas.
Auditores
Auditoria vai muito além de balanços
e balancetes. Ainda mais em tempos de Sarbanes-Oxley, a contadoria envolve
toda uma análise realista de dados da empresa, com efetividade e propriedade.
Fraudes em anos recentes, mostram que quilos de documentos podem, ao invés
de isentar de culpa, atestar sim a inabilitação da empresa.
O toque de realismo e adequação a cada caso é então
um dos princípios mais importantes. O desaparecimento recente de uma
das maiores auditorias do mundo, bem mostra que credibilidade é tudo,
ou quase tudo.
O trabalho com USGAAP e BRGAAP mostra que o trabalho envolve expertise para
traduzir em boa linguagem, balanços de empresas para diferentes investidores.
Transmitindo com boa dose de possível praticidade, itens relevantes
dos demonstrativos financeiros. Mostrando da forma mais perceptível
possível se a empresa está alavancada ou não, com muitos
débitos de longo e curto prazo, se a estrutura da tesouraria suporta
outros mecanismos e variações na alocação de ativos
e passivos. Enfim, não basta retratar a empresa, mas sim há
exigência de retrata-la de forma realista e bastante inteligível
aos mais variados tipos de investidores.
Bancos de Investimento
Em última análise, o banco
de investimento é que compra a briga, de tocar a operação
e torná-la bem-sucedida. No páreo, nacionais e estrangeiros,
de frente em busca da liderança de uma das áreas mais lucrativas
do mercado bancário. Bancos de Investimento internacionais, dispensam
apresentações. Mas há duas ressalvas, a legislação
exige know-how dos trâmites locais, e o outro detalhe é que dentre
os bancos nacionais que sobraram na área de investimentos, alguns são
verdadeiros raiders de varejo, acostumados a comprar inúmeras casas
bancárias em sua trajetória de sobrevivência. Em suma,
é uma escolha privilegiada atualmente, com boas opções
para quem quer ter uma assessoria à altura da Bolsa de Valores brasileira.
Numa época de fraca demanda para valores mobiliários e ofertas, a garantia firme fazia muita diferença. Já que caso não conseguissem vender tudo, os bancos de investimento ficavam com a parte não subscrita e firmemente garantida. Atualmente, com a demanda forte, e mesmo engasgada de IPOs, a colocação via melhores esforços tornou-se viável muitas vezes. Mas em qualquer situação, e principalmente nas ofertas cross-border, internacionais, a importância e relevo do banco de investimento é sempre difenrencial entre sucesso de coordenação ou não.
Consultores
Em destaque, estão atualmente as consultorias de Mercado de Capitais. Formadas por profissionais experientes em ofertas públicas, Governança Corporativa, Novo Mercado e interface com a CVM, contribuem para o preparo de empresas que almejam passar para essa fase, e para as que estão dando os primeiros passos nesse novo campo. Auxiliam na estruturação de Departamento de Relações com Investidores, e no desenvolvimento da cultura corporativa. Adaptando a empresa ao cenário volátil, sedento de informações e de resultados, como é o mercado finaneiro. Relatórios bem preparados, informes claros, movimentos ajustados podem contribuir decisivamente para o andamento da empresa e até seu marketing.