TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM No
400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003, COM AS
ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nos
429/06, 442/06, 472/08, 482/10,
488/10, 507/11, 525/12, 528/12, 531/13, 533/13, 546/14, 548/14, 551/14, 566/15, 571/15, 583/16, 584/17,
588/17, 595/18, 600/18 E 601/18.

INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
Dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de
valores mobiliários, nos mercados primário ou
secundário, e revoga a Instrução CVM nº 13, de 30
de setembro de 1980, e a Instrução CVM nº 88, de 3
de novembro de 1988.

O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM torna público que o
Colegiado, em reunião realizada em 26 de dezembro de 2003, com fundamento no disposto nos arts. 4º,
inciso VI, 8º, inciso I e 19, § 5º, e 21 da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, resolveu baixar a
seguinte instrução:
ÂMBITO E FINALIDADE
Art. 1º Esta Instrução regula as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos
mercados primário ou secundário e tem por fim assegurar a proteção dos interesses do público investidor
e do mercado em geral, através do tratamento eqüitativo aos ofertados e de requisitos de ampla,
transparente e adequada divulgação de informações sobre a oferta, os valores mobiliários ofertados, a
companhia emissora, o ofertante e demais pessoas envolvidas.
EXIGÊNCIA DE REGISTRO DE OFERTAS PÚBLICAS DE DISTRIBUIÇÃO
Art. 2º Toda oferta pública de distribuição de valores mobiliários nos mercados primário e
secundário, no território brasileiro, dirigida a pessoas naturais, jurídicas, fundo ou universalidade de
direitos, residentes, domiciliados ou constituídos no Brasil, deverá ser submetida previamente a registro
na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, nos termos desta Instrução.
§1º Somente poderão ser negociados em bolsa de valores ou mercado de balcão:
I – valores mobiliários distribuídos publicamente através de oferta primária ou secundária registrada
na CVM; ou
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II – valores mobiliários que não tenham sido subscritos publicamente, desde que valores mobiliários
do mesmo tipo, classe, espécie e série já estejam admitidos à negociação em bolsa de valores ou mercado
de balcão.
§ 1º REVOGADO
 § 1º revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§2º Podem, ainda, ser negociados em bolsa de valores ou mercado de balcão valores mobiliários
que não se enquadrem nas hipóteses do § 1º, desde que sejam previamente submetidos a registro de
negociação ou a sua dispensa, nos termos do art. 21, incisos I e II, da Lei nº 6.385/76, mediante
apresentação de prospecto nos termos desta Instrução.
§ 2º REVOGADO
 § 2º revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 3º São atos de distribuição pública a venda, promessa de venda, oferta à venda ou subscrição,
assim como a aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários, de que conste qualquer
um dos seguintes elementos:
I – a utilização de listas ou boletins de venda ou subscrição, folhetos, prospectos ou anúncios,
destinados ao público, por qualquer meio ou forma;
II – a procura, no todo ou em parte, de subscritores ou adquirentes indeterminados para os valores
mobiliários, mesmo que realizada através de comunicações padronizadas endereçadas a destinatários
individualmente identificados, por meio de empregados, representantes, agentes ou quaisquer pessoas
naturais ou jurídicas, integrantes ou não do sistema de distribuição de valores mobiliários, ou, ainda, se
em desconformidade com o previsto nesta Instrução, a consulta sobre a viabilidade da oferta ou a coleta
de intenções de investimento junto a subscritores ou adquirentes indeterminados;
III – a negociação feita em loja, escritório ou estabelecimento aberto ao público destinada, no todo
ou em parte, a subscritores ou adquirentes indeterminados; ou
IV – a utilização de publicidade, oral ou escrita, cartas, anúncios, avisos, especialmente através de
meios de comunicação de massa ou eletrônicos (páginas ou documentos na rede mundial ou outras redes
abertas de computadores e correio eletrônico), entendendo-se como tal qualquer forma de comunicação
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dirigida ao público em geral com o fim de promover, diretamente ou através de terceiros que atuem por
conta do ofertante ou da emissora, a subscrição ou alienação de valores mobiliários.
§1º Para efeito desta Instrução, considera-se como público em geral uma classe, categoria ou grupo
de pessoas, ainda que individualizadas nesta qualidade, ressalvados aqueles que tenham prévia relação
comercial, creditícia, societária ou trabalhista, estreita e habitual, com a emissora.
§2º A distribuição pública de valores mobiliários só poderá ser efetuada com intermediação das
instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários (“Instituições Intermediárias”),
ressalvada a hipótese de dispensa específica deste requisito, concedida nos termos do art. 4º.
§ 2º A distribuição pública de valores mobiliários somente pode ser efetuada com intermediação
das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários (“Instituições
Intermediárias”), ressalvadas as hipóteses de dispensa específica deste requisito, concedidas nos termos
do art. 4º.
 § 2º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
DISPENSA DE REGISTRO OU DE REQUISITOS
Art. 4º Considerando as características da oferta pública de distribuição de valores mobiliários, a
CVM poderá, a seu critério e sempre observados o interesse público, a adequada informação e a proteção
ao investidor, dispensar o registro ou alguns dos requisitos, inclusive publicações, prazos e procedimentos
previstos nesta Instrução.
Art. 4º Considerando as características da oferta pública de distribuição de valores mobiliários, a
CVM poderá, a seu critério e sempre observados o interesse público, a adequada informação e a proteção
ao investidor, dispensar o registro ou alguns dos requisitos, inclusive divulgações, prazos e procedimentos
previstos nesta Instrução.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§ 1º Na dispensa mencionada no caput, a CVM considerará, cumulativa ou isoladamente, as
seguintes condições especiais da operação pretendida:
I – a categoria do registro de companhia aberta (art. 4º, § 3º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de
1976);
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I – REVOGADO
 Inciso I revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
II – o valor unitário dos valores mobiliários ofertados ou o valor total da oferta;
III – o plano de distribuição dos valores mobiliários (art. 33, § 3º);
IV – a distribuição se realizar em mais de uma jurisdição, de forma a compatibilizar os diferentes
procedimentos envolvidos, desde que assegurada, no mínimo, a igualdade de condições com os
investidores locais;
V – características da oferta de permuta;
VI – o público destinatário da oferta, inclusive quanto à sua localidade geográfica ou quantidade; ou
VII – ser dirigida exclusivamente a investidores qualificados.
§2º O pedido de dispensa de registro ou de requisitos do registro será formulado pelo ofertante, e
pela instituição intermediária, se for o caso, em documento fundamentado, nos termos do Anexo I, que
conterá as justificativas identificadas pelos requerentes para a concessão da dispensa, aplicando-se na
análise os prazos previstos nos arts. 8º e 9º.
§3º Fica facultada a apresentação do pedido de registro de distribuição conjunta e simultaneamente
ao pedido de dispensa de requisitos de registro.
§4º Na hipótese de dispensa de requisitos de registro com base no inciso VII do § 1º, deverá ser,
adicionalmente, observado o seguinte:
I – o ofertante apresentará à CVM, juntamente com o pedido fundamentado mencionado no § 2º
deste artigo, modelo de declaração a ser firmado pelos subscritores ou adquirentes, conforme o caso, da
qual deverá constar, obrigatoriamente, que:
a) têm conhecimento e experiência em finanças e negócios suficientes para avaliar os riscos e o
conteúdo da oferta e que são capazes de assumir tais riscos;
b) tiveram amplo acesso às informações que julgaram necessárias e suficientes para a decisão de
investimento, notadamente aquelas normalmente fornecidas no Prospecto; e
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c) têm conhecimento de que se trata de hipótese de dispensa de registro ou de requisitos, conforme
o caso, e se comprometem a cumprir o disposto no inciso III deste parágrafo.
c) têm conhecimento de que se trata de hipótese de dispensa de registro ou de requisitos, conforme
o caso;
 Alínea “c” com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
II – todos os subscritores ou adquirentes dos valores mobiliários ofertados firmarão as declarações
indicadas no inciso I deste parágrafo, as quais deverão ser inseridas nos boletins de subscrição ou recibos
de aquisição;
II – todos os subscritores ou adquirentes dos valores mobiliários ofertados firmarão as declarações
indicadas no inciso I deste parágrafo, as quais deverão ser inseridas nos boletins de subscrição ou recibos
de aquisição, ou no termo de adesão e ciência de risco, no caso de oferta de cotas de emissão de fundos de
investimento; e
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
III – o investidor qualificado que tenha subscrito ou adquirido valores mobiliários com base na
dispensa do inciso VII, do § 1º do art. 4º e pretenda vender os valores mobiliários adquiridos ou
subscritos a investidor não qualificado antes de completados 18 (dezoito) meses do encerramento da
distribuição somente poderá fazê-lo se for previamente obtido o registro de negociação em mercado, a
que se refere o art. 21 da Lei nº 6.385, de 1976, salvo se os valores mobiliários adquiridos se enquadrarem
nas hipóteses do § 1º do art. 2º desta Instrução;
III – REVOGADO
 Inciso III revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
IV – os prazos de análise previstos no § 3º do art. 13.
IV – sem prejuízo do disposto nos arts. 8º e 9º, serão aplicados os seguintes prazos:
a) prazo de análise: 10 (dez) dias úteis;
b) prazo de cumprimento de exigências: 10 (dez) dias úteis; e
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c) prazo de verificação do cumprimento de exigências: 5 (cinco) dias úteis.
 Inciso IV com redação dada pela Instrução CVM no
584, de 22 de março de 2017.
§ 5º Nas hipóteses de dispensa de registro ou de requisitos previstas neste artigo, a CVM pode
impor restrições à negociação dos valores mobiliários em mercados regulamentados.
 § 5º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 5º Sem prejuízo de outras hipóteses que serão apreciadas especificamente pela CVM, será
automaticamente dispensada de registro, sem a necessidade de formulação do pedido previsto no art. 4º, a
oferta pública de distribuição:
I – de que trata a Instrução CVM nº 286, de 31 de julho de 1998, que dispõe sobre alienação de
ações de propriedade de pessoas jurídicas de direito público e de entidades controladas direta ou
indiretamente pelo Poder Público e dispensa os registros de que tratam os arts. 19 e 21 da Lei nº 6.385, de
7 de dezembro de 1976, nos casos que especifica;
I – de que trata a Instrução CVM nº 286, de 31 de julho de 1998, que dispõe sobre alienação de
ações de propriedade de pessoas jurídicas de direito público e de entidades controladas direta ou
indiretamente pelo Poder Público e dispensa os registros de que tratam os arts. 19 e 21 da Lei nº 6.385, de
7 de dezembro de 1976, nos casos que especifica; e
 Inciso I com redação dada pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
I – de ações de propriedade da União, Estados, Distrito Federal e municípios e demais entidades da
administração pública, que, cumulativamente:
a) não objetive colocação junto ao público em geral; e
b) seja realizada em leilão organizado por entidade administradora de mercado organizado, nos
termos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993; e
 Inciso I com redação dada pela Instrução CVM no
595, de 30 de janeiro de 2018.
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II – de lote único e indivisível de valores mobiliários;
II – de lote único e indivisível de valores mobiliários; e
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
II – de lote único e indivisível de valores mobiliários.
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
595, de 30 de janeiro de 2018.
III – valores mobiliários de emissão de empresas de pequeno porte e de microempresas, assim
definidas em lei.
III – de valores mobiliários de emissão de empresas de pequeno porte e de microempresas, assim
definidas em lei.
 Inciso III com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
III – REVOGADO
 Inciso III revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
§ 1º A faculdade de dispensa de registro de que trata o inciso II do caput não pode ser reutilizada
pelo mesmo ofertante em relação a uma mesma espécie de valores mobiliários de uma mesma emissora
dentro do prazo de 4 (quatro) meses contados da data do encerramento da oferta.
 § 1º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 2º A restrição prevista no § 1º não se aplica às ofertas de certificados de recebíveis imobiliários
ou certificados de recebíveis do agronegócio de uma mesma companhia securitizadora lastreados em
créditos segregados em diferentes patrimônios por meio de regime fiduciário.
 § 2º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 3º O ofertante deve informar à CVM o encerramento da oferta pública prevista no inciso II do
caput no prazo de 5 (cinco) dias, na forma indicada na norma que trata de ofertas públicas com esforços
restritos.
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 § 3º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 4º A utilização da dispensa de registro de que trata o inciso III do caput para ofertas de valores
mobiliários de uma mesma emissora está limitada a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil
reais) em cada período de 12 (doze) meses.
 §4º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 4º REVOGADO
 § 4º revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
§ 5º A emissora deve, previamente ao início da oferta, comunicar à CVM que pretende utilizar a
dispensa de registro de que trata o inciso III do caput na forma do Anexo IX.
 § 5º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 5º REVOGADO
 § 5º revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
§ 6º A comunicação de que trata o § 5º deve ser encaminhada por meio da página da CVM na rede
mundial de computadores.
 § 6º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 6º REVOGADO
 § 6º revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
§ 7º Qualquer material utilizado pelo ofertante nas ofertas de que trata o inciso III do caput deve:
I – conter informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro; e
II – ser escrito em linguagem simples, clara, objetiva, serena e moderada, advertindo os leitores para
os riscos do investimento.
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 § 7º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 7º REVOGADO
 § 7º revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
§ 8º O material mencionado no § 7º deve conter, em destaque:
I – menção de que se trata de material publicitário; e
II – a seguinte frase “A PRESENTE OFERTA FOI DISPENSADA DE REGISTRO PELA CVM. A
CVM NÃO GARANTE A VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS PELO OFERTANTE
NEM JULGA A SUA QUALIDADE OU A DOS VALORES MOBILIÁRIOS OFERTADOS”.
 § 8º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 8 º REVOGADO
 § 8º revogado pela Instrução CVM no
588, de 13 de julho de 2017.
Art. 6º A CVM poderá, ainda, deferir o registro de oferta pública de distribuição secundária de
ações admitidas à negociação em bolsa de valores, caso o registro de companhia aberta da emissora das
ações esteja atualizado, mediante análise simplificada dos documentos e das informações submetidas,
desde que, cumulativamente, o pedido de registro de distribuição:
Art. 6º A CVM pode, ainda, deferir o registro de oferta pública de distribuição secundária de ações
admitidas à negociação em mercados organizados, caso o registro da emissora das ações esteja atualizado,
mediante análise simplificada dos documentos e das informações submetidas, desde que,
cumulativamente, o pedido de registro de distribuição:
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
I – contenha requerimento específico para a utilização do procedimento de análise simplificada;
II – esteja instruído com:
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a) os documentos e informações previstos no Anexo II, exceto os constantes dos itens 4, 5, 7, 9 a
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b) edital, nos termos do Anexo VIII; e
c) declaração firmada pela bolsa de valores de aprovação dos termos do edital e de autorização para
a realização da oferta.
c) declaração firmada pela entidade administradora do mercado organizado de aprovação dos
termos do edital e de autorização para a realização da oferta.
 Alínea “c” com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§1º Admite-se a utilização do procedimento previsto no presente artigo para a distribuição primária
de ações, quando se tratar de colocação de sobras, em volume superior a 5% da emissão e inferior a 1/3
das ações em circulação no mercado, considerando as novas ações ofertadas para o cálculo das ações em
circulação, desde que os valores mobiliários já estejam admitidos à negociação em bolsa de valores;
§1º Admite-se a utilização do procedimento previsto no presente artigo para a distribuição primária
de ações, quando se tratar de colocação de sobras, em volume superior a 5% (cinco por cento) da emissão
e inferior a 1/3 (um terço) das ações em circulação no mercado, considerando as novas ações ofertadas
para o cálculo das ações em circulação, desde que os valores mobiliários já estejam admitidos à
negociação em mercado organizado.
 § 1º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§2º Os prazos de análise simplificada, de cumprimento de exigências e de verificação do
cumprimento destas relativos ao registro, são aqueles estabelecidos no art. 13, § 3º, incisos I, II e III da
presente Instrução.
EMISSORAS COM GRANDE EXPOSIÇÃO AO MERCADO
Art. 6º-A O registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários emitidos por emissora
com grande exposição ao mercado, conforme definido em regra específica, será concedido
automaticamente.
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§ 1º O pedido de registro automático deve ser apresentado à CVM pelo ofertante, em conjunto com
a instituição líder da distribuição, sendo instruído com os seguintes documentos:
I – requerimento específico para a utilização do procedimento de registro automático;
II – declaração fundamentada de que a emissora se enquadra na definição de emissora com grande
exposição ao mercado;
III – os documentos previstos no Anexo II;
IV – Prospecto, preliminar ou definitivo, elaborado nos moldes do Anexo III; e
V – em caso de utilização de Prospecto Preliminar, comprovação da publicação do aviso previsto no
art. 53 da presente Instrução e minuta do anúncio de início.
V – em caso de utilização de Prospecto Preliminar, comprovação da divulgação do aviso previsto no
art. 53 da presente Instrução e minuta do anúncio de início.
 Inciso V com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§ 2º É vedada a apresentação, no procedimento de registro automático, de pedido de dispensa de
requisitos previstos nesta Instrução.
 Art. 6º-A incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 6º-B O registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários de que trata o art. 6º-A
produzirá efeitos decorridos 5 (cinco) dias úteis do protocolo do pedido na CVM.
§ 1º A oferta registrada nos termos do caput somente terá início após:
I – a publicação do Anúncio de Início de Distribuição; e
II – a disponibilização do Prospecto Definitivo e seu envio à CVM, nos termos do art. 42, § 3º.
I – a divulgação do Anúncio de Início de Distribuição; e
II – a disponibilização do Prospecto Definitivo e seu envio à CVM, nos termos do art. 42.
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 Incisos I e II com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§ 2º A única informação que pode ser acrescentada ao Anúncio de Início de Distribuição e ao
Prospecto Definitivo em relação aos documentos de que trata o § 1º do art. 6º-A apresentados no
momento do pedido de registro de distribuição é preço ou valor da remuneração.
§ 3º A CVM pode, a qualquer tempo:
I – exigir a adequação das informações prestadas às disposições legais e regulamentares pertinentes;
II – converter o procedimento de registro automático no rito de análise previsto nos arts. 8º e 9º; ou
III – suspender ou cancelar a oferta de distribuição, nos termos do art. 19.
 Art. 6º-B incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO DO PEDIDO DE REGISTRO
Art. 7º O pedido de registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários será requerido
à CVM pelos fundadores ou pelo ofertante, conforme o caso, em conjunto com a instituição líder da
distribuição, e deverá ser instruído com os documentos e informações constantes do Anexo II, em forma
de minuta, preliminar ou final, conforme o caso.
PRAZOS DE ANÁLISE
Art. 8º A CVM terá 20 (vinte) dias úteis, contados do protocolo, para se manifestar sobre o pedido
de registro acompanhado de todos os documentos e informações que devem instruí-lo, que será
automaticamente obtido se não houver manifestação da CVM neste prazo.
Parágrafo único. O prazo referido no caput deste artigo somente começará a fluir com a
apresentação de todos os documentos e informações previstos no Anexo II, ressalvada a hipótese do § 3º
do art. 4º, que começará a contar do protocolo.
Art. 9º O prazo previsto no art. 8º poderá ser interrompido uma única vez se a CVM, por ofício
encaminhado ao líder da distribuição e com cópia para o ofertante ou, se for o caso, para os fundadores,
solicitar documentos, alterações e informações adicionais relativos ao pedido de registro de distribuição e
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à atualização de informações relativas ao registro de companhia aberta, solicitação esta que será
formulada em ato único e conjunto pelas áreas responsáveis da CVM que devam se manifestar na ocasião.
§1º Para o atendimento das eventuais exigências, será concedido prazo de até 40 (quarenta) dias
úteis, contado do recebimento da correspondência respectiva.
§2º O prazo para o cumprimento das exigências poderá ser prorrogado uma única vez, por período
não superior a 20 (vinte) dias úteis, mediante a prévia apresentação de pedido fundamentado pelos
interessados.
§3º No atendimento às exigências formuladas pela CVM, os documentos deverão ser apresentados
em duas versões, a primeira contendo o documento originalmente submetido, com a indicação das
alterações determinadas pela CVM e daquelas que não decorram do cumprimento de tais determinações, e
a segunda, sem quaisquer marcas.
§4º A partir do recebimento de todos os documentos e informações em cumprimento das
exigências formuladas, a CVM terá 10 (dez) dias úteis para se manifestar sobre o pedido de registro, o
qual será automaticamente obtido se não houver manifestação da CVM neste prazo.
§5º Caso, além dos documentos e informações apresentados na forma do § 4º, tenham sido
realizadas alterações em documentos e informações que não decorram do cumprimento de exigências, o
prazo de análise pela CVM será de 20 (vinte) dias úteis.
Art. 10. A CVM poderá interromper uma única vez, mediante requerimento fundamentado e
assinado pelo líder da distribuição e pelo ofertante, a análise do pedido de registro por até 60 (sessenta)
dias úteis, após o que recomeçarão a fluir os prazos de análise integralmente, como se novo pedido de
registro tivesse sido apresentado, independentemente da fase em que se encontrava a análise da CVM.
PROGRAMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
Art. 11. A companhia aberta que já tenha efetuado distribuição pública de valores mobiliários
poderá submeter para arquivamento na CVM um Programa de Distribuição de Valores Mobiliários
(“Programa de Distribuição”), com o objetivo de no futuro efetuar ofertas públicas de distribuição dos
valores mobiliários nele mencionados.
§1º O Programa de Distribuição será apresentado à CVM pela companhia emissora, assessorada
por uma ou mais Instituições Intermediárias, as quais serão responsáveis, nos termos do disposto no art.
56 e seus parágrafos, pelas informações e pela sua verificação.
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§ 1º O Programa de Distribuição será apresentado à CVM pela companhia emissora, assessorada
por uma ou mais Instituições Intermediárias, as quais serão responsáveis, nos termos do disposto nos art.
56 a 56-A, pelas informações e pela sua verificação.
 § 1º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§2º Será permitido a novas Instituições Intermediárias que não tenham participado da elaboração
dos documentos apresentados quando do arquivamento do Programa de Distribuição liderar ofertas
amparadas por esse programa, ficando responsáveis pela elaboração do Suplemento e da atualização das
informações anteriormente prestadas, verificando sua consistência e suficiência com relação às novas
informações prestadas.
§ 2º Será permitido a novas Instituições Intermediárias que não tenham participado da elaboração
dos documentos apresentados quando do arquivamento do Programa de Distribuição liderar ofertas
amparadas por esse programa, ficando responsáveis por:
I – elaborar o Suplemento;
II – verificar a consistência e assegurar a suficiência do conjunto de informações prestadas no
âmbito do Programa de Distribuição; e
III – atualizar, revisar, corrigir e complementar as informações prestadas desde o arquivamento do
Programa de Distribuição.
 § 2º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§3º O Programa de Distribuição terá prazo máximo de 2 (dois) anos, contado do seu arquivamento
pela CVM, devendo ser indeferido qualquer pedido de registro de oferta vinculado a um Programa de
Distribuição apresentado após o transcurso deste prazo.
§4º O Prospecto e as demais informações apresentadas relacionadas ao Programa de Distribuição
deverão ser atualizados no prazo máximo de 1 (um) ano, contado do arquivamento do Programa de
Distribuição, ou por ocasião da apresentação das demonstrações financeiras anuais à CVM, o que ocorrer
primeiro, independentemente e sem prejuízo da atualização de tais informações e documentos realizada
através de Suplemento, quando da realização de uma oferta pública ao amparo do Programa de
Distribuição.
