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O Investment Banker
O banqueiro de investimento é peça-chave de todo o processo, do começo ao fim. Atuando dentro de um banco de investimento, é o responsável por coordenar toda a operação, desde sua originação até sua liquidação. É verdade também que possui uma elevada remuneração, geralmente como bônus das operações que consegue fechar, mas é verdade também que seu trabalho vai bastante além de apurada técnica e alinhamento com outros principais investidores.
Pois ao mesmo tempo que precisa ter pleno conhecimento de toda engenharia
financeira, com versatilidade para fazer cálculos e projeções
realistas, precisa de todo o aparato profissional para poder gerenciar as
operações. Num processo de IPO, há movimentação
de mais de 10 profissionais diretamente, dentre analistas, contadores advogados
da empresa e dos coordenadores, empresários, etc. Fora os particpantes
secundários como corretoras, distribuidoras e outros profissionais.
É o investment banker que coordena os esforços em torno do fim
comum que é a realização final da operação
na Bolsa de Valores. Lógico que também não basta coordenar,
é preciso ter a sorte e competência de ser bem-sucedido em sua
função, e conseguir numa ponta estruturar e na outra liderar
a venda do produto.
Pra completar, o investment banker tem
um feeling inato mas também lapidado, de como selecionar as melhores
candidatas ao IPO, tão como a habilidade de gerenciar possíveis
dificuldades que possam surgir no trajeto. Por exemplo, mesmo num mercado
de capitais aquecido, o investment banker de fato, não compra e lidera
qualquer operação. Os custos são altos, e são
cientes das dificuldades posteriores que cercam uma empresa sem devida calibragem
pra tal atuação.
Em relação ao banqueiro de varejo, o investment banker é
o que organiza consórcios para grandes investidas no mercado de capitais.
Geralmente, sendo imprescindível boa carga de conhecimentos societários,
tributários e contábeis para equacionar empréstimos e
financiamentos em larga escala. No Brasil devido a legislação
local, muitos investment bankers tem origem em bancos de varejo, mas muitos
surgem já na área de investimentos mesmo, na esteira da evolução
do mercado de capitais.
O Advogado de Mercado de Capitais
Figura essencial para o desfecho bem-sucedido da operação de IPO e de outras ofertas sujeitas a registro, é o advogado de mercado de capitais. Trabalha junto com o investment banker e coordena a parte de documentação legal. Dentre seu trabalho, destaca-se a petição de registro na CVM, a elaboração do prospecto e de todos os informativos relacionados. Como todo trabalho jurídico, exige expertise específica pois um movimento errado pode gerar atrasos e até mesmo falhas de difícil saneamento posterior. Ainda mais pelo alto valor envolvido, destaca-se pelo movimento de precisão, com muito estudo prévio e agilidade numa compatibilidade necessária ao trabalho dos bancos de investimento.
Muitos associam o trabalho de advogados com o cotidiano de tribunais pelo país e mundo todo. Mas nem sempre é assim. Pela própria exigência profissional, o advogado por natureza precisa conhecer a área contenciosa, saber redigir uma petição e conhecer os trâmites processuais. Mas o advogado de Mercado de Capitais, freqüentemente tem pouca vivência de Fóruns, sendo sua especialidade maior a parte preventiva e consultiva. Mas também há os que atuam em contencioso específico de Mercado de Capitais, sendo por exemplo os que atuam em processos envolvendo conflitos de acionistas, minoritários ou não, conflitos em fusões e aquisições, no processo de privatização brasileiro, etc.
Tipicamente o advogado de Mercado de Capitais, atua junto ao empresário e investment banker, oferecendo suporte jurídico às operações, de acordo com sua licitude. Com bom trânsito nas instruções da CVM, e na Lei das Sociedades por Ações, Regulamentos do BACEN, e princípios básicos da área Cível, o advogado de Mercado de Capitais é o que vai canalizar e galvanizar a continuidade dos acordos e planos firmados. Com suporte da área tributária e de contadoria, arquiteta as operações sofisticadas de Mercado de Capitais. Onde, além e aquém dos números, artigos e leis, às vezes escondem-se os planos mais ambiciosos de apertar a concorrência, seus executivos, seus trunfos revelados.
Um detalhe curioso é que ao contrário de processos que correm na Justiça, em que de antemão se sabe qual o pedido, os processos societários são geralmente cercados de verdadeira incógnita. Uma fusão, uma oferta pública de permuta de ações, um aumento de capital, e operações assemelhadas, às vezes só com o tempo revelam o propósito de sua engenharia. Depois de 5 ou 10 anos, às vezes revelam então sua finalidade. Envoltas de uma confusão instalada no seu momentum, é com o passar do tempo que tudo se consolida e por exemplo um controle é efetivado. Aí quando vai ver,aquela holding que aparentemente não tinha nada a ver, controla boa parte dos passos do conglomerado, eventualmente até não mais dentro do país.