Com o Boom do Home-Broker, muitas corretoras estão disputando esse mercado numa competição acirrada pelo investidor individual. Mesmo as corretoras que atendiam o público institucional, estão se focando nesse perfil de investidor, que cresce muito no país. Já girando quase um quarto de negócios na Bovespa, proporcionalmente esse número ainda é pouco em relação ao potencial desse mercado. Aparecem na mídia atualmente diversas corretoras oferecendo seus serviços. Mas afinal, deve existir um meio para poder avaliar a corretora mais adequada ao perfil do investidor. Seguem abaixo alguns critérios que devem ser levados em consideração:

Suporte técnico: O suporte é fundamental em qualquer serviço e não é diferente no caso do Home-Broker. Todas oferecem serviço de suporte, com telefone, 0800 e tudo. Mas faça um teste e observe se sua ordem logo cai na mesa de operações para ser cumprida. Sabe-se bem que na prática os sistemas eletrônicos falham, e nisso é necessário recorrer à antiga ordem via telefone. Nessa hora, faz diferença se há na outra ponta um broker que conhece o cliente pelo nome, pronto para realizar a ordem. Pular de operador para operador, de telefone para telefone, pode ser um indício de atendimento despersonalizado para alguns clientes.

Tecnologia: Evidente que sem uma base tecnológica é inviável começar as atividades via Home-Broker. Assim as corretoras possuem e os clientes usufruem de um mínimo de plataforma tecnológica para realizar suas operações. Parece que não, mas existem vários graus de sofisticação. Desde corretoras que oferecem sofisticados sistemas com indicador de tendências, que cruza dados, até outras que não oferecem nem stop.

Relatórios: Dentro do permitido pela CVM, e dentro do escopo de informes oficiais de cada empresa é possível emitir boletins sobre o Mercado periodicamente. Algumas corretoras até recomendam papéis, outras sugerem carteira virtual da semana, do mês, etc. Mas importante é ter esses relatórios à disposição ou não, para tomada de decisão. Não significa que o investidor vá comprar ou vender em função dos relatórios apenas. Mas é mais um canal de informação e apoio para que o Home-Broker possa ter seus palpites e tomar suas decisões de investimentos.

Tradição e Consistência: Pode parecer indiferente, mas tradição e consistência também fazem a diferença em investimentos via Home-Broker. Aliás em se tratando de instituição financeira é muito importante no país, a escolha seletiva de depositários. Afinal de contas, lembranças recentes mostram a quebra de instituições que levaram junto muitos clientes. Vale lembrar que em alguns casos houve até ocorrência de episódios relacionados a operações arriscadas no mercados de ações e de futuro, que empurraram mais ainda as quebras. Assim, a velha tradição, consistência, ainda são pontos cruciais na escolha da corretora e não apenas o ganho à qualquer custo.

Valor das Ordens: Hoje o valor varia bastante, com pechinchas na corretagem de até 5 reais por ordem. Muitas cobram já na faixa de 10 até 20 reais a ordem. Mas muitas outras seguem a tabela Bovespa de cobrar por percentual investido. À primeira vista o valor da corretagem parece ser o melhor critério, mas deve levar em consideração outras características do serviço prestado.

Cursos: Muitas já oferecem cursos para quem quer começar na atividade. Os cursos com certeza mostram o preparo da corretora e a intenção de criar clientes fiéis que vieram pra ficar e não para investir, perder e sair. Com os cursos é possível ter visão melhor do funcionamento do Mercado, seus ciclos e escolha de papéis.

Proximidade da Base Operacional: O último critério básico aqui analisado é a proximidade da corretora. O Home-Broker é fenômeno mundial e nacional, e teoricamente, pode-se operar falando com a mesa de operações à quilômetros de distância do investidor. Mas em primeiro lugar, as corretoras estão crescendo, e em segundo, as bases regionais são sempre alternativa melhor para solucionar quaisquer problemas. Afinal eventual visita na corretora deve sempre ser bem-vida ainda mais para os mais cautelosos.

Precedentes na CVM: Outro meio de se avaliar a corretora é ver se possui histórico de processos julgados na CVM. Se existem, qual foi a decisão da autarquia e sua razão. Pois podem ser processos simples ou complexos atinentes aos negócios da corretora e a CVM é a melhor referência quando se trata de direitos do investidor.

Assim, são vários critérios que devem ser levados em consideração na escolha da corretora. Uns pesam mais, outros menos, mas o mais importante deve ser a analáse global da corretora. Se está de acordo com o perfil do investidor, e se o atendimento no geral é satisfatório. Mas com certeza muitas falhas só aparecem no cotidiano das operações, em vista disso é interessante a escolha criteriosa de antemão.

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