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§ 4º REVOGADO
 § 4º revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§5º Os prazos de análise, de cumprimento de exigências e de verificação do respectivo
cumprimento no tocante ao arquivamento do Programa de Distribuição, bem como à atualização prevista
no § 4º, são aqueles estabelecidos nos arts. 8º e 9º da presente Instrução.
§5º A CVM analisará o pedido de arquivamento de Programa de Distribuição, formulará exigências
e verificará o respectivo cumprimento, no menor prazo que lhe for possível. (NR)
 § 5º com redação dada pela Instrução CVM nº 429, de 22 de março de 2006.
§6º Findo o prazo de análise, a CVM enviará ofício à Instituição Intermediária líder, com cópia para
o ofertante, informando o deferimento ou o indeferimento do pedido de arquivamento do Programa de
Distribuição.
§6º Caso, antes do encerramento da análise do Programa de Distribuição, seja solicitado pedido de
registro de oferta pública de valor mobiliário a ser emitido com base no Programa, os prazos de análise,
de formulação de exigências e de verificação do respectivo cumprimento, seja com relação ao Programa
de Distribuição, seja com relação ao pedido de registro de oferta pública, serão aqueles estabelecidos nos
arts. 8º e 9º da presente Instrução.
 § 6º com redação dada pela Instrução CVM nº 429, de 22 de março de 2006.
§7º O Programa de Distribuição será cancelado:
I – mediante requerimento da companhia emissora;
II – por decisão da CVM, se realizada oferta a ele vinculada em condições diversas das constantes
do registro, sem prejuízo das disposições do art. 60;
III – automaticamente:
a) com o encerramento de uma oferta pública que represente o exaurimento do valor previsto no
Programa de Distribuição;
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b) caso o Prospecto e as demais informações relacionadas ao Programa de Distribuição não sejam
atualizadas nas datas devidas; e
c) pelo arquivamento de novo Programa de Distribuição pela CVM.
§7º Finda a análise, ou seu prazo, a CVM enviará ofício à Instituição Intermediária líder, com cópia
para o ofertante, informando o deferimento ou o indeferimento do pedido de arquivamento do Programa
de Distribuição.
 § 7º com redação dada pela Instrução CVM nº 429, de 22 de março de 2006.
§8º O Programa de Distribuição será cancelado:
I – mediante requerimento da companhia emissora;
II – por decisão da CVM, se realizada oferta a ele vinculada em condições diversas das constantes
do registro, sem prejuízo das disposições do art. 60;
II – por decisão da CVM, se realizada oferta a ele vinculada em condições diversas das constantes
do registro, sem prejuízo das disposições do art. 59; e
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
III – automaticamente:
a) com o encerramento de uma oferta pública que represente o exaurimento do valor previsto no
Programa de Distribuição;
b) caso o Prospecto e as demais informações relacionadas ao Programa de Distribuição não sejam
atualizadas nas datas devidas; e
b) REVOGADA
 Alínea “b” revogada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
c) pelo arquivamento de novo Programa de Distribuição pela CVM.
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 § 8º com redação dada pela Instrução CVM nº 429, de 22 de março de 2006.
Art. 12. O pedido de arquivamento de Programa de Distribuição será instruído com:
I – Capa, nos moldes da capa do Prospecto previsto no Anexo III, incluindo a identificação do
ofertante e das Instituições Intermediárias envolvidas, bem como a indicação do valor máximo da
distribuição e os tipos, classes e espécies de valores mobiliários a serem distribuídos;
II – minutas de contratos de distribuição, para cada tipo, classe e espécie de valor mobiliário a ser
distribuído;
III – Prospecto elaborado nos moldes do Anexo III, contendo uma seção específica para cada tipo,
classe e espécie de valor mobiliário a ser distribuído;
III – Prospecto elaborado nos termos do art. 40, contendo uma seção específica para cada tipo,
classe e espécie de valor mobiliário a ser distribuído;
 Inciso III com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
IV – minutas de escrituras de emissão de debêntures, se for o caso; e
V – demais documentos exigidos no Anexo II, além daqueles específicos para cada tipo, espécie e
classe de valor mobiliário a ser distribuído, todos relacionados em suas seções específicas do prospecto
mencionado no inciso III, facultada a apresentação de minutas.
§1º Poderá ser indicado no formulário mencionado no inciso I acima o montante máximo dos
valores mobiliários a serem emitidos ao amparo do programa, podendo ser postergado para o momento da
oferta a definição do tipo, espécie ou classe do valor mobiliário a ser distribuído e o seu respetivo preço,
bem como as demais condições específicas da oferta, dentre aquelas estabelecidas no Programa de
Distribuição.
§2º As datas que deveriam ser referidas no Prospecto e que ainda não sejam conhecidas ou
definidas por ocasião do pedido de arquivamento do Programa de Distribuição deverão ser indicadas no
Prospecto na forma de lacunas.
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Art. 13. Após o arquivamento do Programa de Distribuição, o ofertante e a instituição líder poderão
requerer o registro de distribuição de valores mobiliários mediante a apresentação de um Suplemento ao
Prospecto, o qual deverá conter, obrigatoriamente:
I – capa, nos moldes da capa do Prospecto previsto no Anexo III, incluindo a identificação do
ofertante e da instituição líder envolvida na oferta, bem como a indicação do tipo, classe e espécie do
valor mobiliário a ser distribuído, e, se conhecido, o seu respectivo valor, informações específicas
relativas à oferta cujo registro estará sendo requerido, elaborado nos moldes dos itens 1 a 4 do Anexo III;
II – atualização das demais informações constantes do Prospecto referido no inciso III do art. 12,
podendo ser incluída por referência toda e qualquer informação já apresentada à CVM e disponível ao
público, seja ela periódica ou eventual; e
III – escritura de emissão de debêntures; e
IV – relatório de agência classificadora de risco, se houver.
§1º O Suplemento deverá ser acompanhado das versões definitivas dos documentos apresentados
sob a forma de minuta nos termos do art. 12, devendo as minutas e as versões definitivas serem
substancialmente idênticas, inclusive da cópia do contrato de distribuição firmado e dos demais
documentos exigidos no Anexo II, desde que não apresentados na forma do art. 12, inciso V, além
daqueles específicos para o tipo, classe e espécie de valor mobiliário a ser distribuído.
§ 1º O Suplemento deve:
I – incorporar, anexando ou remetendo à página na rede mundial de computadores na qual podem
ser consultados:
a) o último formulário de referência; e
b) o último formulário de informações trimestrais – ITR;
II – ser acompanhado:
a) das versões definitivas dos documentos apresentados sob a forma de minuta nos termos do art.
12, devendo as minutas e as versões definitivas ser substancialmente idênticas;
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b) da cópia do contrato de distribuição firmado;
c) dos demais documentos exigidos no Anexo II, desde que não apresentados na forma do art. 12,
inciso V; e
d) dos documentos específicos para o tipo, classe e espécie de valor mobiliário a ser distribuído.
 § 1º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§2º É permitida a utilização de Suplemento Preliminar, nos moldes do que dispõe a presente
Instrução a respeito do Prospecto Preliminar (art. 46).
§3º Observado o disposto nos arts. 8º e 9º, aos pedidos de registro de ofertas públicas de
distribuição efetuados com base em Suplemento, serão aplicados os seguintes prazos de análise, de
cumprimento de exigências e de verificação do respectivo cumprimento:
I – Prazo de Análise: 10 (dez) dias úteis;
II – Prazo de Cumprimento de Exigências: 10 (dez) dias úteis; e
III – Prazo de Verificação do Cumprimento de Exigências: 5 (cinco) dias úteis.
§4º A CVM não fará exigências relativas a documentos e informações que já tenham sido
apresentados para o arquivamento ou manutenção do Programa de Distribuição, ressalvada a atualização
e inclusão no Suplemento de informações ali constantes.
§5º Caso sejam alteradas as informações do Programa de Distribuição em desconformidade ao
disposto neste artigo, serão aplicados os prazos previstos nos arts. 8º e 9º.
PROGRAMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
Seção I – Registro do programa de distribuição
Art. 11. Pode requerer à Superintendência de Registro de Valores Mobiliários – SRE o registro de
programa de distribuição de valores mobiliários (“programa de distribuição”), com o objetivo de, no
futuro, efetuar ofertas públicas de distribuição, a companhia aberta que:
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I – cumpra com um dos seguintes requisitos:
a) tenha realizado ofertas públicas registradas de distribuição de qualquer dos valores mobiliários
indicados no parágrafo único deste artigo no valor mínimo de R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de
reais) nos últimos 48 (quarenta e oito) meses anteriores à data do pedido de registro do programa de
distribuição; ou
b) cujo valor de mercado das ações em circulação seja igual ou superior a R$ 2.000.000.000,00
(dois bilhões de reais), de acordo com a cotação de fechamento no último dia útil do trimestre anterior à
data do pedido de registro do programa de distribuição;
II – há mais de 24 meses tenha registro de emissor de valores mobiliários e esteja em fase
operacional; e
III – tenha cumprido tempestivamente, nos últimos 12 meses, com os prazos de entrega do
formulário de referência e das demonstrações financeiras anuais e trimestrais estabelecidos na norma
específica.
Parágrafo único. Somente podem ser ofertadas no âmbito do programa de distribuição notas
promissórias e debêntures simples, com ou sem garantia, e sem cláusula de permuta por ações ou outros
valores mobiliários.
Art. 12. O pedido de registro de programa de distribuição deve ser apresentado à CVM pela
companhia emissora, assessorada por instituição intermediária que será responsável, nos termos do
disposto nos arts. 56 a 56-A, pelas informações e pela sua verificação.
Art. 12-A O pedido de registro de programa de distribuição deve ser instruído com:
I – capa, nos moldes da capa do prospecto previsto no Anexo III, incluindo a identificação do
ofertante e das instituições intermediárias envolvidas, bem como a indicação dos valores mobiliários a
serem distribuídos e do valor total do programa;
II – prospecto elaborado nos termos do Anexo III, contendo, sempre que aplicável, informações
específicas em relação a cada debênture a ser distribuída, inclusive no que diz respeito a público alvo,
espécie de garantia, tipo de remuneração e atualização monetária, existência ou não da possibilidade de
amortização ou de resgate antecipado, e previsão das possíveis periodicidades do pagamento da
remuneração;
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III – minuta de escritura de emissão contendo as possibilidades de redação conforme as
características das debêntures distribuídas;
IV – documentos exigidos nos itens 1, 3, 4, 6, 7, 8, 11, 14 e 14-B do Anexo II, facultada a
apresentação de minutas quando couber; e
V – declaração do diretor de relações com investidores da companhia emissora indicando em qual
dos critérios estabelecidos no inciso I do art. 11 a mesma se enquadra, acompanhada da memória de
cálculo feita pela emissora.
§ 1º As demonstrações financeiras que servem de base para o pedido de registro de programa de
distribuição não podem ser acompanhadas de relatório da auditoria independente que contenha opinião
modificada sobre as demonstrações financeiras.
§ 2º As datas que deveriam ser referidas no prospecto e que ainda não sejam conhecidas ou
definidas por ocasião do pedido de registro do programa de distribuição devem ser indicadas no prospecto
na forma de lacunas.
§ 3º O prospecto deve incluir alerta de que:
I – as informações previstas nos itens 5, 6 e 11 do Anexo III estão sujeitas a atualização e indicar os
locais onde as novas versões dessas informações podem ser consultadas; e
II – as informações relativas aos prazos e condições específicas da oferta, destinação dos recursos e
fatores de risco serão prestadas no suplemento ao prospecto relativo às ofertas realizadas com base no
programa de distribuição.
Art. 12-B O programa de distribuição terá prazo máximo de 4 (quatro) anos, contado do seu
registro pela CVM.
Art. 12-C A CVM tem 20 (vinte) dias úteis para analisar o pedido de registro do programa de
distribuição, contados da data do protocolo, desde que o pedido venha acompanhado de todos os
documentos identificados no art. 12-A.
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§ 1º Caso qualquer dos documentos indicados no art. 12-A não seja protocolado com o pedido de
registro, o prazo de que trata o caput será contado da data de protocolo do último documento que
complete a instrução do pedido de registro.
§ 2º O prazo de que trata o caput pode ser interrompido uma única vez, caso a CVM solicite, à
instituição líder, com cópia para a companhia emissora, informações ou documentos adicionais.
§ 3º O requerente tem 40 (quarenta) dias úteis para cumprir as exigências formuladas pela CVM.
§ 4º Aplica-se ao pedido de registro de programa de distribuição o disposto nos §§ 2º e 3º do art. 9º
desta Instrução.
§ 5º A CVM tem 10 (dez) dias úteis para se manifestar a respeito do atendimento das exigências e
do deferimento do pedido de registro, contados da data do protocolo dos documentos e informações
entregues para o cumprimento das exigências.
§ 6º O descumprimento do prazo mencionado no § 3º implica indeferimento automático do pedido
de registro.
§ 7º A ausência de manifestação da CVM nos prazos mencionados no caput e no § 5º implica
deferimento automático do pedido de registro.
§ 8º O pedido de registro de distribuição concomitante ao pedido de registro do programa de
distribuição será analisado de acordo com os prazos e procedimentos estabelecidos neste artigo,
observado o disposto nos arts. 12-E, § 1º, e 50 desta Instrução, ficando a divulgação do suplemento
preliminar vinculada à simultânea divulgação do prospecto preliminar do programa.
Art. 12-D O programa de distribuição pode ser cancelado:
I – mediante requerimento da companhia emissora;
II – por decisão da CVM, caso:
a) uma oferta pública de distribuição a ele vinculada seja cancelada nos termos do art. 19; ou
b) se verifique, após o encerramento da oferta, a ocorrência de qualquer das hipóteses previstas no
art. 19, ainda que a ilegalidade ou violação de regulamento fosse sanável.
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III – automaticamente, pelo:
a) encerramento do prazo do programa de distribuição;
b) encerramento de uma oferta pública que represente o esgotamento do valor previsto para o
programa de distribuição; ou
c) registro de novo programa de distribuição.
Parágrafo único. O emissor que tenha o programa de distribuição cancelado na hipótese do inciso II
somente pode solicitar o registro de novo programa de distribuição após 12 (doze) meses contados da
decisão de cancelamento do programa de distribuição.
Seção II – Ofertas vinculadas ao programa de distribuição
Art. 12-E Após o registro do programa de distribuição, o ofertante e a instituição líder podem
requerer o registro automático de oferta pública de distribuição dos valores mobiliários mencionadas no
prospecto do programa de distribuição, mediante:
I – a atualização das informações constantes do prospecto do programa que não tenham sido
incorporadas por referência; e
II – a apresentação dos seguintes documentos:
a) suplemento ao prospecto, que deve conter, obrigatoriamente, capa, nos moldes da capa do
prospecto previsto no Anexo III, incluindo a identificação do ofertante e da instituição líder envolvida na
oferta, bem como as informações específicas da oferta nos moldes dos itens 1, 2, 3, 4, 7, 8, 10, 12 e 13 do
Anexo III;
b) versões definitivas dos documentos indicados no item IV do Art. 12-A, devendo as minutas e as
versões definitivas ser substancialmente idênticas;
c) documentos indicados nos itens 9, 12, 13, 14, 14-A, 14-C e 15 do Anexo II;
d) escritura de emissão de debêntures e comprovação do pedido de registro do aditamento na junta
comercial; e
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e) relatório de agência classificadora de risco, se houver.
§ 1º É vedada a realização de oferta pública vinculada ao programa de distribuição caso:
I – a companhia emissora não tenha cumprido tempestivamente, nos últimos 12 meses anteriores à
data do pedido, com os prazos de entrega do formulário de referência e das demonstrações financeiras
anuais e trimestrais estabelecidos na norma específica;
II – as demonstrações financeiras que servem de base para o pedido de registro automático de oferta
pública de distribuição estejam acompanhadas de relatório da auditoria independente que contenha
opinião modificada sobre as demonstrações financeiras ou seção separada contendo incerteza relevante
relacionada com a continuidade operacional; ou
III – a companhia emissora ou qualquer de suas controladas tenham inadimplido dívidas relevantes
e as informações relativas a esse evento exigidas nas normas contábeis aplicáveis não estejam divulgadas
em nota explicativa da última demonstração financeira anual ou da última informação trimestral enviada à
CVM.
§ 2º Para os efeitos do inciso III do § 1º, entende-se como dívida o passivo de financiamento
representado pela totalidade das obrigações que resultem em custos financeiros para a companhia.
§ 3º Os documentos previstos no inciso I e nas alíneas “b” e “d” do inciso II do art. 12-E, quando
alterados, devem ser encaminhados na forma indicada no § 3º do art. 9º desta Instrução.
§ 4º O suplemento ao prospecto deve:
I – indicar o local do prospecto do programa de distribuição ou da rede mundial de computadores
onde as informações indicadas nos itens 5, 6 e 11 do Anexo III podem ser consultadas;
II – conter em destaque a seguinte advertência: “Este Suplemento é parte integrante do Prospecto do
Programa de Distribuição do emissor e suas informações devem ser analisadas pelo investidor de forma
conjunta com as prestadas no Prospecto do Programa de Distribuição”.
§ 5º No caso da emissão de debêntures enquadradas nos requisitos da Lei nº 12.431, de 24 de junho
de 2011, a capa do suplemento ao prospecto e o anúncio de início de distribuição devem conter em
destaque:
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I – o número e a data de publicação da portaria de aprovação do ministério setorial responsável; e
II – o compromisso de alocação dos recursos obtidos no projeto de investimento aprovado.
Art. 12-F Após o registro do programa, a companhia emissora e a instituição líder podem divulgar,
a qualquer tempo, suplemento preliminar para os fins previstos nos arts. 44, 45 e 50 desta Instrução.
§ 1º A divulgação do suplemento preliminar pode ser realizada antes do protocolo do pedido de
registro automático de oferta pública de distribuição de que trata o art. 12-E, observado o disposto no
inciso I e no § 1º desse artigo.
§ 2º Aplica-se ao suplemento preliminar o disposto nos arts. 42, § 1º, 46, § 1º, I e IV, § 2º e § 3º, e
53 desta Instrução.
Art. 12-G A utilização de material publicitário em ofertas vinculadas ao programa de distribuição
não depende de autorização prévia da CVM.
§ 1º Aplica-se ao material publicitário o disposto nos §§ 2º e 3º do art. 50 desta Instrução.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput, a CVM pode, a qualquer momento, por decisão motivada,
requerer retificações, alterações ou mesmo a cessação da publicidade.
§ 3º A cópia do material publicitário deve ser enviada à CVM, por meio de sistema eletrônico
disponível na página da autarquia na rede mundial de computadores, na mesma data da divulgação do
aviso previsto no art. 53 desta Instrução.
Art. 12-H É permitido a novas instituições intermediárias que não tenham participado da
elaboração dos documentos apresentados quando do registro do programa de distribuição liderar ofertas
amparadas por esse programa.
Art. 12-I A instituição líder da oferta será responsável por:
I – elaborar o suplemento preliminar e o suplemento definitivo;
II – verificar a consistência e assegurar a suficiência do conjunto de informações prestadas no
âmbito do programa de distribuição; e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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III – atualizar, revisar, corrigir e complementar as informações prestadas desde o arquivamento do
programa de distribuição.
Parágrafo único. A alteração das características do programa de distribuição depende de pedido
prévio que será analisado nos prazos previstos no art. 12-C.
Art. 13. Enquanto não estiver disponível sistema informatizado de concessão de registro e de
recepção de documentos, o pedido de registro automático de oferta pública de distribuição produzirá
efeitos decorridos 5 (cinco) dias úteis do protocolo do pedido na CVM, que deve estar acompanhado da
declaração de que trata o item 14-C do Anexo II desta Instrução.
Parágrafo único. A concessão do registro automático nos termos do caput não afasta a apuração de
responsabilidade por infração à regulamentação vigente.
 Capítulo “Programas de Distribuição de Valores Mobiliários” com redação dada pela
Instrução CVM no
584, de 22 de março de 2017.
PROGRAMAS DE DISTRIBUIÇÃO CONTÍNUA
Art. 13-A Os bancos múltiplos, os bancos comerciais, os bancos de investimento, as caixas
econômicas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES podem requerer à
Superintendência de Registro de Valores Mobiliários – SRE o registro de Programa de Distribuição
Contínua.
§ 1º Podem ser objeto de Programa de Distribuição Contínua somente letras financeiras, desde que
não relacionadas a operações ativas vinculadas.
§ 1º Podem ser objeto de Programa de Distribuição Contínua somente letras financeiras, desde que
não sejam relacionadas a operações ativas vinculadas ou emitidas com cláusula de conversão da letra
financeira em ações da instituição emitente.
 § 1º com redação dada pela Instrução CVM no
546, de 3 de fevereiro de 2014.
§ 2º O Programa de Distribuição Contínua permite:
I – a utilização de procedimento de registro automático de distribuição, nos termos do arts. 6º-A e
6º-B desta Instrução, das distribuições dos valores mobiliários nele previstos;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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II – o registro de distribuição de múltiplas séries de letras financeiras simultaneamente; e
III – o registro de múltiplas distribuições de uma mesma série de letras financeiras.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
§ 3º O pedido de registro automático de distribuição de letras financeiras, sem prejuízo das
exigências previstas nos arts. 6º-A e 6º-B desta Instrução, deve ser instruído com todas as informações
previstas no Anexo X para cada série objeto da distribuição.
 § 3º com redação dada pela Instrução CVM no
546, de 3 de fevereiro de 2014.
Art. 13-B O pedido de registro de Programa de Distribuição Contínua deve ser instruído com os
seguintes documentos:
I – formulário cadastral da emissora;
II – formulário de referência da emissora, nos termos aplicáveis aos emissores registrados na
categoria B;
III – ato societário da emissora que aprovou o Programa de Distribuição Contínua, se houver;
IV – estatuto social atualizado da emissora; e
V – as informações previstas no Anexo X.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
V – as informações previstas no Anexo X, dispensados os itens “b”, “c”, “e”, “g”, “j”, “o”, “p” e
“r”.
 § 3º com redação dada pela Instrução CVM no
546, de 3 de fevereiro de 2014.
Art. 13-C A SRE tem 20 (vinte) dias úteis para analisar o pedido de registro do Programa de
Distribuição Contínua, contados da data do protocolo, desde que o pedido venha acompanhado de todos
os documentos identificados no art. 13-B.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 1º Caso qualquer dos documentos indicados no art. 13-B não seja protocolado com o pedido de
registro, o prazo de que trata o caput será contado da data de protocolo do último documento que
complete a instrução do pedido de registro.
§ 2º O prazo de que trata o caput pode ser interrompido uma única vez, caso a SRE solicite ao
requerente informações ou documentos adicionais.
§ 3º O requerente tem 40 (quarenta) dias úteis para cumprir as exigências formuladas pela SRE.
§ 4º A SRE tem 10 (dez) dias úteis para se manifestar a respeito do atendimento das exigências e
do deferimento do pedido de registro, contados da data do protocolo dos documentos e informações
entregues para o cumprimento das exigências.
§ 5º O descumprimento do prazo mencionado no § 3º implica indeferimento automático do pedido
de registro.
§ 6º A ausência de manifestação da SRE nos prazos mencionados no caput e no § 4º implica
deferimento automático do pedido de registro.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 13-D O Programa de Distribuição Contínua pode ser alterado mediante pedido da emissora à SRE,
instruído com os documentos mencionados no art. 13-B cujo conteúdo foi alterado.
Parágrafo único. A análise das alterações de que trata o caput seguirá o rito descrito no art. 13-C.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 13-E A emissora pode solicitar o cancelamento do Programa de Distribuição Contínua, a
qualquer momento, desde que comprovado que cumpriu com as condições de cancelamento de registro
aplicáveis a emissores registrados na categoria B.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 13-F A SRE pode suspender o registro do Programa de Distribuição Contínua nos casos em
que a emissora:
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I – deixe de cumprir tempestivamente com suas obrigações de prestação de informações periódicas
e eventuais, nos termos e prazos estabelecidos em norma específica a respeito do assunto; ou
II – não divulgue as informações contábeis exigidas pelo Banco Central do Brasil, nos termos e
prazos estabelecidos em norma específica a respeito do assunto.
Parágrafo único. Os efeitos da suspensão prevista no caput são:
I – a emissora fica impedida de registrar distribuições públicas no âmbito de Programa de
Distribuição Contínua;
II – a emissora continua sujeita ao cumprimento tempestivo de suas obrigações de prestação de
informações periódicas e eventuais, nos termos e prazos estabelecidos em norma específica a respeito do
assunto; e
III – a negociação em mercado organizado dos valores mobiliários integrantes do Programa de
Distribuição Contínua fica suspensa, salvo decisão em contrário da CVM.
 Artigo incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
DEFERIMENTO
Art. 14. O deferimento do registro será comunicado por ofício ao líder da distribuição, com cópia
para o ofertante, no qual constarão as principais características da distribuição registrada.
§1º Caso tenha sido outorgada opção de distribuição de lote suplementar de valores mobiliários,
nos termos do art. 24, será considerada, para fins de registro, a quantidade de valores mobiliários
adicionais a serem distribuídos.
§2º A quantidade de valores mobiliários a serem distribuídos poderá, a critério do ofertante e sem a
necessidade de novo pedido ou de modificação dos termos da oferta, ser aumentada, até um montante que
não exceda em 20% (vinte por cento) a quantidade inicialmente requerida, excluído o eventual lote
suplementar de que trata o § 1º.
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§3º O deferimento do registro de oferta pública de distribuição secundária será condicionado à
apresentação pelo ofertante de documento comprobatório do bloqueio dos valores mobiliários ofertados,
emitido pela instituição custodiante, com validade até o encerramento da oferta.
§4º A CVM não deferirá o registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários no
período que se inicia no décimo sexto dia que antecede qualquer divulgação de informações periódicas da
emissora e se encerra na data de sua efetiva divulgação, salvo se estas informações já constarem dos
documentos da oferta.
§ 4º A CVM não deferirá o registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários no
período que se inicia no décimo sexto dia que antecede qualquer divulgação de informações periódicas da
emissora e se encerra na data de sua efetiva divulgação.
 § 4º com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 5º O disposto no § 4º não se aplica aos fundos de investimento.
 § 5º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 5º O disposto no § 4º não se aplica:
I – aos fundos de investimento; e
II – à distribuição de valores mobiliários no âmbito de Programas de Distribuição Contínua.
 § 5º com redação dada pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 15. O registro baseia-se em critérios formais de legalidade e não envolve qualquer garantia
quanto ao conteúdo da informação, à situação econômica ou financeira do ofertante ou da emissora ou à
sua administração, à viabilidade da oferta ou à qualidade dos valores mobiliários ofertados.
INDEFERIMENTO
Art. 16. O pedido de registro poderá ser indeferido nas seguintes hipóteses:
I – por inviabilidade ou temeridade do empreendimento ou inidoneidade dos fundadores, quando se
tratar de constituição de companhia; ou
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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II – quando não forem cumpridas as exigências formuladas pela CVM, nos prazos previstos nesta
Instrução.
§1o
Preliminarmente ao indeferimento, a CVM enviará ofício à instituição líder, com cópia para o
ofertante, concedendo-lhe a oportunidade de suprir os vícios sanáveis, se houver, no prazo de 10 (dez)
dias úteis do recebimento do ofício ou no restante do prazo que faltar para o término do prazo de análise,
o que for maior.
§2o
Findo o prazo referido no § 1o
sem que tenham sido sanados os vícios que determinaram a
suspensão, a CVM deverá indeferir o respectivo registro.
§3o
Na hipótese de indeferimento, a CVM enviará ofício à instituição líder, com cópia para o
ofertante, informando sua decisão, da qual cabe recurso ao Colegiado da CVM, na forma da
regulamentação vigente.
§4o
Os documentos que instruíram o pedido de registro ficarão arquivados na CVM.
§ 2º O prazo para manifestação da CVM a respeito do cumprimento das exigências em atendimento
ao ofício mencionado no § 1º é de:
I – 3 (três) dias úteis, contados da data do protocolo, para as ofertas públicas de ações ou
certificados de depósito de ações; e
II – 10 (dez) dias úteis, contados da data do protocolo, para as demais ofertas.
§3º Findo o prazo referido no § 1o sem que tenham sido sanados os vícios que determinaram a
suspensão, a CVM deverá indeferir o respectivo pedido de registro.
§4º Na hipótese de indeferimento, a CVM enviará ofício à instituição líder, com cópia para o
ofertante, informando sua decisão, da qual cabe recurso ao Colegiado da CVM, na forma da
regulamentação vigente.
 §§ 2º a 4º com redação dada pela Instrução CVM nº 525, de 10 de setembro de 2012.
§5º Os documentos que instruíram o pedido de registro ficarão arquivados na CVM.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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 Antigo §4º renumerado para §5º pela Instrução CVM nº 525, de 10 de setembro de 2012.
CADUCIDADE DO REGISTRO E PRAZO DA OFERTA
Art. 17. O registro de distribuição de valores mobiliários caducará se o Anúncio de Início de
Distribuição e o Prospecto ou o Suplemento de que trata o art. 13 não forem divulgados até 90 (noventa)
dias após a sua obtenção.
Art. 18. A subscrição ou aquisição dos valores mobiliários objeto da oferta de distribuição deverá
ser realizada no prazo máximo de 6 (seis) meses, contado da data de publicação do Anúncio de Início de
Distribuição.
Art. 18. A subscrição ou aquisição dos valores mobiliários objeto da oferta de distribuição deverá
ser realizada no prazo máximo de 6 (seis) meses, contado da data de divulgação do Anúncio de Início de
Distribuição.
 Art. 18 com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
DA SUSPENSÃO E DO CANCELAMENTO DA OFERTA DE DISTRIBUIÇÃO
Art. 19. A CVM poderá suspender ou cancelar, a qualquer tempo, a oferta de distribuição que:
I – esteja se processando em condições diversas das constantes da presente Instrução ou do registro;
ou
II – tenha sido havida por ilegal, contrária à regulamentação da CVM ou fraudulenta, ainda que
após obtido o respectivo registro.
§1º A CVM deverá proceder à suspensão da oferta quando verificar ilegalidade ou violação de
regulamento sanáveis.
§2º O prazo de suspensão da oferta não poderá ser superior a 30 (trinta) dias, durante o qual a
irregularidade apontada deverá ser sanada.
§3º Findo o prazo referido no § 2º sem que tenham sido sanados os vícios que determinaram a
suspensão, a CVM deverá ordenar a retirada da oferta e cancelar o respectivo registro.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
33
§4º A rescisão do contrato de distribuição importará no cancelamento do registro.
Art. 20. O ofertante deverá dar conhecimento da suspensão ou do cancelamento aos investidores
que já tenham aceitado a oferta, facultando-lhes, na hipótese de suspensão, a possibilidade de revogar a
aceitação até o quinto dia útil posterior ao recebimento da respectiva comunicação.
Parágrafo único. Terão direito à restituição integral dos valores, bens ou direitos dados em
contrapartida aos valores mobiliários ofertados, na forma e condições do Prospecto:
I – todos os investidores que já tenham aceitado a oferta, na hipótese de seu cancelamento; e
II – os investidores que tenham revogado a sua aceitação, na hipótese de suspensão, conforme
previsto no caput.
CONTEÚDO DA OFERTA
Art. 21. As ofertas públicas de distribuição deverão ser realizadas em condições que assegurem
tratamento eqüitativo aos destinatários e aceitantes das ofertas, permitida a concessão de prioridade aos
antigos acionistas, sem prejuízo do disposto nos arts. 23 e 33, § 3º.
Art. 22. A oferta deverá ser irrevogável, mas poderá ser sujeita a condições que correspondam a um
interesse legítimo do ofertante, que não afetem o funcionamento normal do mercado e cujo implemento
não dependa de atuação direta ou indireta do ofertante ou de pessoas a ele vinculadas.
Art. 23. O preço da oferta é único, mas a CVM poderá autorizar, em operações específicas, a
possibilidade de preços e condições diversos consoante tipo, espécie, classe e quantidade de valores
mobiliários ou de destinatários, fixados em termos objetivos e em função de interesses legítimos do
ofertante, admitido ágio ou deságio em função das condições do mercado.
§1º O ofertante poderá estabelecer que o preço e, tratando-se de valores mobiliários representativos
de dívida, também a taxa de juros, sejam determinados no dia da apuração do resultado da coleta de
intenções de investimento, desde que sejam indicados os critérios objetivos que presidem à sua fixação no
Prospecto Preliminar e no aviso a que se refere o art. 53.
§2º Caso se utilize da faculdade prevista no § 1º, o preço e a taxa de juros definitivos deverão ser
divulgados ao público nos mesmos termos do Anúncio de Início de Distribuição e do Prospecto, e
comunicados à CVM e à bolsa de valores ou mercado de balcão onde são negociados os valores
mobiliários da emissora no próprio dia em que forem fixados.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
34
§3º Poderá haver contratos de estabilização de preços, os quais deverão ser previamente aprovados
pela CVM.
OPÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO DE LOTE SUPLEMENTAR
Art. 24. O ofertante poderá outorgar à instituição intermediária opção de distribuição de lote
suplementar, que preveja a possibilidade de, caso a procura dos valores mobiliários objeto de oferta
pública de distribuição assim justifique, ser aumentada a quantidade de valores a distribuir junto ao
público, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários inicialmente ofertados, até um montante
pré-determinado que constará obrigatoriamente do Prospecto e que não poderá ultrapassar a 15% da
quantidade inicialmente ofertada.
Art. 24. O emissor ou o ofertante podem outorgar à instituição intermediária opção de distribuição
de lote suplementar, a ser exercida em razão da prestação de serviço de estabilização de preços dos
valores mobiliários objeto da oferta, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários inicialmente
ofertados, até um montante pré-determinado que constará obrigatoriamente no Prospecto e que não
poderá ultrapassar 15% (quinze por cento) da quantidade inicialmente ofertada.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
601, de 23 de agosto de 2018.
Parágrafo Único. A instituição intermediária deverá informar à CVM, até o dia posterior ao do
exercício da opção de distribuição de lote suplementar, a data do respectivo exercício e a quantidade de
valores mobiliários envolvidos.
ALTERAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS, REVOGAÇÃO E MODIFICAÇÃO
Art. 25. Havendo, a juízo da CVM, alteração substancial, posterior e imprevisível nas
circunstâncias de fato existentes quando da apresentação do pedido de registro de distribuição, ou que o
fundamentem, acarretando aumento relevante dos riscos assumidos pelo ofertante e inerentes à própria
oferta, a CVM poderá acolher pleito de modificação ou revogação da oferta.
§1º O pleito de modificação da oferta presumir-se-á deferido caso não haja manifestação da CVM
em sentido contrário no prazo de 10 (dez) dias úteis, contado do seu protocolo na CVM.
§2º Tendo sido deferida a modificação, a CVM poderá, por sua própria iniciativa ou a
requerimento do ofertante, prorrogar o prazo da oferta por até 90 (noventa) dias.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§3º É sempre permitida a modificação da oferta para melhorá-la em favor dos investidores ou para
renúncia a condição da oferta estabelecida pelo ofertante.
EFEITOS DA REVOGAÇÃO E DA MODIFICAÇÃO DA OFERTA
Art. 26. A revogação torna ineficazes a oferta e os atos de aceitação anteriores ou posteriores,
devendo ser restituídos integralmente aos aceitantes os valores, bens ou direitos dados em contrapartida
aos valores mobiliários ofertados, na forma e condições previstas no Prospecto.
Art. 27. A modificação deverá ser divulgada imediatamente através de meios ao menos iguais aos
utilizados para a divulgação do Anúncio de Início de Distribuição e as entidades integrantes do consórcio
de distribuição deverão se acautelar e se certificar, no momento do recebimento das aceitações da oferta,
de que o manifestante está ciente de que a oferta original foi alterada e de que tem conhecimento das
novas condições.
Art. 27. A modificação deverá ser divulgada imediatamente através de meios ao menos iguais aos
utilizados para a divulgação da oferta e as entidades integrantes do consórcio de distribuição deverão se
acautelar e se certificar, no momento do recebimento das aceitações da oferta, de que o manifestante está
ciente de que a oferta original foi alterada e de que tem conhecimento das novas condições.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput, os investidores que já tiverem aderido à oferta
deverão ser comunicados diretamente a respeito da modificação efetuada, para que confirmem, no prazo
de 5 (cinco) dias úteis do recebimento da comunicação, o interesse em manter a declaração de aceitação,
presumida a manutenção em caso de silêncio.
Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput, os investidores que já tiverem aderido à oferta
deverão ser comunicados diretamente, por correio eletrônico, correspondência física ou qualquer outra
forma de comunicação passível de comprovação, a respeito da modificação efetuada, para que
confirmem, no prazo de 5 (cinco) dias úteis do recebimento da comunicação, o interesse em manter a
declaração de aceitação, presumida a manutenção em caso de silêncio.
 Parágrafo único com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
REVOGAÇÃO DA ACEITAÇÃO
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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Art. 28. A aceitação da oferta somente poderá ser revogada pelos investidores se tal hipótese
estiver expressamente prevista no Prospecto, na forma e condições ali definidas, ressalvadas as hipóteses
previstas nos parágrafos únicos dos arts. 20 e 27, as quais são inafastáveis.
DO RESULTADO DA OFERTA
Art. 29. O resultado da oferta deverá ser publicado, nos termos do Anexo V, tão logo terminado o
prazo nela estipulado ou imediatamente após a distribuição da totalidade dos valores mobiliários que dela
são objeto, o que ocorrer primeiro.
Art. 29. O resultado da oferta deverá ser divulgado, nos termos do Anexo V, tão logo terminado o
prazo nela estipulado ou imediatamente após a distribuição da totalidade dos valores mobiliários que dela
são objeto, o que ocorrer primeiro.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
Parágrafo único. Caso a totalidade dos valores mobiliários ofertados seja, até a data de publicação
do Anúncio de Início de Distribuição, colocada junto aos investidores através de coleta de intenções de
investimento, será admitida a substituição deste anúncio pela publicação apenas de Anúncio de
Distribuição e Encerramento, o qual deverá conter todas as informações dos Anexos IV e V.
§ 1º Caso a totalidade dos valores mobiliários ofertados seja, até a data de publicação do Anúncio
de Início de Distribuição, colocada junto aos investidores através de coleta de intenções de investimento,
será admitida a substituição deste anúncio pela publicação apenas de Anúncio de Distribuição e
Encerramento, o qual deverá conter todas as informações dos Anexos IV e V.
 Primitivo parágrafo único renumerado para § 1º pela Instrução CVM no
488, de 16 de
dezembro de 2010.
§ 1º Caso a totalidade dos valores mobiliários ofertados seja, até a data de divulgação do Anúncio
de Início de Distribuição, colocada junto aos investidores através de coleta de intenções de investimento,
será admitida a substituição deste anúncio pela divulgação apenas de Anúncio de Distribuição e
Encerramento, o qual deverá conter todas as informações dos Anexos IV e V.
 § 1º com redação dada pela Instrução CVM nº 548, de 6 de maio de 2014.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 2º O Anúncio de Encerramento da Distribuição de ofertas públicas realizadas no âmbito do
Programa de Distribuição Contínua não precisa ser publicado em jornais, mas deve ser enviado para a
CVM por meio do Sistema de Envio de Documentos disponível na página da CVM na rede mundial de
computadores.
 § 2º incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
DISTRIBUIÇÃO PARCIAL
Art. 30. O ato societário que deliberar sobre a oferta pública deverá dispor sobre o tratamento a ser
dado no caso de não haver a distribuição total dos valores mobiliários previstos para a oferta pública ou a
captação do montante total previsto para a oferta pública, tendo como referência a deliberação que fixar a
quantidade final de valores mobiliários a serem ofertados ou o montante final a ser captado com a oferta
pública, especificando, se for o caso, a quantidade mínima de valores mobiliários ou o montante mínimo
de recursos para os quais será mantida a oferta pública.
§1º O Prospecto deverá conter seção específica tratando da destinação dos recursos conforme a
quantidade de valores mobiliários a ser distribuída ou o montante de recursos que se pretende captar, bem
como a eventual fonte alternativa de recursos, caso seja admitida a distribuição ou a captação parcial.
§2º Exceto quando contrariamente dispuserem a lei ou os termos da oferta, em nada será afetada a
subscrição ou a aquisição dos valores mobiliários ocorridos em uma oferta pública com distribuição ou
captação parcial, desde que autorizada pelo órgão competente da companhia e realizada dentro do valor
mínimo previsto no caput.
§3º Na hipótese de não terem sido distribuídos integralmente os valores mobiliários objeto da
oferta e não tendo sido autorizada a distribuição parcial, nos termos do caput, os valores, bens ou direitos
dados em contrapartida aos valores mobiliários ofertados deverão ser integralmente restituídos aos
investidores, na forma e condições do Prospecto.
§4º O disposto no § 3º aplica-se à devolução dos valores, bens ou direitos dados em contrapartida
aos valores mobiliários ofertados aos investidores que tenham condicionado sua adesão à distribuição
total dos valores mobiliários, nos termos do art. 31.
§5º Não se sujeitam às regras deste artigo as ofertas públicas secundárias de valores mobiliários,
que se sujeitarão às regras de distribuição parcial que for prevista nos atos do ofertante e documentos
próprios da oferta.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 5º Não se sujeitam às regras deste artigo as ofertas públicas secundárias de valores mobiliários e
as ofertas públicas registradas no âmbito do Programa de Distribuição Contínua, que se sujeitarão às
regras de distribuição parcial que forem previstas nos atos do ofertante e documentos próprios da oferta.
 § 5º com redação dada pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 31. Havendo a possibilidade de distribuição parcial, o investidor poderá, no ato de aceitação,
condicionar sua adesão a que haja distribuição:
I – da totalidade dos valores mobiliários ofertados; ou
II – de uma proporção ou quantidade mínima dos valores mobiliários originalmente objeto da oferta,
definida conforme critério do próprio investidor, mas que não poderá ser inferior ao mínimo previsto pelo
ofertante.
§1º No caso do inciso II deste artigo, o investidor deverá, no momento da aceitação, indicar se,
implementando-se a condição prevista, pretende receber a totalidade dos valores mobiliários por ele
subscritos ou quantidade equivalente à proporção entre o número de valores mobiliários efetivamente
distribuídos e o número de valores mobiliários originalmente ofertados, presumindo-se, na falta da
manifestação, o interesse do investidor em receber a totalidade dos valores mobiliários por ele subscritos.
§2º Para os fins deste artigo, entende-se como valores mobiliários efetivamente distribuídos todos
os valores mobiliários objeto de subscrição ou aquisição, conforme o caso, inclusive aqueles sujeitos às
condições previstas nos incisos acima.
ESTUDO DE VIABILIDADE
Art. 32. O pedido de registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários emitidos por
companhia deverá ser instruído com estudo de viabilidade econômico-financeira da emissora quando:
I – a oferta tenha por objeto a constituição de companhia;
II – a emissora exerça a sua atividade há menos de dois anos e esteja realizando a primeira
distribuição pública de valores mobiliários;
III – a fixação do preço da oferta baseie-se, de modo preponderante, nas perspectivas de
rentabilidade futura da emissora;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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IV – houver emissão de valores mobiliários em montante superior ao patrimônio líquido da
emissora, considerando o balanço referente ao último exercício social, e os recursos captados visarem à
expansão ou diversificação das atividades ou investimentos em controladas ou coligadas; ou
V – a emissora tenha apresentado patrimônio líquido negativo, ou tenha sido objeto de concordata
ou falência nos 3 (três) exercícios sociais que antecedem a oferta.
Parágrafo único. No caso de valores mobiliários representativos de dívida, a apresentação de estudo
de viabilidade será obrigatória para as hipóteses listadas nos incisos, II, III e IV do caput, podendo tal
documento ser:
I – dispensado, se os valores mobiliários tiverem prazo de vencimento inferior a 1 (um) ano, contado
a partir da sua data de emissão; ou
II – substituído, nos demais casos, por classificação efetuada por agência classificadora de risco em
funcionamento no País, que deverá ser divulgada de forma integral.
Art. 32. O pedido de registro de oferta pública de distribuição de valores mobiliários deve ser
instruído com estudo de viabilidade econômico-financeira da emissora quando:
I – a oferta tenha por objeto a constituição da emissora;
II – a emissora esteja em fase pré-operacional; ou
III – os recursos captados na oferta sejam preponderantemente destinados a investimentos em
atividades ainda não desenvolvidas pela emissora.
 Art. 32 com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 32-A A primeira oferta pública registrada de ações emitidas por companhia em fase préoperacional
será distribuída exclusivamente para investidores qualificados.
§ 1º A negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários emitidos nos termos do
caput deve ser realizada somente por investidores qualificados pelo prazo de 18 (dezoito) meses contado
do encerramento da oferta.
§ 2º O disposto no caput também abrange os bônus de subscrição, as debêntures conversíveis ou
permutáveis por ações e os certificados de depósito desses valores mobiliários e de ações.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
40
§ 3º Para fins do disposto neste artigo, a companhia será considerada pré-operacional enquanto não
tiver apresentado receita proveniente de suas operações, em demonstração financeira anual ou, quando
houver, em demonstração financeira anual consolidada elaborada de acordo com as normas da CVM e
auditada por auditor independente registrado na CVM.
 Art. 32-A incluído pela Instrução CVM no
551, de 25 de setembro de 2014.
INSTITUIÇÕES INTERMEDIÁRIAS
Art. 33. O relacionamento do ofertante com as Instituições Intermediárias deverá ser formalizado
mediante contrato de distribuição de valores mobiliários, que conterá obrigatoriamente as cláusulas
constantes do Anexo VI.
§1º O contrato de distribuição deverá ter explícitas todas as formas de remuneração devidas pelo
ofertante, bem como toda e qualquer outra remuneração ainda que indireta, devendo dele constar a
política de desconto e/ou repasse concedido aos investidores, se for o caso, suportado pelas Instituições
Intermediárias.
§2º Na hipótese de vinculação societária, direta ou indireta, entre o ofertante ou seu acionista
controlador e a instituição líder ou seu acionista controlador, tal fato deverá ser informado com destaque
no Prospecto.
§3º O líder da distribuição, com expressa anuência da ofertante, organizará plano de distribuição,
que poderá levar em conta suas relações com clientes e outras considerações de natureza comercial ou
estratégica, do líder e do ofertante, de sorte que as Instituições Intermediárias deverão assegurar:
I – que o tratamento aos investidores seja justo e eqüitativo;
II – a adequação do investimento ao perfil de risco de seus respectivos clientes; e
III – que os representantes de venda das instituições participantes do consórcio de distribuição
recebam previamente exemplar do prospecto para leitura obrigatória e que suas dúvidas possam ser
esclarecidas por pessoa designada pela instituição líder da distribuição.
§ 4º O contrato de distribuição de que trata o caput é dispensado nas ofertas públicas realizadas no
âmbito de Programas de Distribuição Contínua em que a emissora e o distribuidor forem a mesma pessoa.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 5º Na hipótese de que trata o § 4º, a emissora é responsável por todas as obrigações das
instituições intermediárias e do líder da distribuição previstas na presente Instrução, sem prejuízo de suas
obrigações como emissora
 §§ 4º e 5º incluídos pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 34. As Instituições Intermediárias poderão se organizar sob a forma de consórcio com o fim
específico de distribuir os valores mobiliários no mercado e/ou garantir a subscrição da emissão.
§1º As cláusulas relativas ao consórcio deverão ser formalizadas no mesmo instrumento do
contrato de distribuição, onde deverá constar a outorga de poderes de representação das Instituições
Intermediárias consorciadas ao líder da distribuição e, se for o caso, as condições e os limites de
coobrigação de cada instituição participante.
§2º À instituição que não celebrou o instrumento referido no caput será permitida a adesão através
da celebração, com o líder da distribuição, do respectivo termo, até a data da obtenção do registro.
§3º Salvo disposição em contrário, a obrigação de cada uma das Instituições Intermediárias
consorciadas de garantir a distribuição dos valores mobiliários no mercado, nos termos deste artigo,
ficará, no mínimo, limitada ao montante do risco assumido no contrato, observadas as disposições do
parágrafo único do art. 36.
Art. 35. Após o início da distribuição, o contrato de distribuição firmado entre o ofertante e a
instituição líder poderá ser alterado mediante prévia autorização da CVM e somente no que se refere a:
I – remuneração paga pelo ofertante;
II – procedimento de distribuição;
III – alteração das condições de distribuição, no que se referem à emissora ou ofertante;
IV – exclusão ou redução de garantia de distribuição dos valores mobiliários no mercado (garantia
firme) pelas Instituições Intermediárias contratadas; e
V – substituição ou exclusão de Instituições Intermediárias.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
42
Art. 36. Sem prejuízo da garantia firme de colocação prestada ao ofertante, poderão ser realizadas
realocações entre a instituição líder e as demais Instituições Intermediárias participantes do consórcio,
desde que previstas no contrato de distribuição e divulgadas no Prospecto.
Parágrafo único. Não obstante o disposto no caput, a responsabilidade pela prestação da garantia
perante o ofertante é da instituição líder e das demais Instituições Intermediárias participantes do
consórcio, respeitadas as condições especificadas no contrato de distribuição.
Art. 37. Ao líder da distribuição cabem as seguintes obrigações:
I – avaliar, em conjunto com o ofertante, a viabilidade da distribuição, suas condições e o tipo de
contrato de distribuição a ser celebrado;
II – solicitar, juntamente com o ofertante, o registro de distribuição devidamente instruído,
assessorando-o em todas as etapas da distribuição (art. 7º);
III – formar o consórcio de distribuição, se for o caso;
IV – informar à CVM, até a obtenção do registro, os participantes do consórcio, discriminando por
tipo, espécie e classe a quantidade de valores mobiliários inicialmente atribuída a cada um;
V – comunicar imediatamente à CVM qualquer eventual alteração no contrato de distribuição, ou a
sua rescisão;
VI – remeter mensalmente à CVM, no prazo de 15 (quinze) dias após o encerramento do mês, a
partir da publicação do Anúncio de Início de Distribuição, relatório indicativo do movimento consolidado
de distribuição de valores mobiliários, conforme modelo do Anexo VII;
VI – remeter mensalmente à CVM, no prazo de 15 (quinze) dias após o encerramento do mês, a
partir da divulgação do Anúncio de Início de Distribuição, relatório indicativo do movimento consolidado
de distribuição de valores mobiliários, conforme modelo do Anexo VII;
 Inciso VI com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
VII – participar ativamente, em conjunto com o ofertante, na elaboração do Prospecto (art. 38) e na
verificação da consistência, qualidade e suficiência das informações dele constantes, ficando responsável
pelas informações prestadas nos termos do art. 56, § 1º;
VIII – publicar, quando exigido por esta Instrução, os avisos nela previstos;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
43
VIII – divulgar, quando exigido por esta Instrução, os avisos nela previstos;
 Inciso VIII com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
IX – acompanhar e controlar o plano de distribuição da oferta;
X – controlar os boletins de subscrição ou os recibos de aquisição, devendo devolver ao ofertante os
boletins ou os recibos não utilizados, se houver, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o encerramento
da distribuição;
XI – suspender a distribuição na ocorrência de qualquer fato ou irregularidade, inclusive após a
obtenção do registro, que venha a justificar a suspensão ou o cancelamento do registro;
XII – sem prejuízo do disposto no inciso XI, comunicar imediatamente a ocorrência do ato ou
irregularidade ali mencionados à CVM, que verificará se a ocorrência do fato ou da irregularidade são
sanáveis, nos termos do art. 19; e
XIII – guardar, por 5 (cinco) anos, à disposição da CVM, toda a documentação relativa ao processo
de registro de distribuição pública e de elaboração do Prospecto.
PROSPECTO
Art. 38. Prospecto é o documento elaborado pelo ofertante em conjunto com a instituição líder da
distribuição, obrigatório nas ofertas públicas de distribuição de que trata esta Instrução, e que contém
informação completa, precisa, verdadeira, atual, clara, objetiva e necessária, em linguagem acessível, de
modo que os investidores possam formar criteriosamente a sua decisão de investimento.
Art. 39. O Prospecto deverá, de maneira que não omita fatos de relevo, nem contenha informações
que possam induzir em erro os investidores, conter os dados e informações sobre:
I – a oferta;
II – os valores mobiliários objeto da oferta e os direitos que lhes são inerentes;
III – o ofertante;
IV – a companhia emissora e sua situação patrimonial, econômica e financeira;
V – terceiros garantidores de obrigações relacionadas com os valores mobiliários objeto da oferta; e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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VI – terceiros que venham a ser destinatários dos recursos captados com a oferta.
§1º Caso sejam incluídas as previsões relativas à evolução da atividade e dos resultados da
emissora, bem como à evolução dos preços dos valores mobiliários que são objeto da oferta, deverão:
a) ser claras e objetivas; e
b) apoiar-se em opinião de auditor independente sobre os pressupostos, os critérios utilizados e a
sua consistência e coerência com as previsões.
§ 1º REVOGADO
 § 1º revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§2º A CVM poderá exigir do ofertante e da emissora, inclusive com vistas à inclusão no Prospecto,
as informações adicionais que julgar adequadas, além de advertências e considerações que entender
cabíveis para a análise e compreensão do Prospecto pelos investidores.
§3º No caso de ofertas públicas que envolvam a emissão de valores mobiliários para os quais não
estejam previstos procedimentos, informações e documentos específicos, a CVM poderá, a pedido dos
interessados, estabelecer o conteúdo para o respectivo Prospecto.
Art. 40. O Prospecto terá como conteúdo mínimo as informações e documentos indicados no
Anexo III à presente Instrução, podendo a CVM, em norma própria, definir diferentes conteúdos
conforme as características da operação, em razão do tipo de valor mobiliário ofertado ou do público
investidor alvo.
Parágrafo único. Nas ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários decorrentes de
operações de securitização, além das informações e documentos indicados no Anexo III, o prospecto
conterá as informações e documentos indicados no Anexo III-A.
 Parágrafo único incluído pela Instrução CVM nº 442, de 8 de dezembro de 2006.
§ 1º Nas ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários decorrentes de operações de
securitização, além das informações e documentos indicados no Anexo III, o Prospecto conterá as
informações e documentos indicados no Anexo III-A.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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 Primitivo parágrafo único renumerado para § 1ºcom redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 2º A inclusão do item 1-A do Anexo III – “sumário da emissora” – no Prospecto é facultativa.
 § 2º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 3º Caso o ofertante decida incluir o item 1-A no Prospecto, o sumário da emissora:
I – não deve ultrapassar 15 (quinze) páginas;
II – deve ser consistente com o formulário de referência;
III – deve mencionar, na primeira página e em destaque, a seguinte frase: “[E]STE SUMÁRIO É
APENAS UM RESUMO DAS INFORMAÇÕES DA EMISSORA. AS INFORMAÇÕES COMPLETAS
SOBRE A EMISSORA ESTÃO NO FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA, LEIA-O ANTES DE
ACEITAR A OFERTA.”; e
IV – deve destacar os 5 (cinco) principais fatores de risco relativos à emissora.
 § 3º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 4º As informações solicitadas no item 7 do Anexo III, se existirem, são facultativas caso o
terceiro prestador de garantia ou destinatário dos recursos for emissor registrado na CVM.
 § 4º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 5º O Prospecto de distribuições registradas no âmbito do Programa de Distribuição Contínua
deve ser elaborado nos termos deste artigo, dispensados os itens 3.1, 3.5 e 3.7 do Anexo III desta
Instrução.
 § 5º incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
Art. 41. Caso se verifique, após a data da obtenção do registro, qualquer imprecisão ou mudança
significativa nas informações contidas no Prospecto, notadamente decorrentes de deficiência
informacional ou de qualquer fato novo ou anterior não considerado no Prospecto, que se tome
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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conhecimento e seja relevante para a decisão de investimento, deverão o ofertante e a instituição líder
suspender imediatamente a distribuição até que se proceda a devida divulgação ao público da
complementação do Prospecto e dessa nova informação.
Parágrafo único. As alterações acima referidas deverão ser previamente submetidas à CVM para
exame, aplicando-se os prazos e procedimentos de análise previstos nos arts. 8º e 9º, e as eventuais
manifestações já recebidas ficarão sujeitos ao disposto no art. 27.
Art. 42. É obrigatória a entrega de exemplar do Prospecto Definitivo ou Preliminar ao investidor,
admitindo-se seu envio ou obtenção por meio eletrônico.
Art. 42. O Prospecto Definitivo deverá estar disponível ao investidor, na data do início da
distribuição, nas páginas da rede mundial de computadores indicadas no art. 54-A.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§ 1º O Prospecto Preliminar deverá estar disponível nos mesmos locais do Prospecto Definitivo
para os investidores pelo menos 5 (cinco) dias úteis antes do prazo inicial para o recebimento de reserva.
§ 2º O Prospecto Definitivo deverá estar disponível para os investidores pelo menos 5 (cinco) dias
úteis antes do prazo inicial para a aceitação da oferta:
I – se não houver sido utilizado Prospecto Preliminar; e
II – se houver sido utilizado Prospecto Preliminar e as informações constantes do Prospecto
Definitivo forem substancialmente diferentes das informações daquele.
§3º Sem prejuízo do disposto no caput, o Prospecto Definitivo deverá estar disponível, na data do
início da distribuição, na sede e na página da rede mundial de computadores:
a) da emissora;
b) do ofertante;
c) das Instituições Intermediárias integrantes do consórcio;
d) da CVM; e
e) da bolsa de valores ou mercado de balcão onde os valores mobiliários da emissora estão
admitidos à negociação.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 3º REVOGADO
 § 3º revogado pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§4º A instituição líder deverá encaminhar à CVM e à bolsa de valores ou mercado de balcão, em
tempo hábil para o cumprimento do disposto no caput e no § 3º, versões impressa e eletrônica, sem
quaisquer restrições para sua cópia, dos Prospectos Definitivo e Preliminar.
§ 4º A instituição líder deverá encaminhar à CVM e às entidades administradoras de mercado
organizado onde os valores mobiliários da emissora sejam admitidos à negociação, em tempo hábil para o
cumprimento do disposto no caput, cópia impressa e versão eletrônica, sem quaisquer restrições para sua
cópia, dos Prospectos Definitivo e Preliminar.
 § 4º com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§5º Para fins de cumprimento do disposto no presente artigo, sempre que for utilizado um
Programa de Distribuição para o registro de ofertas públicas na CVM o ofertante e a instituição líder
deverão colocar à disposição dos investidores o Suplemento, os documentos do Programa de Distribuição
arquivado pela CVM e todos os documentos incorporados por referência, na forma do §3º deste artigo.
§5º Para fins de cumprimento do disposto no presente artigo, sempre que for utilizado um
Programa de Distribuição para o registro de ofertas públicas na CVM o ofertante e a instituição líder
deverão colocar à disposição dos investidores o Suplemento, os documentos do Programa de Distribuição
arquivado pela CVM e todos os documentos incorporados por referência, na forma do caput.
 § 5º com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
CONSULTA SOBRE A VIABILIDADE DA OFERTA
Art. 43. É permitida a consulta a potenciais investidores pelo ofertante e pela instituição líder da
distribuição para apurar a viabilidade ou o interesse de uma eventual oferta pública de distribuição,
devendo esta consulta não exceder de 20 investidores e ter critérios razoáveis para o controle da
confidencialidade e do sigilo, caso já tenha havido a contratação prévia de instituição intermediária pelo
ofertante.
Art. 43. É permitida a consulta a potenciais investidores pelo ofertante e pela instituição líder da
distribuição para apurar a viabilidade ou o interesse de uma eventual oferta pública de distribuição,
devendo esta consulta não exceder de 50 (cinquenta) investidores e ter critérios razoáveis para o controle
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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da confidencialidade e do sigilo, caso já tenha havido a contratação prévia de instituição intermediária
pelo ofertante.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§1º A consulta a potenciais investidores não poderá vincular as partes, sob pena de caracterizar
distribuição irregular de valores mobiliários, sendo vedada a realização ou aceitação de ofertas, bem
como o pagamento ou o recebimento de quaisquer valores, bens ou direitos de parte a parte.
§2º Durante a consulta a potenciais investidores, o ofertante e a instituição líder da distribuição
deverão se acautelar com seus interlocutores, de que a intenção de realizar distribuição pública de valores
mobiliários seja mantida em sigilo até a sua regular e ampla divulgação ao mercado, nos termos da
Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002.
§3º O ofertante e a instituição líder da distribuição deverão manter lista detalhada com informações
sobre as pessoas consultadas, a data e hora em que foram consultadas, bem como a sua resposta quanto à
consulta.
§4º Caso seja efetivamente protocolado pedido de registro à CVM, o ofertante deverá apresentar,
juntamente com os documentos listados no Anexo II, a lista mencionada no §3º.
§ 4º REVOGADO
 § 4º revogado pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
COLETA DE INTENÇÕES DE INVESTIMENTO
Art. 44. É permitida a coleta de intenções de investimento, com ou sem o recebimento de reservas,
a partir da divulgação de Prospecto Preliminar e do protocolo do pedido de registro de distribuição na
CVM.
Parágrafo único. A intenção de realizar coleta de intenções de investimento deverá ser comunicada
à CVM juntamente com o pedido de registro de distribuição realizado nos termos do art. 7º.
RECEBIMENTO DE RESERVAS
Art. 45. É admissível o recebimento de reservas para subscrição ou aquisição de valores
mobiliários objeto de oferta pública, desde que:
I – tal fato esteja previsto nos Prospectos Definitivo e Preliminar;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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II – tenha sido requerido o registro da distribuição; e
III – haja Prospecto Preliminar à disposição dos investidores.
§1º As reservas serão efetuadas de acordo com o que for previsto na oferta, facultada a exigência
de depósito em dinheiro do montante reservado.
§2º O depósito em dinheiro para reservas, se houver, será realizado em conta bloqueada,
remunerada ou não, na forma e condições estabelecidas no Prospecto, em instituição financeira autorizada
indicada pelo líder da distribuição e sob sua responsabilidade, cuja movimentação deverá obedecer as
seguintes normas:
a) apurados os montantes das reservas e das sobras disponíveis e efetuado o rateio, se for o caso, o
líder da distribuição autorizará a liberação das importâncias correspondentes às subscrições a serem
efetuadas por intermédio de cada instituição consorciada; e
b) o líder da distribuição autorizará, no prazo de 3 (três) dias úteis, a liberação do saldo não
utilizado dos depósitos, a favor dos respectivos depositantes.
§3º Caso seja utilizada a faculdade prevista no § 1º do art. 23, o investidor poderá estipular no
pedido de reserva como condição de sua confirmação preço máximo para subscrição e taxa de juros
mínima de remuneração.
§4º Mesmo que o Prospecto não estipule a possibilidade de desistência do pedido de reservas, esta
poderá ocorrer, sem ônus para o subscritor ou adquirente, caso haja divergência relevante entre as
informações constantes do Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo que altere substancialmente o
risco assumido pelo investidor ou a sua decisão de investimento.
PROSPECTO PRELIMINAR
Art. 46. O Prospecto Preliminar conterá as mesmas informações mencionadas no art. 40, sem
revisão ou apreciação pela CVM.
§1º Os seguintes dizeres devem constar da capa do Prospecto Preliminar, com destaque:
I – “Prospecto Preliminar” e a respectiva data de edição;
II – “As informações contidas neste prospecto preliminar estão sob análise da Comissão de Valores
Mobiliários, a qual ainda não se manifestou a seu respeito”;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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III – “O presente prospecto preliminar está sujeito a complementação e correção”; e
IV – “O prospecto definitivo será entregue aos investidores durante o período de distribuição”.
IV – “O prospecto definitivo estará disponível nas páginas da rede mundial de computadores da
emissora, se houver; do ofertante; da instituição intermediária responsável pela oferta ou, se for o caso,
das instituições intermediárias integrantes do consórcio de distribuição; das entidades administradoras de
mercado organizado de valores mobiliários onde os valores mobiliários da emissora sejam admitidos à
negociação; e da CVM.”.
 Inciso IV com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§2º Na hipótese de estar previsto o recebimento de reservas para subscrição ou aquisição, deverá
ainda ser incluído no conteúdo do Prospecto Preliminar o seguinte texto: “É admissível o recebimento de
reservas, a partir da data a ser indicada em aviso ao mercado, para subscrição (ou aquisição, conforme o
caso), as quais somente serão confirmadas pelo subscritor (ou adquirente) após o início do período de
distribuição.”
§3º Caso a fixação da quantidade de valores mobiliários, do preço de emissão ou, no caso de
valores mobiliários representativos de dívida, da taxa de juros, tenha sido delegada ao Conselho de
Administração e este ainda não tenha deliberado sobre o assunto, tal informação deverá constar do
Prospecto Preliminar, esclarecendo-se, inclusive, a faixa de preços, preço máximo ou mínimo ou outros
critérios estabelecidos para tal fixação.
§ 4º Aplica-se ao Prospecto Preliminar o disposto no art. 40 desta Instrução.
 § 4º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
DEVER DE COOPERAÇÃO DA EMISSORA
Art. 47. A emissora de valores mobiliários a serem distribuídos em oferta pública secundária,
observado o disposto no art. 157, § 5º da Lei nº 6.404, de 1976, deverá fornecer ao ofertante as
informações e os documentos necessários para a elaboração do Prospecto, devendo a emissora ser
ressarcida por todos os custos que incorrer na coleta, elaboração, preparação e entrega de informações ou
documentos adicionais àqueles que periodicamente já estaria a fornecer ao mercado.
Parágrafo único. A emissora deverá também fornecer as informações solicitadas pela CVM,
inclusive para fins de inclusão no Prospecto.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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NORMAS DE CONDUTA
Art. 48. A emissora, o ofertante, as Instituições Intermediárias, estas últimas desde a contratação,
envolvidas em oferta pública de distribuição, decidida ou projetada, e as pessoas que com estes estejam
trabalhando ou os assessorando de qualquer forma, deverão, sem prejuízo do disposto na Instrução CVM
nº 358, de 2002:
Art. 48. A emissora, o ofertante, as Instituições Intermediárias, estas últimas desde a contratação,
envolvidas em oferta pública de distribuição, decidida ou projetada, e as pessoas que com estes estejam
trabalhando ou os assessorando de qualquer forma, deverão, sem prejuízo da divulgação pela emissora
das informações periódicas e eventuais exigidas pela CVM:
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
I – até que a oferta pública seja divulgada ao mercado, limitar:
a) a revelação de informação relativa à oferta ao que for necessário para os objetivos da oferta,
advertindo os destinatários sobre o caráter reservado da informação transmitida; e
b) a utilização da informação reservada estritamente aos fins relacionados com a preparação da
oferta.
II – abster-se de negociar, até a publicação do Anúncio de Encerramento de Distribuição, com
valores mobiliários de emissão do ofertante ou da emissora, salvo nas hipóteses de:
II – abster-se de negociar, até a publicação do Anúncio de Encerramento de Distribuição, com
valores mobiliários de emissão do ofertante ou da emissora, ou neles referenciados, salvo nas hipóteses
de:
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
II – abster-se de negociar, até a publicação do Anúncio de Encerramento de Distribuição, com
valores mobiliários do mesmo emissor e espécie daquele objeto da oferta pública, nele referenciados,
conversíveis ou permutáveis, ou com valores mobiliários nos quais o valor mobiliário objeto da oferta
seja conversível ou permutável, salvo nas hipóteses de:
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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II – abster-se de negociar, até a divulgação do Anúncio de Encerramento de Distribuição, com
valores mobiliários do mesmo emissor e espécie daquele objeto da oferta pública, nele referenciados,
conversíveis ou permutáveis, ou com valores mobiliários nos quais o valor mobiliário objeto da oferta
seja conversível ou permutável, salvo nas hipóteses de:
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
a) execução de plano de estabilização devidamente aprovado pela CVM;
b) alienação total ou parcial de lote de valores mobiliários objeto de garantia firme;
c) negociação por conta e ordem de terceiros; ou
c) negociação por conta e ordem de terceiros;
 Alínea “c” com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
d) operações claramente destinadas a acompanhar índice de ações, certificado ou recibo de valores
mobiliários;
e) operações destinadas a proteger posições assumidas em total return swaps contratados com
terceiros;
 Alínea “e” incluída pela Instrução CVM n
o
482, de 5 de abril de 2010.
e) operações destinadas a proteger posições assumidas em derivativos contratados com terceiros;
 Alínea “e” com redação dada pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
f) operações realizadas como formador de mercado, nos termos da regulamentação da CVM em
vigor; ou
 Alínea “f” incluída pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
f) operações realizadas como formador de mercado, nos termos da regulamentação aplicável;
 Alínea “f” com redação dada pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
53
g) administração discricionária de carteira de terceiros;
 Alínea “g” incluída pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
h) aquisição de valores mobiliários solicitada por clientes com o fim de prover liquidez, bem como
a alienação dos valores mobiliários assim adquiridos;
i) arbitragem entre:
1. valores mobiliários e seus certificados de depósito; ou
2 índice de mercado e contrato futuro nele referenciado; e
j) operações destinadas a cumprir obrigações assumidas antes do início do período de vedação
decorrentes de:
1. empréstimos de valores mobiliários;
2. exercício de opções de compra ou venda por terceiros; ou
3. contratos de compra e venda a termo.
 Alíneas “h”, “i” e “j” incluídas pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
III – apresentar à CVM pesquisas e relatórios públicos sobre a companhia e a operação que
eventualmente tenha elaborado;
IV – abster-se de se manifestar na mídia sobre a oferta ou o ofertante até a publicação do Anúncio
de Encerramento da Distribuição; e
IV – abster-se de se manifestar na mídia sobre a oferta ou o ofertante até a publicação do Anúncio
de Encerramento de Distribuição nos 60 (sessentas) dias que antecedem o protocolo do pedido de registro
da oferta ou desde a data em que a oferta foi decidida ou projetada, o que ocorrer por último; e
 Inciso IV com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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IV – abster-se de se manifestar na mídia sobre a oferta ou o ofertante até a divulgação do Anúncio
de Encerramento de Distribuição nos 60 (sessentas) dias que antecedem o protocolo do pedido de registro
da oferta ou desde a data em que a oferta foi decidida ou projetada, o que ocorrer por último; e
 Inciso IV com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
V – a partir do momento em que a oferta se torne pública, ao divulgar informação relacionada à
emissora ou à oferta:
a) observar os princípios relativos à qualidade, transparência e igualdade de acesso à informação; e
b) esclarecer as suas ligações com a emissora ou o seu interesse na oferta, nas suas manifestações
em assuntos que envolvam a oferta, a emissora ou os valores mobiliários.
§ 1º A vedação prevista no inciso IV não se aplica às informações habitualmente divulgadas no
curso normal das atividades da emissora.
 § 1º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 2º As normas de conduta estabelecidas nos incisos II e III aplicam-se às Instituições
Intermediárias, suas controladas, controladoras e sociedades sob o mesmo controle, que atuem no
mercado financeiro.
 § 2º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 3º As pessoas referidas no § 2º devem adotar procedimentos adequados para assegurar o
cumprimento das normas de conduta previstas nos incisos II e III.
 § 3º incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
§ 4º O disposto no inciso II do caput não se aplica a ofertas públicas registradas no âmbito do
Programa de Distribuição Contínua.
§ 4º As pessoas referidas no § 2º devem elaborar, em até 7 (sete) dias úteis contados da publicação
do Anúncio de Encerramento de Distribuição, e manter, pelo prazo de 5 (cinco) anos ou por prazo
superior por determinação expressa da CVM, em caso de processo administrativo, o relatório de que trata
o Anexo XI, assim como toda a documentação que o respalda.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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 § 4° com redação dada pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
§ 4º As pessoas referidas no § 2º devem elaborar, em até 7 (sete) dias úteis contados da divulgação
do Anúncio de Encerramento de Distribuição, e manter, pelo prazo de 5 (cinco) anos ou por prazo
superior por determinação expressa da CVM, em caso de processo administrativo, o relatório de que trata
o Anexo XI, assim como toda a documentação que o respalda.
 § 4º com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
§ 5º A vedação prevista no inciso IV do caput fica restrita às informações relativas à oferta nas
ofertas públicas registradas no âmbito do Programa de Distribuição Contínua
 §§ 4º e 5º incluídos pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
§ 5º O disposto no inciso II do caput não se aplica a ofertas públicas registradas no âmbito do
Programa de Distribuição Contínua.
 Primitivo § 4º renumerado para §5° pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
§ 6º A vedação prevista no inciso IV do caput fica restrita às informações relativas à oferta nas
ofertas públicas registradas no âmbito do Programa de Distribuição Contínua.
 Primitivo § 5º renumerado para § 6° pela Instrução CVM no
533, de 24 de abril de 2013.
Art. 49. Para todos os efeitos do art. 48, a emissora, o ofertante e as Instituições Intermediárias
deverão assegurar a precisão e conformidade de toda e qualquer informação fornecida a quaisquer
investidores, seja qual for o meio utilizado, com as informações contidas no Prospecto, devendo
encaminhar tais documentos e informações à CVM, na forma do art. 50.
MATERIAL PUBLICITÁRIO
Art. 50. A utilização de qualquer texto publicitário para oferta, anúncio ou promoção da
distribuição, por qualquer forma ou meio veiculados, inclusive audiovisual, dependerá de prévia
aprovação da CVM e somente poderá ser feita após a apresentação do Prospecto Preliminar à CVM.
§1º Findo o prazo de 5 (cinco) dias úteis, contado da data do protocolo do material publicitário,
sem que haja manifestação da CVM, considerar-se-á que foi aprovado.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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§ 1º Considera-se aprovada a utilização do material publicitário, caso não haja manifestação da
CVM, no prazo de:
I – 10 (dez) dias úteis, contado da data do protocolo do material publicitário, para as ofertas
públicas de distribuição de cotas de fundos de investimento; e
II – 5 (cinco) dias úteis, contado da data do protocolo do material publicitário, para as demais
ofertas.
 §1º com redação dada pela Instrução CVM no
507, de 29 de setembro de 2011.
§2º O material publicitário não poderá conter informações diversas ou inconsistentes com as
constantes do Prospecto e deverá ser elaborado em linguagem serena e moderada, advertindo seus leitores
para os riscos do investimento.
§3º O material mencionado neste artigo deverá fazer referência expressa de que se trata de material
publicitário e mencionar a existência de Prospecto, bem como a forma de se obter um exemplar, além da
advertência em destaque com o seguinte dizer: “LEIA O PROSPECTO ANTES DE ACEITAR A
OFERTA”
§4º A CVM, inobstante ter autorizado a utilização do material publicitário, poderá, a qualquer
momento, por decisão motivada, requerer retificações, alterações ou mesmo a cessação da publicidade.
§5º Não caracterizam material publicitário os documentos de suporte a apresentações oferecidas a
investidores, os quais deverão, no entanto, ser encaminhados à CVM previamente à sua utilização.
Art. 51. Poderá ser especificamente admitida a utilização de material publicitário antes da
apresentação do Prospecto Preliminar, desde que destinado a campanha educativa do público alvo, em
distribuições destinadas a investidores não familiarizados com o mercado de valores mobiliários,
observado o procedimento previsto no art. 50.
Parágrafo único. A utilização de material publicitário na forma do caput dependerá de aprovação
prévia da CVM, presumindo-se deferida caso não haja manifestação contrária no prazo de 10 (dez) dias
úteis, contado do protocolo na CVM do respectivo pedido.
DIVULGAÇÃO E PERÍODO DA DISTRIBUIÇÃO
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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Art. 52. A instituição líder deverá dar ampla divulgação à oferta, por meio de Anúncio de Início de
Distribuição, nos termos do Anexo IV, publicado nos jornais onde a emissora normalmente publica seus
avisos.
Art. 52. A instituição líder deverá, na forma prevista no art. 54-A, dar ampla divulgação à oferta,
por meio de divulgação do Anúncio de Início de Distribuição, nos termos do Anexo IV.
 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
Parágrafo único. O ofertante poderá fazer a divulgação mencionada no caput através de aviso
resumido publicado nos jornais ali mencionados, indicando a página na rede mundial de computadores
onde os investidores poderão obter as informações detalhadas e completas.
§ 1º O ofertante poderá fazer a divulgação mencionada no caput através de aviso resumido
publicado nos jornais ali mencionados, indicando a página na rede mundial de computadores onde os
investidores poderão obter as informações detalhadas e completas.
 Primitivo parágrafo único renumerado para § 1º pela Instrução CVM no
488, de 16 de
dezembro de 2010.
§ 2º O Anúncio de Início de Distribuição de ofertas públicas realizadas no âmbito do Programa de
Distribuição Contínua não precisa ser publicado em jornais, mas deve ser enviado para a CVM por meio
do Sistema de Envio de Documentos disponível na página da CVM na rede mundial de computadores.
 § 2º incluído pela Instrução CVM no
488, de 16 de dezembro de 2010.
§ 1º REVOGADO
§ 2º REVOGADO
 §§ 1º e 2º revogados pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
Art. 53. Caso seja utilizado Prospecto Preliminar, o líder deverá imediatamente publicar aviso, na
forma prevista no art. 52 e seu parágrafo único, precedendo o Anúncio de Início de Distribuição, o qual
deve conter:
Art. 53. Caso seja utilizado Prospecto Preliminar, o líder deverá imediatamente publicar aviso, na
forma prevista no art. 54-A, precedendo o Anúncio de Início de Distribuição, o qual deve conter:
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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 Caput com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
I – informação sobre a data do protocolo do pedido de registro de oferta pública de distribuição de
valores mobiliários na CVM;
II – indicação de local para obtenção do Prospecto Preliminar;
III – a indicação das datas estimadas e locais de divulgação da distribuição;
IV – condições para se efetuar reservas para subscrição ou aquisição de valores mobiliários, se for o
caso;
V – informações sobre a coleta de intenções de investimento (art. 44, parágrafo único), se houver; e
VI – outras informações que se fizerem necessárias sobre a distribuição.
V – informações sobre a coleta de intenções de investimento (art. 44, parágrafo único), se houver;
VI – outras informações que se fizerem necessárias sobre a distribuição; e
 Incisos V e VI com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
VII – indicação, com destaque, dos meios de comunicação por intermédio dos quais o Anúncio de
Início de Distribuição e o Anúncio de Encerramento da Distribuição serão divulgados.
 Inciso VII inserido pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
Art. 54. A subscrição ou aquisição de valores mobiliários objeto da oferta pública de distribuição
somente poderão ser efetuadas após observadas, cumulativamente, as seguintes condições:
I – obtenção do registro da oferta na CVM;
II – publicação do Anúncio de Início de Distribuição; e
II – divulgação do Anúncio de Início de Distribuição, nos termos do art. 54-A; e
 Inciso II com redação dada pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
III – disponibilidade do Prospecto Definitivo para os investidores.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
59
Art. 54–A. As divulgações previstas nesta Instrução devem ser feitas, com destaque, na página da
rede mundial de computadores:
I – da emissora, se houver;
II – do ofertante;
III – da instituição intermediária responsável pela oferta ou, se for o caso, das instituições
intermediárias integrantes do consórcio de distribuição;
IV – das entidades administradoras de mercado organizado de valores mobiliários onde os valores
mobiliários da emissora sejam admitidos à negociação; e
V – da CVM.
§ 1º Sem prejuízo do disposto no caput, as divulgações previstas nesta Instrução podem ser
simultaneamente disseminadas por meio de aviso resumido publicado em jornal ou qualquer outro meio
de comunicação, indicando as páginas na rede mundial de computadores onde os investidores poderão
obter as informações detalhadas e completas, sempre que possível por meio de hyperlink.
§ 2º As divulgações devem ser feitas, sempre que possível, antes da abertura ou após o
encerramento do pregão.
 Art. 54-A incluído pela Instrução CVM no
548, de 6 de maio de 2014.
Art. 55. No caso de distribuição com excesso de demanda superior em um terço à quantidade de
valores mobiliário ofertada, é vedada a colocação de valores mobiliários em controladores ou
administradores das Instituições Intermediárias e da emissora ou outras pessoas vinculadas à emissão e
distribuição, bem como seus cônjuges ou companheiros, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o
2º grau.
Art. 55. No caso de distribuição com excesso de demanda superior em um terço à quantidade de
valores mobiliários ofertada, é vedada a colocação de valores mobiliários em controladores ou
administradores das Instituições Intermediárias e da emissora ou outras pessoas vinculadas à emissão e
distribuição, bem como seus cônjuges ou companheiros, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o
2º grau.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
60
Parágrafo único. A vedação do caput não se aplica às instituições financeiras contratadas como
formador de mercado, desde que o direito de subscrever e a quantidade máxima de valores mobiliários a
ser subscrita, se houver tal limitação, estejam divulgados no Prospecto.
 Art. 55 com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES
Art. 56. O ofertante é o responsável pela veracidade, consistência, qualidade e suficiência das
informações prestadas por ocasião do registro e fornecidas ao mercado durante a distribuição.
§1º A instituição líder deverá tomar todas as cautelas e agir com elevados padrões de diligência,
respondendo pela falta de diligência ou omissão, para assegurar que:
I – as informações prestadas pelo ofertante são verdadeiras, consistentes, corretas e suficientes,
permitindo aos investidores uma tomada de decisão fundamentada a respeito da oferta; e
II – as informações fornecidas ao mercado durante todo o prazo de distribuição, inclusive aquelas
eventuais ou periódicas constantes da atualização do registro da companhia e as constantes do estudo de
viabilidade econômico-financeira do empreendimento, se aplicável, que venham a integrar o Prospecto,
são suficientes, permitindo aos investidores a tomada de decisão fundamentada a respeito da oferta.
§2º Na hipótese de Programa de Distribuição em que não haja a manutenção da instituição líder, a
instituição líder de cada distribuição será responsável pela elaboração do respectivo Suplemento e pela
atualização das informações anteriormente prestadas, verificando sua consistência e suficiência com
relação às novas informações.
§3º Em caso de distribuição secundária, que não seja realizada pela emissora ou pelo seu acionista
controlador, caberá ao ofertante, no que se refere a informações da emissora, somente a responsabilidade
prevista no § 1º deste artigo.
§4º A instituição líder e o ofertante, este último na hipótese do § 3º apenas, deverão guardar, por 5
(cinco) anos, à disposição da CVM, a documentação comprobatória de sua diligência para o cumprimento
do disposto no § 1º.
§5º O ofertante e a instituição líder deverão declarar que o Prospecto contém as informações
relevantes necessárias ao conhecimento pelos investidores da oferta, dos valores mobiliários ofertados, da
emissora, suas atividades, situação econômico-financeira, os riscos inerentes à sua atividade e quaisquer
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
61
outras informações relevantes, bem como que o Prospecto foi elaborado de acordo com as normas
pertinentes.
§6º Na hipótese de o ofertante não pertencer ao grupo controlador da emissora, ou não atuar
representando o mesmo interesse de acionista controlador da emissora, e esta lhe negar acesso aos
documentos e informações necessários à elaboração do Prospecto, o ofertante deverá fornecer toda a
informação relevante que lhe estiver disponível ou que possa obter em registros e documentos públicos,
dar divulgação no Prospecto deste fato, devendo requerer que a CVM exija da emissora a
complementação das informações indicadas pelo ofertante, necessárias ao registro da oferta pública.
§7º O registro não implica, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou
julgamento sobre a qualidade da companhia, sua viabilidade, sua administração, situação econômicofinanceira
ou dos valores mobiliários a serem distribuídos e é concedido segundo critérios formais de
legalidade.
RESPONSABILIDADE DOS ADMINISTRADORES
Art. 56-A. Os administradores da instituição líder da oferta, dentro de suas competências legais e
estatutárias, têm o dever de zelar pelo cumprimento das obrigações impostas ao líder por esta Instrução.
 Arts. 56-A incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 56-B. Os administradores do ofertante, dentro de suas competências legais e estatutárias, são
responsáveis pelo cumprimento das obrigações impostas ao ofertante por esta Instrução.
 Arts. 56-B incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Art. 56- C. Os administradores da emissora, dentro de suas competências legais e estatutárias, são
responsáveis pelo cumprimento das obrigações impostas à emissora por esta Instrução.
 Arts. 56-C incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
OFERTAS EM DIVERSAS JURISDIÇÕES
Art. 57. Na hipótese de serem realizadas ofertas simultâneas no Brasil e no exterior que demandem
a solicitação de registro de autoridade reguladora do mercado de capitais no exterior, a pedido do
ofertante, a CVM poderá observar o procedimento de análise preliminar confidencial.
§1º O procedimento de análise preliminar confidencial somente poderá ser utilizado nos casos em
que o registro no exterior deva ser deferido por autoridade reguladora com a qual a CVM tenha celebrado
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
62
memorando de entendimento ou de troca de informações e tal autoridade tenha assegurado o mesmo
tratamento confidencial.
§2º Para obter o tratamento previsto no caput, o ofertante deverá solicitar o tratamento
confidencial para o pedido e comprometer-se a submeter à CVM o pedido de registro definitivo
imediatamente após concluída a análise preliminar, aplicando-se na sua análise os prazos dos arts. 8º a 9º.
§3º O pedido de registro definitivo será automaticamente concedido e não poderá inovar em relação
ao pedido de análise preliminar confidencial e respectiva documentação, e deverá ser apresentado em
estrita conformidade com os termos do parecer proferido pela CVM na etapa preliminar.
§4º Caso haja inovação no pedido de registro ou na sua documentação, a CVM adotará o
procedimento regular de análise previsto nesta Instrução.
§5º O ofertante deverá anexar ao requerimento de análise preliminar confidencial o comprovante
de pagamento da taxa de fiscalização a que se refere a Lei nº 7.940, de 20 de dezembro de 1989, no
montante devido para o pedido de registro definitivo, nas hipóteses em que a mesma for devida.
§6º O procedimento de análise preliminar confidencial poderá também ser utilizado nos casos em
que for necessário para compatibilização dos procedimentos da CVM com procedimentos conexos, em
trâmite perante autoridades reguladoras estrangeiras, observado o disposto no § 1º.
§7º O tratamento confidencial previsto neste artigo deverá cessar de imediato caso a operação se
torne pública nos outros mercados ou ocorra o vazamento de informações sobre a oferta no País.
Art. 58. O ofertante poderá apresentar a registro na CVM, em língua portuguesa, Prospecto no
formato elaborado para apresentação e registro em outros países, desde que tal Prospecto cumpra os
requisitos exigidos nesta Instrução.
§1º O Prospecto apresentado na forma descrita no caput deverá conter seção específica que
descreva as diferenças relevantes entre os regimes jurídicos nacional e do país para o qual o Prospecto foi
elaborado, abrangendo, principalmente, o tratamento referente a:
I – informações sobre participações societárias e fatos relevantes, bem como sobre informações
periódicas;
II – operações com valores mobiliários de sua própria emissão;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
63
III – existência de ofertas públicas de aquisição e outros meios alternativos de proteção dos
acionistas minoritários;
IV – possibilidade de exercício dos direitos de voto por correspondência ou por meios eletrônicos;
V – critérios de contabilidade utilizados na preparação das demonstrações financeiras; e
VI – distribuição de lucros.
§2º As demonstrações financeiras apresentadas deverão seguir as normas e os princípios contábeis
geralmente aceitos no país, podendo a CVM, excepcionalmente, autorizar que as demonstrações
financeiras sejam apresentadas de acordo com normas ou princípios contábeis internacionalmente aceitos.
§3º Os documentos apresentados com base no caput poderão, observada a legislação em vigor, ter
valores refletidos em moeda do país de origem, contendo obrigatoriamente, nesse caso, indicação da taxa
de câmbio para a moeda nacional e a respectiva data de referência.
§4º O ofertante que submeter a registro no país ofertas públicas que forem objeto de esforço de
distribuição concomitante no estrangeiro deverá encaminhar, juntamente com o Prospecto em língua
portuguesa, todos os documentos relacionados à oferta pública que tenham sido apresentados às
Comissões de Valores Mobiliários dos países em que foi realizada a oferta, mesmo que não exigidos pela
regulamentação nacional, bem como quaisquer documentos fornecidos ao público investidor estrangeiro,
inclusive material publicitário.
INFRAÇÃO GRAVE
Art. 59. Considera-se infração grave, para os efeitos do § 3º do Art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976,
sem prejuízo da multa de que trata o § 1º do mesmo artigo, a distribuição:
I – que se esteja processando em condições diversas das constantes no registro;
II – realizada sem prévio registro ou dispensa da CVM;
III – efetivada sem intermediação de Instituições Intermediárias, exceto nos casos permitidos em lei
ou por dispensa da CVM;
IV – em inobservância ao disposto no art. 55;
V – com prestação de informações falsas ou tendenciosas no Prospecto ou no âmbito das ofertas de
que trata a presente Instrução; e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
64
V – com prestação de informações falsas ou tendenciosas no Prospecto ou no âmbito das ofertas de
que trata a presente Instrução;
 Inciso V com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
VI – que se deixar de destacar, em versão específica, as alterações efetuadas nas versões definitivas
em relação às minutas ou outra documentação apresentada.
VI – que se deixar de destacar, em versão específica, as alterações efetuadas nas versões definitivas
em relação às minutas ou a outra documentação apresentada;
 Inciso VI com redação dada pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
VII – em que não se observe as normas de conduta estabelecidas nos arts. 48, I, II e V, e 49; e
 Inciso VII incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
VIII – na qual a companhia, a instituição líder ou as demais Instituições Intermediárias envolvidas
veiculem Prospecto ou material publicitário sem prévia aprovação por parte da CVM ou em infração ao
disposto na presente Instrução.
 Inciso VIII incluído pela Instrução CVM no
482, de 5 de abril de 2010.
Parágrafo único. Considera-se, ainda, infração grave a veiculação pela companhia, pela instituição
líder ou pelas demais Instituições Intermediárias envolvidas na distribuição, de qualquer prospecto ou
material publicitário sem prévia aprovação por parte da CVM ou em infração ao disposto na presente
Instrução.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 60. Ficam revogadas a Instrução CVM nº 13, de 30 de setembro de 1980, e a Instrução CVM
nº 88, de 3 de novembro de 1988.
Parágrafo único. A presente Instrução aplica-se a toda e qualquer oferta pública de distribuição de
valores mobiliários, salvo, quando houver regulação específica, nas disposições relativas a:
I – Prospecto e seu conteúdo;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
65
II – documentos e informações que deverão instruir os pedidos de registro;
III – prazos para a obtenção do registro;
IV – prazo para concluir a distribuição; e
V – hipóteses de dispensas específicas.
Art. 61. Esta Instrução entra em vigor em 2 de fevereiro de 2004.
Parágrafo único. As ofertas públicas realizadas anteriormente à data prevista no caput poderão, a
critério dos respectivos ofertantes e Instituições Intermediárias, seguir o que dispõe a presente Instrução.
Original assinado por
LUIZ ANTONIO DE SAMPAIO CAMPOS
Presidente Em exercício
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
66
ANEXO I
INFORMAÇÕES QUE DEVEM CONSTAR DO REQUERIMENTO DE DISPENSA DE
REGISTRO OU REQUISITOS DO REGISTRO
I – o pedido deve identificar o nome da companhia emissora dos valores mobiliários e de todas as
pessoas envolvidas na operação, não sendo considerado pela CVM pedido fundamentado em situação
hipotética;
II – o pedido deve se limitar à questão objeto da dispensa pleiteada, evitando contemplar possíveis
situações que podem ocorrer no futuro;
III – o pedido deve ser conciso e objetivo, não obstante conter todos os fatos e documentos
necessários para se concluir sobre a dispensa;
IV – o requerente deve emitir sua opinião fundamentada sobre a legalidade do pedido; e
V – a CVM poderá conceder tratamento confidencial para o pedido, desde que solicitado e
fundamentado pelo requerente.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
67
ANEXO II
DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES EXIGIDOS PARA O REGISTRO
1. contrato de distribuição de valores mobiliários, do qual deverá constar, entre outras,
obrigatoriamente, as cláusulas relacionadas no Anexo VI, e respectivos termos aditivos ou de adesão;
2. contratos de estabilização de preços e/ou de garantia de liquidez, se houver, que deverá ser objeto
de aprovação da CVM;
3. outros contratos relativos à emissão ou subscrição, inclusive no que toca à distribuição de lote
suplementar, se houver;
4. modelo de boletim de subscrição ou recibo de aquisição, o qual deverá conter, obrigatoriamente:
a) previsão para identificação de sua numeração;
b) espaço para a assinatura do subscritor ou adquirente;
c) condições de integralização, subscrição ou aquisição de sobras, se for o caso; e
d) declaração do subscritor ou adquirente de haver obtido exemplar do Prospecto Definitivo.
5. quatro exemplares da minuta do Prospecto Definitivo ou quatro exemplares do Prospecto
Preliminar e, quando disponíveis, três exemplares da versão final do Prospecto Definitivo, que conterão,
no mínimo, as informações exigidas pela CVM (Anexo III);
5. um exemplar da minuta do Prospecto Definitivo ou um exemplar do Prospecto Preliminar e,
quando disponível, um exemplar da versão final do Prospecto Definitivo, que conterão, no mínimo, as
informações exigidas pela CVM (Anexo III);
 Item 5 com redação dada pela Instrução CVM nº 548, de 6 de maio de 2014.
6. cópia da deliberação sobre a aprovação de programa ou sobre a emissão ou distribuição dos
valores mobiliários tomada pelos órgãos societários competentes do ofertante e das decisões
administrativas exigíveis, com todos os documentos que fizeram ou serviram de base para as referidas
deliberações, bem como dos respectivos anúncios de convocação, se for o caso;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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7. minuta do Anúncio de Início de Distribuição, o qual deve conter, no mínimo, as informações
previstas no Anexo IV;
8. minuta do Anúncio de Encerramento de Distribuição, contendo, no mínimo, as informações
previstas no Anexo V;
9. modelo do certificado de valores mobiliários ou cópia do contrato com instituição prestadora de
serviço de valores mobiliários escriturais, se for o caso;
9-A. cópia da nota promissória, se for o caso;
 Item 9-A incluído pela Instrução CVM nº 566, de 31 de julho de 2015.
10. escritura de emissão de debêntures e do relatório emitido por agência classificadora de risco, se
houver;
11. declaração de que o registro de companhia aberta está atualizado perante a CVM, se for o caso;
12. prova de cumprimento de todas as demais formalidades prévias em virtude de exigências legais
ou regulamentares para a distribuição ou emissão dos valores mobiliários, que não decorram desta
Instrução;
13. comprovante de pagamento da taxa de fiscalização, nos termos da Lei nº 7.940/89;
14. declaração prevista no item 2.4 do Anexo III, assinada pelos representantes legais do ofertante e
da instituição líder;
14-A Se for o caso, declaração da bolsa de valores ou da entidade do mercado de balcão
organizado informando do deferimento do pedido de admissão à negociação do valor mobiliário,
condicionado apenas à obtenção do registro na CVM.
 Art. 14-A acrescentado pela Instrução CVM nº 429, de 22 de março de 2006.
14–B Indicação dos meios de comunicação por intermédio dos quais o aviso de que trata o art. 53
será divulgado.
 Art. 14-B acrescentado pela Instrução CVM nº 548, de 6 de maio de 2014.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
69
14-C. Declaração assinada por diretor estatutário do agente fiduciário sobre a não existência de
situação de conflito de interesses que impeça a instituição de exercer a função, acompanhada das
seguintes informações, caso o agente fiduciário não possua cadastro na CVM:
a) comprovação de que é instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil para o exercício da
função; e
b) informações cadastrais indicadas na regulamentação específica que trata do cadastro de
participantes do mercado de valores mobiliários.
 Art. 14-C acrescentado pela Instrução CVM nº 583, de 20 de dezembro de 2016.
14-C Declaração assinada pelo diretor de relações com investidores da companhia emissora
confirmando que a companhia emissora atende a cada um dos requisitos exigidos no § 1º do art. 12-E
para a realização de oferta pública de distribuição vinculada a programa de distribuição e atestando
expressamente que:
a) a companhia emissora cumpriu, nos últimos 12 meses anteriores à data do pedido de registro
automático de oferta pública de distribuição vinculada a programa de distribuição, os prazos de entrega
do formulário de referência e das demonstrações financeiras anuais e trimestrais estabelecidos na norma
específica;
b) as demonstrações financeiras da companhia emissora que servem de base para o pedido de
registro automático de oferta pública de distribuição não estão acompanhadas de relatório da auditoria
independente contendo seção separada contendo incerteza relevante relacionada com a continuidade
operacional ou opinião modificada sobre as demonstrações financeiras;
c) a companhia emissora ou qualquer de suas controladas não apresentaram evento de
inadimplência de dívida relevante que não esteja divulgado, de acordo com as normas contábeis
aplicáveis, em nota explicativa da última demonstração financeira anual ou da última informação
trimestral enviada à CVM; e
d) todos os documentos requeridos no art. 12-E que acompanham o pedido de registro automático,
incluindo as informações incorporadas por referência no prospecto do programa, foram entregues, estão
completos e foram elaborados de acordo com o conteúdo previsto nas normas específicas.
 Item 14-C com redação dada pela Instrução CVM no
584, de 22 de março de 2017.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
70
15. outras informações ou documentos exigidos pela CVM em regulação específica.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
71
ANEXO III
Capa do Prospecto
(DENOMINAÇÃO SOCIAL)
(ENDEREÇO)
(VALOR DA EMISSÃO – em R$)
(CLASSIFICAÇÃO DE RISCO, se houver)
CÓDIGO ISIN: ………
INDICAÇÃO DO ÓRGÃO SOCIETÁRIO QUE APROVOU A OFERTA
REGISTRO NA CVM: ………
DATA: ………
EMISSÃO DE ……… (DE) [VALORES MOBILIÁRIOS] ……… (QUANTIDADE) (TÍTULO,
ESPÉCIE, FORMA E CLASSE) [DO VALOR NOMINAL DE ……… (SEM VALOR NOMINAL)], AO
PREÇO UNITÁRIO DE ……… , DELIBERADA PELA AGE/RCA DE ……… DE ………DE ……… (RERATIFICADA
PELA AGE/RCA DE ……… DE ……… DE ………), CONFORME ATA(S)
PUBLICADA(S) NO(S) JORNAL(IS) ……… DE ……… SOBRAS A SEREM DISTRIBUÍDAS NO
MERCADO ……… QUANTIDADE MÍNIMA DE SOBRAS A SEREM DISTRIBUÍDAS NO
MERCADO …..
“O REGISTRO DA PRESENTE DISTRIBUIÇÃO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA CVM,
GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS OU EM JULGAMENTO
SOBRE A QUALIDADE DA COMPANHIA EMISSORA, BEM COMO SOBRE OS/AS [VALORES
MOBILIÁRIOS] A SEREM DISTRIBUÍDOS/AS.”
“OS INVESTIDORES DEVEM LER A SEÇÃO FATORES DE RISCO, NAS PÁGINAS …….. A
……..”
e, se for o caso,
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
72
“OS VALORES MOBILIÁRIOS OBJETO DA PRESENTE OFERTA NÃO SERÃO
NEGOCIADOS EM BOLSA DE VALORES OU EM SISTEMA DE MERCADO DE BALCÃO, NÃO
PODENDO SER ASSEGURADA A DISPONIBILIDADE DE INFORMAÇÕES SOBRE OS PREÇOS
PRATICADOS OU SOBRE OS NEGÓCIOS REALIZADOS.”
ÍNDICE
(Indicando tópicos, subtópicos e as respectivas páginas)
1. RESUMO CONTENDO AS CARACTERÍSTICAS DA OPERAÇÃO
1.1 Breve descrição da operação, incluindo apresentação da emissora e das Instituições
Intermediárias envolvidas, identificação do público alvo, preços e montante da emissão e indicação sobre
a admissão à negociação em bolsas de valores, mercado de balcão organizado ou mercado de balcão não
organizado.
1-A. SUMÁRIO DA EMISSORA (item facultativo)
1-A.1 Breve descrição da emissora com as informações que o ofertante deseja destacar em
relação àquelas contidas no formulário de referência, dentro dos parâmetros estabelecidos no art. 40.
 Item 1-A incluído pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
2. IDENTIFICAÇÃO DE ADMINISTRADORES, CONSULTORES E AUDITORES
2.1 Nome, endereço comercial e telefones de contato dos administradores, que poderão prestar
esclarecimentos sobre a oferta;
2.2 Nome, endereço comercial e telefones dos consultores (bancários, legais, etc.) envolvidos
na oferta e responsáveis por fatos ou documentos citados no prospecto;
2.3 Nome, endereço comercial e telefones dos auditores responsáveis por auditar as
demonstrações financeiras dos 3 (três) últimos exercícios sociais; e
2.4 Declaração, nos termos do art. 56, atestando a veracidade das informações contidas no
prospecto.
3. INFORMAÇÕES RELATIVAS À OFERTA
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
73
3.1 COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL
3.1.1 Capital Social Atual (incluindo destaque, em termos quantitativos e percentuais, acerca dos
acionistas que detenham mais de 5% (cinco por cento) do capital social, por participação total e por
classe/espécie); e
3.1.2 Capital Social após o Aumento, se for o caso.
3.2 CARACTERÍSTICAS E PRAZOS
3.2.1 Descrição da Oferta e dos Valores Mobiliários a serem emitidos, incluindo, no mínimo,
informações relativas:
3.2.1.1 à quantidade de valores mobiliários a serem emitidos de cada classe e espécie e aos seus
direitos, vantagens e restrições, inclusive quanto à submissão a direito de preferência, especificando,
ainda, aqueles direitos, vantagens e restrições decorrentes de eventuais decisões da assembléia ou do
conselho de administração que deliberou o aumento;
3.2.1.2 ao valor total de emissão ou à forma de cálculo do valor total de emissão, em moeda
corrente;
3.2.1.3 às autorizações societárias necessárias à emissão ou distribuição dos valores mobiliários,
identificando os órgãos deliberativos responsáveis e as respectivas reuniões em que foi aprovada a
operação;
3.2.1.4 eventuais condições a que a oferta pública esteja submetida;
3.2.1.5 na hipótese de emissão de valores mobiliários sem valor nominal, à parte do preço de
emissão destinada à formação de reserva de capital, se houver; e
3.2.1.6 à cotação em bolsa de valores ou mercado de balcão dos valores mobiliários a serem
distribuídos, inclusive no exterior, identificando (i) cotação mínima, média e máxima de cada ano, nos
últimos 5 anos; cotação mínima, média e máxima de cada trimestre, nos últimos 2 anos; e cotação
mínima, média e máxima de cada mês, nos últimos 6 meses; informando ainda, caso tenha ocorrido
aumento de capital ou distribuição de dividendos no período, a época em que foram iniciadas as
negociações “ex-direitos”.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
74
3.2.2 No caso de emissão primária de ações, justificativa do preço de emissão dos valores
mobiliários a serem distribuídos, bem como do critério adotado para a sua fixação.
3.2.3 Cronograma das etapas da oferta, destacando, no mínimo:
3.2.3.1 as datas previstas para o início e o término/resultado da oferta, a possibilidade de sua
suspensão ou a sua prorrogação, conforme o caso, ou, ainda, na hipótese de não serem conhecidas, a
forma como serão anunciadas tais datas, bem como a forma como será dada divulgação a quaisquer
anúncios relacionados à oferta; e
3.2.3.2 os prazos, condições e forma para: (i) manifestações de aceitação dos investidores
interessados e de revogação da aceitação, (ii) subscrição, integralização e entrega de respectivos
certificados, conforme o caso, (iii) distribuição junto ao público, (iv) posterior alienação dos valores
mobiliários adquiridos pelo líder em decorrência da prestação de garantia, (v) pagamento e
financiamento, se for o caso, (vi) para entrega dos certificados dos valores mobiliários ou títulos múltiplos
ou das cautelas que as representem, (vii) devolução e reembolso aos investidores, se for o caso, e (viii)
quaisquer outras datas relativas à oferta pública de interesse para os investidores ou ao mercado em geral.
3.2.4 Diluição (somente aplicável na hipótese de emissão de ações, bônus de subscrição ou
debêntures conversíveis em ações):
3.2.4.1 elaborar descrição comparativa do preço de emissão com o preço pago por
administradores, controladores ou detentores de opções em aquisições de ações nos últimos cinco anos;
3.2.4.2 apresentar o valor e percentual de diluição imediata resultante da emissão, computada pela
diferença entre o preço das ações emitidas e o seu valor patrimonial, com base na última informação
contábil disponível; e
3.2.4.3 apresentar a diluição imediata dos acionistas que não subscreverem as ações emitidas, ou
dos investidores que as subscreveram na oferta.
3.2.5 Informação sobre eventual destinação da oferta pública ou partes da oferta pública a
investidores específicos e a descrição destes investidores;
3.2.6 Restrições a Acionistas: Informar se há acionistas sujeitos a restrições de venda de ações,
discriminando-os e detalhando tais restrições;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
75
3.2.7 Declaração de inadequação do investimento para tipos de investidores, caso o investimento
seja inadequado para determinados tipos de investidores, especificá-los, declarando, em destaque, tal
inadequação;
3.2.8 Admissão à negociação em bolsas de valores, mercado de balcão organizado ou mercado
de balcão não organizado; e
3.2.9 Esclarecer sobre os procedimentos previstos nos arts. 25 a 28 da Instrução a respeito da
eventual modificação da oferta, notadamente quanto aos efeitos do silêncio do investidor.
3.3 CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
3.3.1 Especificar as condições do contrato de distribuição no que concerne à colocação dos
valores mobiliários junto ao público e eventual garantia de subscrição prestada pelo líder e consorciados,
especificando a quota de cada um, se for o caso, além de outras cláusulas consideradas de relevância para
o investidor, indicando o local onde a cópia do contrato está disponível para consulta ou cópia; e
3.3.2 Relações da empresa emissora com o líder da distribuição e coordenadores participantes do
consórcio de distribuição, tais como empréstimos, investimentos e outras relações eventualmente
existentes, inclusive com instituições financeiras que tenham relações societárias com os consorciados; e
3.3.3 Demonstrativo do Custo da Distribuição – informar:
3.3.3.1 a porcentagem em relação ao preço unitário de distribuição;
3.3.3.2 a Comissão de Coordenação;
3.3.3.3 a Comissão de Colocação;
3.3.3.4 a Comissão de Garantia de Subscrição;
3.3.3.5 Outras Comissões (especificar);
3.3.3.6 o Custo Unitário de Distribuição;
3.3.3.7 as Despesas decorrentes do Registro; e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
76
3.3.3.8 outros custos relacionados.
3.4 CONTRATO DE GARANTIA DE LIQUIDEZ, DE ESTABILIZAÇÃO DE PREÇO E/OU
CONTRATO DE OPÇÃO DE COLOCAÇÃO DE LOTE SUPLEMENTAR: Caso tenham sido firmados,
informar suas principais características, em conformidade com as normas expedidas pela CVM, com
indicação do local onde pode ser obtida cópia do contrato.
3.5 DESTINAÇÃO DE RECURSOS (somente aplicável à distribuição de valores mobiliários
de emissão do próprio ofertante)
3.5.1 Exposição clara e objetiva do destino dos recursos provenientes da emissão, bem como seu
impacto na situação patrimonial e nos resultados da emissora;
3.5.1.1 Se os recursos forem, direta ou indiretamente, utilizados na aquisição de ativos, à exceção
daqueles adquiridos no curso regular dos negócios, descrever sumariamente esses ativos e seus custos. Se
forem adquiridos de partes relacionadas, informar de quem serão comprados e como o custo será
determinado;
3.5.1.2 Se os recursos forem utilizados para adquirir outros negócios, apresentar descrição sumária
desses negócios e o estágio das aquisições. Se forem adquiridos de partes relacionadas, informar de quem
serão comprados e como o custo será determinado;
3.5.1.3 Se parte significativa dos recursos for utilizada para abater dívidas, descrever taxa de juros
e prazo dessas dívidas e, para aquelas incorridas a partir do ano anterior, apresentar a destinação daqueles
recursos, nos termos dos itens 3.5.1.1 e 3.5.1.2; e
3.5.1.4 No caso de apenas parte dos recursos ser obtida através da distribuição, quais outras
formas de captação previstos para atingir seu objetivo. E na hipótese de serem vários objetivos e apenas
parte dos recursos for obtida, quais objetivos serão prioritários.
3.5.2 Outras Fontes de Recursos – Se houver, discriminar outras fontes de recursos os quais terão
destinação associada àquela relativa à distribuição pública; e
3.5.3 Fontes alternativas de captação, em caso de distribuição parcial.
3.6 Informações a serem dadas na hipótese de constituição de companhia:
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
77
3.6.1 existência ou não de autorização para aumento de capital, independentemente de reforma
estatutária;
3.6.2 obrigações assumidas pelos fundadores, os contratos assinados no interesse da futura
companhia e as quantias despendidas e por despender;
3.6.3 as vantagens particulares a que terão direito os fundadores ou terceiros, e o dispositivo do
projeto do estatuto que os regula;
3.6.4 autorização governamental para constituir-se a companhia, se necessária;
3.6.5 instituições autorizadas a receber as entradas;
3.6.6 solução prevista para o caso de excesso de subscrição;
3.6.7 prazo dentro do qual deverá realizar-se a assembléia de constituição da companhia, ou a
preliminar para avaliação de bens, se for o caso;
3.6.8 o nome, a nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos fundadores, ou, se pessoa
jurídica, a firma ou denominação, nacionalidade e sede, bem como o número e espécie de ações que cada
um houver subscrito; e
3.6.9 a instituição financeira líder da distribuição, em cujo poder ficarão depositados os originais
do prospecto e do projeto de estatuto, com os documentos a que fizeram menção, para exame de qualquer
interessado.
3.7 ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA
3.7.1 Obrigatório nos casos indicados no art. 32 desta Instrução e facultativo nas demais
hipóteses; e
3.7.1 Obrigatório nos casos indicados no art. 32 desta Instrução e em ofertas de distribuição de
cotas de fundos de investimento imobiliário e facultativo nas demais hipóteses;
 Item 3.7.1 com redação dada pela Instrução CVM nº 571, de 25 de novembro de 2015.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
78
3.7.2 Deverá contemplar:
3.7.2.1 análise da demanda para as principais linhas de produto e/ou serviço da emissora, que
represente uma percentagem substancial de seu volume global de receitas;
3.7.2.2 suprimento de matérias primas; e
3.7.2.3 retorno do investimento, expondo clara e objetivamente cada uma das premissas adotadas
para a sua elaboração.
3.7.2.3 retorno do investimento, expondo clara e objetivamente cada uma das premissas adotadas
para a sua elaboração; e
 Item 3.7.2.3 com redação dada pela Instrução CVM nº 571, de 25 de novembro de 2015.
3.7.3 No caso de ofertas públicas de distribuição de cotas de fundos de investimento imobiliário, o
estudo de viabilidade deverá se referir à viabilidade técnica, comercial, econômica e financeira do
empreendimento imobiliário, contendo, inclusive, o disposto no item 3.7.2.3 acima.
 Item 3.7.3 incluído pela Instrução CVM nº 571, de 25 de novembro de 2015.
4. FATORES DE RISCO
4.1 Expor, em ordem de relevância, os fatores relacionados com a emissão, com o valor
mobiliário, com a emissora, com o setor da economia em que atua ou que passará a atuar, com seus
acionistas e com o ambiente macroeconômico que possam, de alguma forma, fundamentar decisão de
investimento de potencial investidor, devendo ser considerado no horizonte de análise de risco o prazo do
investimento e do valor mobiliário distribuído e a cultura financeira dos investidores destinatários da
oferta.
4. FATORES DE RISCO DA OFERTA
4.1 Expor, em ordem de relevância, os fatores de risco relacionados com a oferta e com o valor
mobiliário que possam, de alguma forma, fundamentar decisão de investimento de potencial investidor,
devendo ser considerado no horizonte de análise de risco o prazo do investimento e do valor mobiliário
distribuído e a cultura financeira dos investidores destinatários da oferta.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
79
 Item 4 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
5. SITUAÇÃO FINANCEIRA
5.1 DISCUSSÃO E ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
5.1.1 Deve-se discutir a situação financeira da emissora, as alterações desta situação e os
resultados relativos a cada um dos exercícios sociais para os quais forem apresentadas demonstrações
financeiras para fins de obtenção do registro de distribuição, incluindo as causas, suficientes ao
entendimento do investidor sobre os negócios da emissora, de alterações materiais por cada ano em cada
item das demonstrações financeiras;
5.1.2 Deve-se fornecer informações necessárias para o investidor compreender as condições
financeiras da companhia e seus resultados; e
5.1.3 Deve-se discutir e analisar a capacidade de pagamento da companhia emissora
relativamente aos seus compromissos financeiros
5.2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO ÚLTIMO EXERCÍCIO, INFORMAÇÕES
TRIMESTRAIS E EVENTOS SUBSEQÜENTES
5.2.1 Demonstrações Financeiras, com os respectivos pareceres dos auditores independentes e
relatórios da administração, relativas aos três últimos exercícios sociais encerrados;
5.2.2 Últimas Informações Trimestrais;
5.2.3 Detalhar os eventos subseqüentes relevantes não mencionados nas demonstrações
financeiras e informações trimestrais.
5. FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA
5.1. Anexar o último formulário de referência entregue pela companhia emissora ou incorporálo
por referência indicando a página na rede mundial de computadores na qual possa ser consultado.
 Item 5 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
80
6. INFORMAÇÕES RELATIVAS À COMPANHIA EMISSORA
Devem ser apresentadas as informações atualizadas constantes do registro de companhia aberta, na
forma abaixo. Se houver terceiros prestadores de garantia ou destinatários dos recursos, também deverão
ser apresentadas tais informações relativamente a estes, para fins de análise de risco.
6.1 HISTÓRICO
6.1.1 Denominação social, sede, objeto social, data de fundação, prazo de duração, data de
registro na CVM (se houver) ou indicação que o registro está sendo requerido;
6.1.2 Eventos relevantes no desenvolvimento das atividades da emissora;
6.1.3 Descrição dos principais investimentos e desinvestimentos de capital, inclusive
participações em outras sociedades, nos últimos 3 exercícios sociais;
6.1.4 Descrição dos investimentos e desinvestimentos de capital em andamento, incluindo a
distribuição de tais investimentos geograficamente e o método de financiamento (recursos próprios ou de
terceiros);
6.1.5 Indicação de Ofertas Públicas de Aquisição de ações da emissora efetuada por terceiros ou
efetuada pela emissora com vistas à aquisição de ações de emissão de outras companhias que ocorreram
no último e no presente exercícios sociais, bem como uma descrição de tais ofertas, incluindo o preço, as
condições e o seu resultado;
6.1.6 Eventos de transformação e/ou reestruturação societária ocorridos nos últimos 5 anos;
6.1.7 Investimentos relevantes em outras sociedades;
6.1.8 Identificação dos contratos relevantes celebrados pela companhia não diretamente
relacionados com suas atividades operacionais; e
6.1.9 Descrição de ofertas públicas de distribuição efetuadas pela companhia ou por terceiros
envolvendo valores mobiliários de emissão da companhia ocorridas nos últimos dois exercícios sociais ou
no presente, se houver, bem como sobre a existência de ofertas públicas feitas pela companhia relativas a
ações de emissão de outra companhia no mesmo período.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
81
6.2 ATIVIDADES – Descrição detalhada, atinente aos 3 (três) últimos exercícios sociais:
6.2.1 das atividades, operações, produtos, serviços, negócios, mercados de atuação da
companhia e suas subsidiárias, incluindo aqueles ainda em desenvolvimento ou a serem desenvolvidos,
com o detalhamento da sua contribuição para a receita da companhia e sua eventual sazonalidade;
6.2.2 da influência de matéria prima e insumos nas atividades descritas em 6.2.1, de eventual
volatilidade em seus preços, do relacionamento com os fornecedores, bem como se está sujeita a controle
ou regulamentação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável;
6.2.3 da influência de direitos de propriedade intelectual, tais como, patentes, licenças industriais
ou comerciais, marcas, ou contratos de transferência de tecnologia nas atividades descritas em 6.2.1;
6.2.4 da dependência de contratos de financiamento relevantes ao desempenho das atividades
descritas em 6.2.1;
6.2.5 contratos relevantes para o desenvolvimento das atividades descritas em 6.2.1;
6.2.6 dos canais de comercialização utilizados pela companhia, incluindo explicação de qualquer
método especial de venda; e
6.2.7 dos principais estabelecimentos e dos ativos ligadas às atividades descritas em 6.2.1.
6.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
6.3.1 Se for o caso, descrever o grupo econômico de empresas em que se insere a companhia, a
descrição de participação relevante que detenha em sociedades deste grupo e quaisquer operações de
reestruturação ocorridas no grupo, nos 3 (três) últimos exercícios sociais.
6.4 PROPRIEDADES, PLANTAS E EQUIPAMENTOS
6.4.1 Descrever detalhadamente os ativos imobilizados relevantes, inclusive aqueles objeto de
arrendamento, destacando planos de expansão existentes, suas justificativas e características, respectivas
previsões de gastos futuros e as despesas passadas, bem como as questões ambientais relacionadas com
tais ativos.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
82
6.5 COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL
6.5.1 Acionistas (descrição dos acionistas que detenham mais de 5% do capital social, por
participação total e por classe/espécie, em termos quantitativos e percentuais, inclusive se há limitação ou
peculiaridades relativas ao exercício do direito de voto por tais acionistas, mesmo que decorrentes de
acordos de acionistas);
6.5.1.1 Indicação de alterações relevantes na participação dos membros do grupo de controle, nos
3 últimos exercícios sociais.
6.5.2 Ações em Tesouraria – descrição da quantidade de ações em tesouraria e das políticas
empregadas pela administração para a negociação de valores mobiliários de emissão da própria
companhia;
6.5.3 Valores Mobiliários emitidos pela companhia (conversíveis ou não);
6.5.3.1 Descrição, montante, valor por ação, situação de integralização, capital autorizado (e sua
destinação, se houver);
6.5.3.2 Direitos, vantagens e restrições;
6.5.3.3 Indicação da quantidade e descrição das ações de própria emissão detidas pela companhia;
6.5.3.4 Política de dividendos dos últimos 5 (cinco) anos, contendo detalhamento da forma de
pagamento, prescrição, direitos em caso de não pagamento; e
6.5.3.5 Descrição de outros valores mobiliários emitidos pela companhia, com indicando de suas
características.
6.5.4 Acordos de Acionistas – descrição detalhada das cláusulas constantes dos acordos de
acionistas registrados junto à companhia; e
6.5.5 Transações com Partes Relacionadas: descrever toda e qualquer operação ou negócio
relevantes, existente ou em vias de existir, entre a companhia e partes relacionadas, inclusive no que diz
respeito à prestação de garantias de parte a parte, nos últimos 3 exercícios sociais.
6.6 ADMINISTRAÇÃO
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
83
6.6.1 Composição – Nome, endereço comercial, cargo, data da posse, prazo do mandato e
sumário de experiência profissional dos membros, efetivos e suplentes, dos conselhos de administração e
fiscal e dos diretores da companhia;
6.6.1.1 Indicar se existe relação familiar entre quaisquer administradores ou entre estes e acionista
controlador;
6.6.1.2 Ações direta ou indiretamente detidas pelos administradores, incluindo decorrentes de
planos de opção de compra de ações, exercidas ou não, e outros valores mobiliários conversíveis em
ações da emissora; e
6.6.1.3 Contratos ou outras obrigações relevantes existentes entre os administradores e a
companhia – descrição sucinta.
6.6.2 Diretor de Relações com Investidores – Nome, endereço comercial, telefone, fax, endereço
de correio eletrônico e site da companhia na Internet;
6.6.3 Remuneração – descrição da remuneração global percebida pelos administradores no
último exercício social, inclusive decorrente de planos de opção de compra de ações; e
6.6.4 Planos de Opção de Compra de Ações – breve descrição, incluindo beneficiários (se
administradores) e a indicação das condições, preços e prazos de exercício e a quantidade de ações objeto
de exercício no último exercício social e no presente.
6.7 PESSOAL
6.7.1 Descrição do grupo de empregados da companhia, na totalidade e por grupos com base na
atividade desempenhada ou por localização geográfica, indicando o número médio de empregados
durante, ou ao final de, cada um dos 3 (três) últimos exercícios, incluindo políticas de remuneração e
benefícios diversos, com a indicação de passivos relevantes e contingências trabalhistas relevantes;
6.7.2 Descrição das relações entre a companhia e os respectivos sindicatos de seus empregados;
e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
84
6.7.3 Descrição de Planos de Opção de Compra de Ações destinados a empregados, com
detalhamento na forma do item 6.6.4 acima, e de outras formas de seu envolvimento no capital da
companhia.
6.8 CONTINGÊNCIAS JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS
6.8.1 Descrição das contingências judiciais e administrativas relevantes, em curso ou potenciais,
decorrentes de práticas adotadas pela companhia.
6.9 OUTRAS INFORMAÇÕES E CONTINGÊNCIAS RELEVANTES
6.9.1 Descrição de outras informações que a companhia julgar relevantes ou de contingências
não abrangidas pelos itens anteriores.
6. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO ÚLTIMO EXERCÍCIO, INFORMAÇÕES
TRIMESTRAIS E EVENTOS SUBSEQUENTES
6.1 Anexar as Demonstrações Financeiras, com os respectivos pareceres dos auditores
independentes e relatórios da administração, relativas aos três últimos exercícios sociais encerrados ou
incorporá-las por referência indicando a página na rede mundial de computadores na qual possam ser
consultadas; e
6.2 Anexar as últimas Informações Trimestrais ou incorporá-las por referência indicando a
página na rede mundial de computadores na qual possam ser consultadas.
 Item 6 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
7. DEMAIS INFORMAÇÕES CONSTANTES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS,
INFORMAÇÕES ANUAIS E INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS QUE NÃO TIVEREM SIDO
ANTERIORMENTE DESTACADAS NO PROSPECTO.
7. INFORMAÇÕES RELATIVAS AO TERCEIRO PRESTADOR DE GARANTIA OU
DESTINATÁRIO DOS RECURSOS
7.1 Identificar denominação social, sede e objeto social; e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
85
7.2 Apresentar as informações descritas nos itens 3.7, 6.1 a 6.3, 7.1, 8, 12.1, 12.6, 13.2, 15.1,
16.2, 17.1, 18.5 e 22.3 do formulário de referência.
 Item 7 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
8. DECLARAÇÃO DE QUE QUAISQUER OUTRAS INFORMAÇÕES OU
ESCLARECIMENTOS SOBRE A COMPANHIA E A DISTRIBUIÇÃO EM QUESTÃO PODERÃO
SER OBTIDAS JUNTO AO LÍDER E/OU CONSORCIADOS E NA CVM.
9. OUTROS DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES QUE A CVM JULGAR NECESSÁRIOS.
ANEXOS
10. ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA OU DA REUNIÃO DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO QUE DELIBEROU A EMISSÃO.
11. ESTATUTO SOCIAL ATUALIZADO DA EMISSORA.
11. ESTATUTO SOCIAL ATUALIZADO DA EMISSORA.
11.1. Anexar o estatuto social atualizado da emissora ou incorporá-lo por referência indicando a
página na rede mundial de computadores na qual possa ser consultado.
 Item 11 com redação dada pela Instrução CVM nº 584, de 22 de março de 2017.
12. ESCRITURA DE EMISSÃO DE DEBÊNTURES, SE FOR O CASO.
13. CASO TENHA SIDO CONTRATADA AGÊNCIA ESPECIALIZADA PARA
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO, ANEXAR A SÚMULA OU O RELATÓRIO DA CLASSIFICAÇÃO.
NOTA: A apresentação da íntegra das demonstrações financeiras e dos documentos de informações
periódicas IAN e ITR (itens 5.2.1, 5.2.2 e 11) poderá ser dispensada, desde que todas as informações
constantes das demonstrações financeiras, do IAN e do ITR sejam incluídas nas respectivas seções do
prospecto ou, quando não houver tais seções, no item 7.
NOTA: REVOGADA
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
86
Nota revogada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
87
Anexo acrescentado pela Instrução CVM nº 442, de 8 de dezembro de 2006
ANEXO III-A
INFORMAÇÕES ADICIONAIS DO PROSPECTO RELATIVAS A OFERTAS DECORRENTES DE
OPERAÇÕES DE SECURITIZAÇÃO
1. INFORMAÇÕES SOBRE A ESTRUTURA DA OPERAÇÃO:
1.1. Identificação das instituições contratadas pelo ofertante, incluindo, conforme o caso, o gestor, o
custodiante, a agência de classificação de risco, o auditor independente, o agente fiduciário e
outros prestadores de serviço, acompanhada de descrição breve de suas respectivas funções.
1.1 Identificação das instituições contratadas pelo ofertante, incluindo, conforme o caso, o gestor, o
custodiante, a agência de classificação de risco, o auditor independente, o agente fiduciário,
consultor especializado e outros prestadores de serviço, acompanhada de descrição breve de suas
respectivas funções e dos critérios adotados para sua contratação.
 Item 1.1 com redação dada pela Intrução CVM nº 531, de 6 de fevereiro de 2013.
1.2. Descrição de quaisquer tipos de relações societárias ou ligações contratuais relevantes (tais como
relações negociais ou parcerias comerciais) que existam, conforme o caso, entre os
administradores e acionistas controladores do ofertante, o gestor, o custodiante, originadores,
cedentes, provedores de reforço de crédito, devedores expressivos, e outros prestadores de
serviços.
1.3. Indicação do valor da remuneração ou da fórmula utilizada para calcular a remuneração dos
administradores e, se for o caso, do gestor do ofertante, e os honorários que o custodiante e outros
prestadores de serviços receberão para a prestação de seus serviços, identificando a fonte para
pagamento de tais despesas, bem como eventual prioridade de recebimento que lhes seja dada.
1.4. Descrição dos critérios e procedimentos para substituição dos administradores do ofertante, do
auditor independente e, se for o caso, do gestor, do custodiante, da agência de classificação de
risco, do agente fiduciário e de outros prestadores de serviço.
1.5. Descrição dos direitos atribuídos e das principais características dos valores mobiliários ofertados,
individualizadas por classes e séries, se for o caso, e abrangendo, em particular:
1.5.1. identificação da rentabilidade assegurada ou prevista;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
88
1.5.2. condições para emissão, negociação, amortização e resgate dos valores mobiliários;
1.5.3. divulgação do cronograma previsto para distribuição de recursos aos titulares dos valores
mobiliários ofertados, mediante amortização ou resgate, por classe, com descrição das prioridades
de pagamento e respectivas alocações por classe de valores mobiliários emitidos.
1.5.4. informação sobre requisitos ou exigências mínimas de investimento, caso existam, bem como
sobre eventuais restrições à transferência de cotas.
1.6. Descrição dos aspectos tributários relevantes acerca dos valores mobiliários ofertados,
mencionando os principais tributos incidentes em sua subscrição ou transferência, bem como se há
tratamento tributário diferenciado conforme os principais tipos de investidor que os subscreva.
1.7. Possibilidade de os créditos cedidos serem acrescidos, removidos ou substituídos, com indicação
das condições em que tais eventos poderão ocorrer e dos efeitos que poderão ter sobre a
regularidade dos fluxos de pagamentos a serem distribuídos aos titulares dos valores mobiliários
ofertados.
1.8. Informação e descrição dos reforços de créditos e outras garantias existentes, expondo de que
forma tais mecanismos podem ajudar ou facilitar os pagamentos aos titulares dos valores
mobiliários ofertados, abrangendo, entre outros aspectos relevantes, a estrutura e vigência dos
reforços, eventuais limites existentes e condições que tenham que ser atendidas para que os
mesmos possam ser acionados, informando como serão suportadas eventuais perdas que não
estejam cobertas pelos reforços ou garantias previstos.
1.9. Informação sobre eventual utilização de instrumentos derivativos que possam alterar os fluxos de
pagamento previstos para os titulares dos valores mobiliários ofertados. Caso os derivativos sejam
utilizados como forma de proteção da carteira, devem ser divulgados do mesmo modo e sob as
mesmas regras descritas nos dois itens anteriores.
1.10. Política de investimento do ofertante, discriminando inclusive os métodos e critérios utilizados
para seleção dos ativos.
2. INFORMAÇÕES SOBRE OS DIREITOS CREDITÓRIOS:
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
89
2.1. Informações descritivas das características relevantes dos direitos creditórios, tais como: número
de direitos creditórios cedidos e valor total, expresso em Reais; taxas de juros (discriminando o
regime, se simples ou compostos) ou de retornos incidentes sobre os créditos cedidos; prazos de
vencimento dos créditos, períodos de amortização, finalidade dos créditos; descrição das garantias
eventualmente previstas para o conjunto de ativos, dentre outras.
2.2. Descrição da forma como se operou ou como se operará a cessão dos créditos ao ofertante,
destacando-se as passagens relevantes de eventuais contratos firmados com este propósito, e
indicação acerca do caráter definitivo, ou não, da cessão.
2.3. Indicação dos níveis de concentração dos direitos creditórios, por devedor, em relação ao valor
total dos créditos que servem de lastro para os valores mobiliários ofertados.
2.4. Descrição dos critérios adotados pelo originador ou cedente para concessão de crédito.
2.5. Procedimentos de cobrança e pagamento, abrangendo a periodicidade e condições de pagamento.
2.6. Informações estatísticas sobre inadimplementos, perdas ou pré-pagamento de créditos de mesma
natureza dos direitos creditórios que comporão o patrimônio do ofertante, compreendendo um
período de 3 (três) anos imediatamente anteriores à data da oferta, acompanhadas de exposição da
metodologia utilizada para efeito desse cálculo.
2.7. Se as informações requeridas no item 2.6 supra não forem de conhecimento dos administradores
do ofertante ou do intermediário da oferta, nem possam ser por eles obtidas, tal fato deve ser
divulgado, juntamente com declaração de que foram feitos esforços razoáveis para obtê-las. Sem
prejuízo, devem ser divulgadas as informações que o administrador e o intermediário tenham a
respeito, ainda que parciais.
2.8. Informação sobre situações de pré-pagamento dos direitos creditórios, com indicação de possíveis
efeitos desse evento sobre a rentabilidade dos valores mobiliários ofertados.
2.9. Identificação de quaisquer eventos, previstos nos contratos firmados para estruturar a operação,
que possam acarretar a liquidação ou amortização antecipada dos créditos cedidos ao ofertante,
bem como quaisquer outros fatos que possam afetar a regularidade dos fluxos de pagamento
previstos.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
90
2.10. Descrição das principais disposições contratuais, ou, conforme o caso, do regulamento do
ofertante ou da escritura de emissão, que disciplinem as funções e responsabilidades do
custodiante ou do agente fiduciário, conforme o caso, e demais prestadores de serviço, com
destaque para:
2.10.1. procedimentos para recebimento e cobrança dos créditos, bem como medidas de segregação dos
valores recebidos quando da liquidação dos direitos creditórios;
2.10.2. procedimentos do custodiante ou do agente fiduciário, conforme o caso, e de outros prestadores de
serviço com relação a inadimplências, perdas, falências, recuperação, incluindo menção quanto a
eventual execução de garantias; e
2.10.3. procedimentos do custodiante ou do agente fiduciário, conforme o caso, e de outros prestadores de
serviço com relação à verificação do lastro dos direitos creditórios.
2.10.2 procedimentos do custodiante ou do agente fiduciário, conforme o caso, e de outros prestadores de
serviço com relação a inadimplências, perdas, falências, recuperação, incluindo menção quanto a
eventual execução de garantias;
2.10.3 procedimentos do custodiante ou do agente fiduciário, conforme o caso, e de outros prestadores de
serviço com relação à verificação do lastro dos direitos creditórios; e
 Itens 2.10.2 e 2.10.3 com redação dada pela Intrução CVM nº 531, de 6 de fevereiro de 2013.
2.10.4 procedimentos do custodiante e de outros prestadores de serviço com relação à guarda da
documentação relativa aos direitos creditórios.
 Item 2.10.4 incluído pela Intrução CVM nº 531, de 6 de fevereiro de 2013.
2.11. Informação sobre eventuais taxas de desconto praticadas pelos administradores do ofertante na
aquisição de direitos creditórios.
2.12 Descrição dos procedimentos adotados pelo administrador para verificar o cumprimento das
obrigações dos prestadores de serviços eventualmente contratados para a realização de consultoria
especializada, gestão, custódia e cobrança de créditos inadimplidos.
 Item 2.12 incluído pela Intrução CVM nº 531, de 6 de fevereiro de 2013.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
91
3. INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE FATORES DE RISCO:
3.1. Riscos decorrentes dos critérios adotados pelo originador ou cedente para concessão de crédito.
3.2. Riscos decorrentes dos negócios e da situação patrimonial e financeira do devedor ou coobrigado
enquadrado nas hipóteses previstas nos itens 5.2 e 5.3 deste Anexo.
3.3. Possibilidade de os direitos creditórios que servem de lastro para a emissão virem a ser alcançados
por obrigações do originador ou de terceiros, inclusive em decorrência de pedidos de recuperação
judicial ou de falência, ou planos de recuperação extrajudicial, ou em outro procedimento de
natureza similar.
3.4. Eventuais restrições de natureza legal ou regulatória que possam afetar adversamente a validade
da constituição e da cessão dos direitos creditórios para o ofertante, bem como o comportamento
do conjunto dos créditos cedidos e os fluxos de caixa a serem gerados.
3.5. Eventos específicos com relação à operação que possam dar ensejo ao inadimplemento ou
determinar a antecipação, liquidação ou amortização dos pagamentos.
3.6. Riscos inerentes às emissões lastreadas em créditos imobiliários, em que os imóveis vinculados a
créditos imobiliários ainda não tenham recebido o “habite-se” do órgão administrativo
competente.
3.7. Quaisquer outros riscos decorrentes da estrutura da operação e das características e da natureza
dos direitos creditórios e demais ativos que integrarão o patrimônio do ofertante.
4. INFORMAÇÕES SOBRE ORIGINADORES:
4.1. Identificação dos originadores e cedentes que representem ou possam vir a representar mais de
10% (dez por cento) dos créditos cedidos ao ofertante, devendo ser informado seu tipo societário,
e características gerais de seu negócio, e, se for o caso, descrita sua experiência prévia em outras
operações de securitização tendo como objeto o mesmo ativo objeto da securitização.
4.2. Em se tratando de originadores responsáveis por mais que 20% (vinte por cento) dos direitos
creditórios cedidos ao ofertante, quando se tratar dos direitos creditórios originados de warrants e
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
92
de contratos mercantis de compra e venda de produtos, mercadorias ou serviços para entrega ou
prestação futura, bem como em títulos ou certificados representativos desses contratos, além das
informações previstas no item 4.1, devem ser apresentadas suas demonstrações financeiras de
elaboradas em conformidade com a Lei nº 6.404/76 e a regulamentação editada pela CVM,
auditadas por auditor independente registrado na CVM, referentes ao último exercício social.
Essas informações não serão exigíveis quando os direitos creditórios forem originados por
instituições financeiras de demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil.
5. INFORMAÇÕES SOBRE DEVEDORES OU COOBRIGADOS:
5.1. Principais características homogêneas dos devedores dos direitos creditórios.
5.2. Nome do devedor ou do obrigado responsável pelo pagamento ou pela liquidação de mais de 10%
(dez por cento) dos ativos que compõem o patrimônio do ofertante; tipo societário e características
gerais de seu negócio; natureza da concentração dos créditos cedidos; disposições contratuais
relevantes a eles relativas.
5.3. Em se tratando de devedores ou coobrigados responsáveis por mais de 20% (vinte por cento) dos
direitos creditórios, além das informações referidas no item 5.2, devem ser apresentadas suas
demonstrações financeiras, elaboradas em conformidade com a Lei nº 6.404/76, e a
regulamentação editada pela CVM, auditadas por auditor independente registrado na CVM,
referentes ao último exercício social. Essas informações não serão exigíveis quando o devedor ou
coobrigado for instituição financeira ou equiparada, autorizada a funcionar pelo Banco Central do
Brasil, e nas hipóteses em que haja dispensa de apresentação ou de arquivamento na CVM das
demonstrações financeiras, na forma da regulamentação em vigor.
5.4. Em se tratando de devedores ou coobrigados responsáveis por mais de 20% (vinte por cento) dos
direitos creditórios, quando o lastro dos CRA for um título de dívida cuja integralização dar-se-á
com recursos oriundos da emissão dos CRA, além das informações referidas nos itens 5.2 e 5.3,
deve ser apresentado um relatório que demonstre os impactos nos indicadores financeiros do
devedor ou do coobrigado referentes à dívida que será emitida para lastrear o certificado.
 Item 5.4 incluído pela Intrução CVM nº 600, de 1º de agosto de 2018.
6. ANEXOS ADICIONAIS:
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
93
6.1. Demonstrações financeiras de devedores ou coobrigados responsáveis por mais que 20% (vinte
por cento) dos direitos creditórios (itens 4.2 e 5.3), salvo quando se tratar de companhia aberta,
hipótese em que as demonstrações financeiras poderão ser incorporadas por referência.
6.1. Demonstrações financeiras de devedores ou coobrigados, exigidas nos termos do item 5.3,
podendo-se incorporar por referência as demonstrações de companhias abertas.
 Item 6.1 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
6.2. Demonstrações financeiras de originadores responsáveis por mais que 20% (vinte por cento) dos
créditos cedidos, salvo quando se tratar de companhia aberta, hipótese em que as demonstrações
financeiras poderão ser incorporadas por referência.
6.2. Demonstrações financeiras de originadores, exigidas nos termos do item 4.2, podendo-se
incorporar por referência as demonstrações de companhias abertas.
 Item 6.2 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
Cópia do Termo de Securitização de Créditos Imobiliários, quando se tratar de ofertas
públicas de distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI.
6.3. Cópia do Termo de Securitização de Créditos Imobiliários, quando se tratar de ofertas públicas de
distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI.
 Item 6.3 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
6.4. Cópia do Termo de Securitização de Créditos do Agronegócio, quando se tratar de ofertas
públicas de distribuição de Certificados de Recebíveis do Agronegócio – CRA.
 Item 6.4 incluído pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
94
Anexo acrescentado pela Instrução CVM nº 472, de 31 de outubro de 2008
ANEXO III-B
Informações adicionais do prospecto relativas a ofertas de cotas de emissão de fundo de
investimento imobiliário
INFORMAÇÕES ADICIONAIS DO PROSPECTO RELATIVAS A OFERTAS DE COTAS DE
EMISSÃO DE FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
 Título com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
1. POLÍTICA DE INVESTIMENTO
1.1 Indicação de quais ativos poderão integrar a carteira do fundo (incluindo especificação dos
respectivos percentuais) com destaque para os ativos que não sejam imóveis;
1.2 Localização geográfica das áreas em que o fundo irá adquirir imóveis ou direitos a eles
relacionados;
1.3 Espécies de imóveis ou direitos a eles relacionados passíveis de aquisição pelo fundo, inclusive
no que diz respeito à possibilidade de aquisição de imóveis gravadas com ônus reais;
1.4 Declaração sobre se as aquisições de imóveis terão por objetivo principal o ganho de capital ou
obtenção de renda;
1.5 Indicação do percentual máximo dos recursos do fundo que será alocado em um único imóvel;
1.6 No caso de investimento em outros valores mobiliários, especificação dos parâmetros mínimos
utilizados para seleção destes ativos;
1.7 Outras informações relevantes para o investidor, relativas à política de investimento do fundo e
aos riscos envolvidos.
2. DESCRIÇÃO DOS IMÓVEIS
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
95
2.1 Especificação de quais imóveis pertencem atualmente ao fundo e daqueles cuja aquisição é
meramente planejada;
2.2 Com relação aos imóveis cujo valor represente 10% (dez por cento) ou mais do patrimônio
líquido do fundo, ou que tenham respondido por 10% (dez por cento) ou mais da receita bruta do fundo
no último exercício social:
2.2.1 Descrição dos direitos que o fundo detém sobre os imóveis, com menção aos principais
termos de quaisquer contratos de financiamento, promessas de compra e venda, opções de compra ou
venda, bem como quaisquer outros instrumentos que lhe assegurem tais direitos;
2.2.2 Descrição dos ônus e garantias que recaem sobre os imóveis;
2.2.3 Descrição das principais características dos imóveis e do uso que se lhes pretende destinar;
2.3 Com relação aos imóveis cujo valor represente menos de 10% (dez por cento) do patrimônio
líquido do fundo, ou que tenham respondido por menos de 10% (dez por cento) da receita bruta do fundo
no último exercício social, as informações referidas nos itens 2.2.1 a 2.2.3 podem ser agrupadas, desde
que isto não prejudique substancialmente a transmissão destes dados ao investidor;
2.4 Estudo de viabilidade técnica, comercial, econômica e financeira do empreendimento
imobiliário, contendo expectativa de retorno do investimento, com exposição clara e objetiva das
premissas adotadas;
2.5 Orçamento e cronograma da obra, nos casos em que isto se fizer necessário;
2.6 Opinião do administrador sobre a necessidade e suficiência dos seguros contratados para
preservação dos imóveis;
2.7 Se o imóvel foi adquirido em regime de condomínio, e se existe acordo dispondo sobre a
constituição da propriedade em comum e repartição dos rendimentos por ela gerados.
3. DADOS OPERACIONAIS
3.1 Qualificação e principal atividade desempenhada pelo locatário que responda, ou que venha a
responder, por 10% (dez por cento) ou mais da receita bruta do fundo;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
96
3.2 Taxa percentual de ocupação do imóvel em cada um dos últimos 5 (cinco) anos anteriores ao
pedido de registro;
3.3 Descrição e estimativa de valores dos impostos incidentes sobre os bens e operações do fundo,
inclusive sobre investimentos propostos e ainda não efetuados;
3.4 Descrição do regime tributário aplicável aos cotistas do fundo.
4. IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELA ANÁLISE E SELEÇÃO DOS
INVESTIMENTOS EM EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
4.1 Nome, endereço comercial e telefones dos responsáveis pela gestão dos valores mobiliários da
carteira do fundo e pela prestação dos serviços referidos nos incisos II e III do art. 31.
5. CARACTERÍSTICAS ADICIONAIS DA OFERTA
5.1 Informação sobre a possibilidade de distribuição parcial, com cancelamento do saldo
eventualmente não colocado.
6. OUTRAS INFORMAÇÕES
6.1 Número de inscrição do Fundo no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;
6.2 Descrição das principais características do:
6.2.1. Memorial de incorporação ou do projeto aprovado de loteamento do solo, e indicação do seu
número de registro no Cartório de Registro de Imóveis, ou da Escritura de Compra e Venda ou Promessa
de Compra e Venda ou título aquisitivo de direitos reais sobre imóveis entre o empreendedor e o
administrador, conforme o caso;
6.2.2 Contrato de construção, se o incorporador for pessoa distinta do construtor;
6.2.3 Contrato firmado entre o empreendedor e a instituição administradora;
6.3 Se for o caso, informação sobre a data do deferimento pela entidade administradora de mercado
organizado do pedido de admissão à negociação das cotas de emissão do fundo, condicionado apenas à
obtenção do registro na CVM.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
97
6.3 Se for o caso, informação sobre a data do deferimento pela entidade administradora de mercado
organizado do pedido de admissão à negociação das cotas de emissão do fundo, condicionado apenas à
obtenção do registro na CVM;
 Item 6.3 com redação dada pela Instrução CVM nº 528, de 23 de outubro de 2012.
6.4 Se for o caso, informação sobre os formadores de mercado autorizados a operar com as cotas do
fundo;
6.5 Caso o administrador tenha contratado formador de mercado para as cotas do fundo, informação
de que a manutenção desse serviço não é obrigatória.
 Itens 6.4 e 6.5 incluídos pela Instrução CVM nº 528, de 23 de outubro de 2012.
ANEXO III-B- REVOGADO
 ANEXO III-B revogado pela Instrução CVM nº 571, de 25 de novembro de 2015.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
98
ANEXO IV
ANÚNCIO DE ÍNÍCIO DE DISTRIBUIÇÃO
I – Nome e endereço do ofertante;
II – Nome da instituição líder e demais Instituições Intermediárias envolvidas na distribuição, se
houver;
III – Nome do agente emissor de certificados, ou da instituição que houver sido contratada para o
serviço de valores mobiliários escriturais, se for o caso;
IV – Características da oferta:
a) data da assembléia geral ou da reunião do Conselho de Administração que deliberou a emissão
ou a oferta, conforme o caso;
b) valor, quantidade, espécie, classe e forma dos valores mobiliários a serem distribuídos;
c) preço de emissão dos valores mobiliários a serem distribuídos, condições de integralização e de
financiamento para aquisição, se for o caso;
d) remunerações, descontos e/ou repasses concedidos;
e) direitos, vantagens e restrições dos valores mobiliários a serem distribuídos, especificando,
inclusive, aqueles decorrentes de eventuais decisões da assembléia ou do Conselho de Administração que
deliberou o aumento, se for o caso;
f) Descrição do público investidor alvo da oferta e;
f) descrição do público investidor alvo da oferta e;
 Alínea “f” com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
g) Regime de colocação dos valores mobiliários.
g) regime de colocação dos valores mobiliários.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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 Alínea “g” com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
V – Data do início da distribuição dos valores mobiliários;
VI – Procedimento previsto para a distribuição, explicitando o tipo de tratamento que será dado aos
interessados;
VII – Declaração de que o Prospecto estará à disposição dos interessados, indicando os locais e as
formas em que poderá ser obtido;
VIII – Declaração de inadequação e/ou de adequação do investimento para os investidores que
especificar, se houver;
IX – Esclarecimento de que maiores informações sobre a distribuição poderão ser obtidas com
instituição líder da distribuição e/ou demais Instituições Intermediárias, ou na CVM;
X – Número e data do registro na CVM, de forma destacada;
XI – Os dizeres, de forma destacada: “O registro da presente distribuição não implica, por parte da
CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou em julgamento sobre a qualidade da
companhia emissora, bem como sobre [valor mobiliário] a serem distribuídos(as)”; e
XII – Se for o caso, “Os valores mobiliários objeto da presente oferta não serão negociados em
bolsa de valores ou em sistema de mercado de balcão, não podendo ser assegurada a disponibilidade de
informações sobre os preços praticados ou sobre os negócios realizados.”
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
100
ANEXO V
ANÚNCIO DE ENCERRAMENTO DA DISTRIBUIÇÃO
I – Nome e endereço do ofertante;
II – Quantidade, espécie, classe, forma e preço dos valores mobiliários distribuídos;
III – Nome da instituição líder e demais Instituições Intermediárias envolvidas na distribuição, se
houver;
IV – Nome do agente emissor de certificados, ou da instituição que houver sido contratada para o
serviço de valores mobiliários escriturais, se for o caso;
V – Data da assembléia geral ou da reunião do Conselho de Administração que deliberou a emissão
ou a oferta, conforme o caso;
VI – Número e data do registro na CVM, de forma destacada;
VII – Os dizeres, de forma destacada: “Este anúncio é de caráter exclusivamente informativo, não se
tratando de oferta de venda de valores mobiliários”; e
VIII – Dados finais de colocação, constantes do último Resumo Mensal de Colocação (Anexo VI).
VIII – Dados finais de colocação, constantes do último Resumo Mensal de Colocação (Anexo VII).
 Inciso VIII com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
101
ANEXO VI
CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
CLÁUSULAS OBRIGATÓRIAS
1. Qualificação da empresa emissora, da instituição líder e dos demais Instituições Intermediárias
envolvidas na distribuição, se for o caso;
1. Qualificação da empresa emissora, da instituição líder e das demais Instituições Intermediárias
envolvidas na distribuição, se for o caso;
 Item 1 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
2. Assembléia Geral Extraordinária ou Reunião do Conselho de Administração que autorizou a
emissão;
3. Regime de colocação dos valores mobiliários;
4. Total de valores mobiliários objeto do contrato, devendo ser mencionada a forma, valor nominal,
se houver, preço de emissão e condições de integralização, vantagens e restrições, especificando,
inclusive, aquelas decorrentes de eventuais decisões da Assembléia ou do Conselho de Administração que
deliberou o aumento;
5. Condições de revenda dos valores mobiliários pela instituição líder ou pelos demais Instituições
Intermediárias envolvidas na distribuição, no caso de regime de colocação com garantia firme;
6. Remuneração da instituição líder e demais Instituições Intermediárias envolvidas na distribuição,
discriminando as comissões devidas;
7. Descrição do procedimento adotado para distribuição; e
8. Menção a contratos de estabilização de preços e de garantia de liquidez, se houver.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
102
ANEXO VII
RESUMO MENSAL DE COLOCAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
Deverão ser informadas as subscrições e integralizações realizadas no mês, ou, se for o caso, as
vendas, o saldo colocado no mês anterior, o total colocado e o saldo a colocar, discriminando:
1. Os valores mobiliários, por espécie e classe, se for o caso;
2. O tipo de investidor, na forma seguinte;
2.1 Pessoas físicas;
2.2 Clubes de investimento;
2.3 Fundos de investimento;
2.4 Entidades de previdência privada;
2.5 Companhias seguradoras;
2.6 Investidores estrangeiros;
2.7 Instituições Intermediárias participantes do consórcio de distribuição;
2.8 Instituições financeiras ligadas à emissora e/ou aos participantes do consórcio;
2.9 Demais instituições financeiras;
2.10 Demais pessoas jurídicas ligadas à emissora e/ou aos participantes do consórcio;
2.11 Demais pessoas jurídicas;
2.12 Sócios, administradores, empregados, prepostos e demais pessoas ligadas à emissora e/ou aos
participantes do consórcio a que se refere o art. 34 desta Instrução; e
2.13 Outros (especificar).
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
103
3. O número de subscritores ou adquirentes e a quantidade de valores mobiliários subscritos e
integralizados ou adquiridos.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
104
ANEXO VIII
EDITAL DE LEILÃO DE AÇÕES EM BOLSA DE VALORES
(DENOMINAÇÃO DA EMISSORA)
(ENDEREÇO)
(VALOR DA DISTRIBUIÇÃO – em R$)
CÓDIGO ISIN: ………
REGISTRO NA CVM: ………
DATA: ………
(DENOMINAÇÃO DO OFERTANTE)
(ENDEREÇO)
(DENOMINAÇÃO DA INSTITUIÇÃO LÍDER E DOS CONSORCIADOS)
“O REGISTRO DA PRESENTE DISTRIBUIÇÃO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA CVM,
GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS OU EM JULGAMENTO
SOBRE A QUALIDADE DA COMPANHIA EMISSORA, BEM COMO SOBRE OS/AS [VALORES
MOBILIÁRIOS] A SEREM DISTRIBUÍDOS/AS.”
“OS INVESTIDORES DEVEM LER A SEÇÃO FATORES DE RISCO, DISPONÍVEL EM….
[disponibilidade física e eletrônica]”
1. INFORMAÇÕES RELATIVAS À OFERTA
1.1 Breve descrição da operação, incluindo apresentação da emissora e das Instituições
Intermediárias envolvidas, identificação do público alvo, preços e montante da distribuição.
1.2 CARACTERÍSTICAS E PRAZOS
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
105
1.2.1 Descrição da Oferta e das Ações a serem distribuídos, incluindo, no mínimo, informações
relativas:
1.2.1.1 à quantidade de ações a serem distribuídos de cada classe e espécie e aos seus direitos,
vantagens e restrições;
1.2.1.2 às autorizações societárias necessárias à distribuição dos valores mobiliários, identificando
os órgãos deliberativos responsáveis e as respectivas reuniões em que foi aprovada a operação;
1.2.1.3 eventuais condições a que a oferta pública esteja submetida; e
1.2.1.4 à cotação em bolsa de valores ou mercado de balcão dos valores mobiliários a serem
distribuídos, inclusive no exterior, identificando (i) cotação mínima, média e máxima de cada ano, nos
últimos 5 (cinco) anos; cotação mínima, média e máxima de cada trimestre, nos últimos 2 anos; e cotação
mínima, média e máxima de cada mês, nos últimos 6 meses; informando ainda, caso tenha ocorrido
aumento de capital ou distribuição de dividendos no período, a época em que foram iniciadas as
negociações “ex-direitos”.
1.2.2 Justificativa do ofertante para a alienação das ações e para a fixação do preço das ações a
serem distribuídas;
1.2.3 Cronograma das etapas da oferta, destacando, no mínimo:
1.2.3.1 as datas previstas para o início e o término/resultado da oferta, a possibilidade de sua
suspensão ou a sua prorrogação, conforme o caso, ou, ainda, na hipótese de não serem conhecidas, a
forma como serão anunciadas tais datas, bem como a forma como será dada divulgação a quaisquer
anúncios relacionados à oferta; e
1.2.3.2 os prazos, condições e forma para: (i) manifestações de aceitação dos investidores
interessados e de revogação da aceitação, (ii) integralização e entrega de respectivos certificados,
conforme o caso, (iii) posterior alienação dos valores mobiliários adquiridos pelo líder em decorrência da
prestação de garantia, (iv) pagamento e financiamento, se for o caso, (v) entrega dos certificados dos
valores mobiliários ou títulos múltiplos ou das cautelas que as representem, (vi) devolução e reembolso
aos investidores, se for o caso, e (vii) quaisquer outras datas relativas à oferta pública de interesse para os
investidores ou ao mercado em geral .
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
106
1.2.4 Diluição: elaborar descrição comparativa do preço de distribuição com o preço pago por
administradores, controladores, ofertante ou detentores de opções em aquisições de ações nos últimos
cinco anos;
1.2.5 Informação sobre eventual destinação da oferta pública ou partes da oferta pública a
investidores específicos e a “tipo de Investidor”;
1.2.6 Restrições a Acionistas: Informar se há acionistas sujeitos a restrições de venda de ações,
discriminando-os e detalhando tais restrições; e
1.2.7 Declaração de inadequação do investimento para tipos de investidores, caso o investimento
seja inadequado para determinados tipos de investidores, especificá-los, declarando, em destaque, tal
inadequação.
1.3 CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO DAS AÇÕES
1.3.1 Especificar as condições do contrato de distribuição no que concerne à colocação das ações
junto ao público e eventual garantia prestada pelo líder e consorciados, especificando a quota de cada um,
se for o caso;
1.3.2 Relações do ofertante e da empresa emissora com o líder da distribuição e coordenadores
participantes do consórcio de distribuição, tais como empréstimos, investimentos e outras relações
eventualmente existentes, inclusive com instituições financeiras que tenham relações societárias com os
consorciados;
1.3.3 Demonstrativo do Custo da Distribuição – informar:
1.3.3.1 a porcentagem em relação ao preço unitário de distribuição;
1.3.3.2 a Comissão de Coordenação;
1.3.3.3 a Comissão de Colocação;
1.3.3.4 a Comissão de Garantia de Distribuição;
1.3.3.5 Outras Comissões (especificar);
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
107
1.3.3.6 o Custo Unitário de Distribuição;
1.3.3.7 as Despesas decorrentes do Registro; e
1.3.3.8 outros custos relacionados.
1.4 CONTRATO DE GARANTIA DE LIQUIDEZ, DE ESTABILIZAÇÃO DE PREÇO E/OU
CONTRATO DE OPÇÃO DE COLOCAÇÃO DE LOTE SUPLEMENTAR: Caso tenham sido firmados,
informar suas principais características, em conformidade com as normas expedidas pela CVM.
2. FATORES DE RISCO
2.1 Expor, em ordem de relevância, breve resumo dos principais fatores relacionados com a
distribuição, com as ações, com a emissora, com o setor da economia em que atua ou que passará a atuar,
com seus acionistas e com o ambiente macroeconômico que possam, de alguma forma, fundamentar
decisão de investimento de potencial investidor. O local físico e eletrônico em que estiver disponível a
seção de fatores de risco completa deve ser informado.
3. INFORMAÇÕES RELATIVAS À COMPANHIA EMISSORA
Deve ser apresentado o local físico e eletrônico em que as informações do registro da companhia
emissora estão disponíveis para consulta.
O ofertante, em conjunto com a instituição líder, deve indicar ao investidor objeto da oferta a leitura
atenta de determinadas informações do registro da companhia emissora das ações que, em seu
julgamento, considera mais relevantes para a uma tomada de decisão de investimento refletida e
consciente em relação à oferta.
Se houver material informativo de suporte à distribuição, o local físico e eletrônico para consulta ao
mesmo deve também ser informado.
4. IDENTIFICAÇÃO DE ADMINISTRADORES, CONSULTORES E AUDITORES
4.1 Nome, endereço comercial/eletrônico e telefones de contato dos administradores Nome,
endereço comercial e telefones de contato dos administradores, que poderão prestar esclarecimentos sobre
a oferta.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
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4.2 Nome, endereço comercial/eletrônico e telefones dos consultores (bancários, legais, etc.)
envolvidos na oferta e responsáveis por fatos ou documentos citados no edital.
4.3 Nome, endereço comercial/eletrônico e telefones dos auditores responsáveis por auditar as
demonstrações financeiras dos 3 (três) últimos exercícios sociais.
4.4 Declaração do ofertante e da instituição líder, atestando a veracidade das informações
contidas no edital.
5. OUTROS DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES QUE A CVM JULGAR NECESSÁRIOS.
5.1 Declaração da Bolsa de Valores da aprovação do edital.
5.1 Declaração da Bolsa de Valores da aprovação do edital.
 Item 5.1 com redação dada pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
109
Anexo acrescentado pela Instrução CVM nº 482, de 5 de abril de 2010
ANEXO IX
INFORMAÇÕES SOBRE OFERTA PÚBLICA DE VALORES MOBILIÁRIOS
EMITIDOS POR MICRO E PEQUENA EMPRESA
EMISSORA
Nome:
CNPJ:
Tipo societário:
Endereço da sede:
Nome do representante legal:
Telefone para contato:
Fax:
E-mail:
Página na rede mundial de computadores:
Faturamento no último exercício social:
DADOS DA OFERTA
Quantidade de valores mobiliários objeto da oferta:
Descrição do valor mobiliário ofertado:
Preço unitário:
Valor total da oferta:
Data de início da oferta:
Instituição intermediária (se houver):
 Anexo revogado pela Instrução CVM nº 588, de 13 de julho de 2017.
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
110
Anexo acrescentado pela Instrução CVM nº 488, de 16 de dezembro de 2010
Anexo X com redação dada pela Instrução CVM Nº 546, de 3 de fevereiro de 2014
ANEXO X
INFORMAÇÕES SOBRE O PROGRAMA DE
DISTRIBUIÇÃO CONTÍNUA
Descrever em relação a cada um dos títulos incluídos no Programa de Distribuição Contínua:
a. principais características
b. remuneração ou critérios para sua determinação
c. quantidade estimada a ser emitida dentro do programa
d. valor total estimado das emissões
e. cronograma esperado de emissões
f. restrições à circulação, se houver
g. vencimento ou critérios para sua determinação
h. eventuais restrições impostas ao emissor em relação:
i. à distribuição de dividendos
ii. à alienação de determinados ativos
iii. à contratação de novas dívidas
iv. à emissão de novos valores mobiliários
i. condições para alteração dos direitos assegurados por tais títulos
j. outras características relevantes
k. indicar os mercados nos quais os títulos são admitidos à negociação
l. canais de distribuição dos títulos
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
111
m. eventuais condições a que as ofertas estejam sujeitas
n. fornecer outras informações que o emissor julgue relevantes
o. código ISIN, se houver
Descrever em relação a cada um dos títulos incluídos no Programa de Distribuição Contínua:
a. principais características
b. remuneração ou critérios para sua determinação
c. quantidade a ser ofertada na emissão
d. valor total estimado das emissões
e. cronograma esperado da emissão
f. restrições à circulação, se houver
g. vencimento ou critérios para sua determinação
h. eventuais restrições impostas ao emissor em relação:
i. à distribuição de dividendos
ii. à alienação de determinados ativos
iii. à contratação de novas dívidas
iv. à emissão de novos valores mobiliários
i. condições para alteração dos direitos assegurados por tais títulos
j. outras características relevantes, tais como eventuais cláusulas de suspensão do
pagamento da remuneração estipulada ou cláusulas de extinção do direito de
crédito representado pela Letra Financeira
k. indicar os mercados nos quais os títulos são admitidos à negociação
l. canais de distribuição dos títulos
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
112
m. eventuais condições a que as ofertas estejam sujeitas
n. fornecer outras informações que o emissor julgue relevantes
o. código ISIN, se houver
p. valor total da emissão
q. eventuais garantias ou cláusula de subordinação aos credores quirografários
r. datas e preços de exercício de eventuais opções de recompra pela instituição
emissora ou de revenda para a instituição emissora e, se previsto no título, de
que forma há modificação do encargo financeiro da letra financeira caso não
exercida a opção1

1 As opções devem ser idênticas para uma mesma série de letras financeiras
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
113
Anexo acrescentado pela Instrução CVM nº 533, de 24 de abril de 2013
ANEXO XI
RELATÓRIO DE OPERAÇÕES COM VALORES MOBILIÁRIOS
Devem ser informadas todas as operações objeto de exceção prevista no art. 48, inciso II,
discriminando:
1. o valor mobiliário, com sua espécie e classe, se for o caso;
2. o mercado no qual a operação foi contratada e liquidada;
3. a data da operação;
4. o tipo de operação (compra ou venda);
5. se a operação foi realizada em carteira de instituições intermediárias, suas controladas,
controladoras e sociedades sob o mesmo controle ou se foi realizada em carteira de terceiros;
6. a modalidade da operação, de acordo com os seguintes critérios:
6.1 execução de plano de estabilização;
6.2 alienação total ou parcial de lote de valores mobiliários objeto de garantia firme;
6.3 negociação por conta e ordem de terceiros;
6.4 operações claramente destinadas a acompanhar índice;
6.5 operações destinadas a proteger posições assumidas em derivativos contratados com terceiros;
6.6 operações realizadas como formador de mercado;
6.7 administração discricionária de carteira de terceiros;
6.8 aquisição de valores mobiliários solicitada por clientes com o fim de prover liquidez;
INSTRUÇÃO CVM Nº 400, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.
114
6.9 alienação total ou parcial de lote de valores mobiliários adquirido em operação permitida pelo
art. 48, inciso II, alínea “h”;
6.10 operações decorrentes de estratégias de arbitragem permitidas pelo art. 48, inciso II, alínea
“i”;
6.11 operações decorrentes de empréstimos de valores mobiliários, de exercício de opções de
compra ou venda por terceiros ou de contratos de compra e venda a termo.
6.12 outras (especificar).
7. a quantidade de valores mobiliários negociados;
8. o valor unitário pelo qual o valor mobiliário foi negociado.

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